Efeitos da inflação na poupança

Impacto nos preços, rendimento e poupança

Desde novembro de 1992 que a taxa de inflação em Portugal não é tão alta, atualmente nos 9,1% (setembro de 2022). Esta taxa traz consequências: desde as despesas diárias até à poupança. Ainda assim, é possível poupar, sobretudo para os sócios ACP. Saiba o que é a inflação, o seu impacto e como poupar, mesmo perante a subida generalizada de preços.

O que é a inflação?

Segundo o Banco de Portugal, é a “subida generalizada e sustentada dos preços dos bens e serviços consumidos pelas famílias”. É normal que, numa economia de mercado, os preços de certos bens e serviços aumentem e outros diminuam. Mas perante a inflação, esta subida é generalizada e contínua ao longo do tempo. Como consequência, a moeda perde valor.

Como se mede a inflação?

Para medir a taxa de inflação, utiliza-se o índice de preços no consumidor. Comparam-se preços de bens e serviços com preços anteriores. E que produtos? Como cada consumidor tem hábitos diferentes, é desenhado um cabaz de compras com os produtos mais comprados - bens alimentares, vestuário, comunicações móveis, combustíveis, bilhetes de transportes públicos, renda da casa, eletricidade e água. O total deste cabaz é somado em dois períodos diferentes. A diferença entre os valores apurados representa a taxa de inflação.

Porque está a inflação tão alta?

Não é apenas Portugal que está com uma taxa de inflação alta. Também a Europa e o resto do mundo sentem esta taxa a aumentar. O maior aumento registou-se a partir do final de 2021, depois de vários anos com níveis considerados baixos. O Banco Central Europeu (BCE) aponta três principais justificações para o aumento:

  1. A rápida reabertura da economia
    Após o confinamento devido à pandemia de Covid-19, começa-se a viajar novamente e a comer fora. Gasta-se, portanto, mais. E quando a economia está em crescimento, as empresas têm mais probabilidades de aumentarem os preços sem perderem clientes. Porém, apesar da elevada procura, nem todos os setores conseguem responder com a devida oferta — em parte devido à falta de mão de obra nas cadeias de abastecimento. Resultado: há escassez de contentores que dificultam e encarecem o transporte de mercadorias.

  2. Preços mais elevados dos produtos energéticos
    O petróleo, gás e eletricidade passaram a ser mais caros em todo o mundo. Em parte, devido às alterações climáticas que influenciam a produção, sobretudo de energias renováveis, e reduziram as reservas de petróleo e gás. Com menor oferta disponível, os preços aumentam.

  3. Inflação muito baixa nos anos anteriores
    Durante o pico da pandemia, os preços estavam excecionalmente baixos. Como a taxa de inflação se apura tendo em conta os preços do ano anterior, as diferenças atuais são substanciais. São os designados “efeitos de base” que, segundo o BCE, tendem a desaparecer rapidamente.
A estes três fatores junta-se-lhe, mais recentemente, um outro: as consequências da guerra entre a Ucrânia e a Rússia. Devido a este conflito, os preços dos materiais, dos combustíveis e dos alimentos subiram ainda mais, uma vez que ambos os países são grandes exportadores destes produtos para o resto do mundo.

Que impacto tem o aumento da inflação no quotidiano e na poupança?

Com o aumento da inflação, os contribuintes começam a sentir de imediato as consequências na carteira:

  • Preço mais elevado dos produtos: os bens e serviços passam a ter um preço mais elevado, mesmo aqueles considerados básicos, como o pão, o combustível ou os transportes públicos.
  • Menor poder de compra: com o aumento da taxa de inflação, a quantidade de produtos que se podiam comprar a determinado preço passa a ser menor.
  • Menos poupança: ao gastar-se mais nas compras diárias, o montante disponível para poupança passa a ser menor. Como consequência, as famílias deixam de ter uma poupança mais avultada.

Como poupar em tempos de inflação

Apesar do aumento da taxa de inflação, certas estratégias ajudam a poupar todos os dias, contribuindo para aumentar a poupança:

  • Corte nos gastos da energia: evite ter luzes ou equipamentos eletrónicos ligados quando não estão a ser utilizados. Opte por equipamentos com a classificação energética A++. Substitua lâmpadas incandescentes por lâmpadas economizadoras. Evite deixar os equipamentos em pausa (stand-by) e desligue-os. Contrate a tarifa que poupar mais na luz, como a da parceria ACP-Goldenergy.
  • Adira a um plano de saúde: prevenir é o melhor remédio. Por isso, o melhor é ter um plano de saúde para combater um azar que lhe bata à porta. Adira a um plano de saúde que permita poupar e dar resposta às eventuais necessidades. Ser sócio ACP também permite poupar na saúde, uma vez que o plano está incluído na quota, sem custos adicionais.
  • Abasteça o carro nos postos mais baratos: o preço dos combustíveis tem aumentado drasticamente. Mas para os sócios ACP, a parceria do clube com a BP, possibilita poupar até 15€ em cada 100 litros de combustível.
  • Compre em saldos e promoções: quer vestuário, quer viagens, restaurantes ou hotéis, procure promoções que permitam obter preços mais baixos.

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