Adolescente de 14 anos morre em despiste com trotineta

| Revista ACP

Nos últimos sete anos já ocorreram cerca de 2 mil acidentes com trotinetas em Portugal.

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Um adolescente de 14 anos perdeu a vida num despiste de trotineta numa povoação de Mangualde, em Viseu. A vítima não estaria a utilizar equipamento de proteção. O jovem estaria a passear com um familiar a menos de um quilómetro de casa, quando perdeu o controlo da trotineta e acabou por cair. A violência do episódio levou a que entrasse em paragem cardiorrespiratória, tendo sido socorrido por populares em primeira instância, e posteriormente pelos Bombeiros Voluntários de Mangualde e pelo INEM. O menor foi levado de helicóptero para o Hospital de Viseu, onde viria mais tarde a falecer.

Ainda no mês de abril, no centro do Porto, uma mulher de 25 anos morreu após desequilibrar-se ao volante de uma trotineta elétrica. Apesar de ter sido socorrida pelos Bombeiros Voluntários do Porto pelo INEM, o óbito foi declarado no local. A vítima não usava capacete.

É necessário apertar a fiscalização e a legislação

Este é um tópico preocupante para o ACP, que tem vindo a alertar com frequência para os perigos associados a este tipo de mobilidade suave. A utilização de trotinetas disparou nos últimos anos, mas a ausência de fiscalização e de leis mas rígidas coloca em risco a segurança dos condutores e de todos os que circulam na via pública. Além disso, o uso de equipamento de proteção é, grande parte das vezes, descuidada. Usar um capacete poderia reduzir, citando a Organização Mundial de Saúde, 42% do risco de lesões fatais e 69% das lesões na cabeça. Na reforma do Código da Estrada proposta pelo ACP, foi sugerida a obrigatoriedade do uso de capacete para bicicletas e velocípedes a motor, quer de particulares, quer de plataformas.

A Guarda Nacional Republicana (GNR) registou nos últimos sete anos um aumento da sinistralidade associada às trotinetas elétricas. Contabilizaram-se 1900 acidentes e uma dezena de mortes. Só nos primeiros dois meses de 2026 houve 72 acidentes.

O pico destes acidentes deu-se em 2024, segundo a GNR, com mais de 700 ocorrências. Um aumento notável quando comparado aos dados de 2021, em que há registo de 25 ocorrências anuais.

 

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