Regras para o transporte de bicicletas no carro

Conheça as soluções adequadas para viajar em segurança

Ir de férias e transportar bagagem, como a sua bicicleta e as dos restantes elementos da família é uma prática comum. É frequente verem-se nas estradas, em tejadilhos de carros ou em suportes junto à bagageira. O transporte de bicicletas nos automóveis tem regras que devem ser cumpridas, pela segurança de todos. Se não passa sem a sua bicicleta, leia este texto.

Soluções para o transporte de bicicletas

Antes de decidir qual a melhor forma de transportar a sua bicicleta, lembre-se de que a mesma não deve pôr a sua segurança em risco. Por isso, não pode ser um impedimento para o seu campo de visão. A forma mais simples de transportar bicicletas num automóvel é colocá-las no interior do habitáculo. Se se tratar de uma bicicleta de criança, basta pô-la na bagageira do carro, mas bicicletas de maior dimensão exigem outros cuidados

1. No interior do habitáculo

Por vezes é necessário rebater os bancos traseiros para transportar bicicletas de maior dimensão. Nestes casos, tenha atenção à corrente da bicicleta que deve ficar virada para cima, de modo a evitar danos, assim como à roda da frente, que deve ficar bem encostada às costas dos bancos dianteiros, por motivos de segurança. Para evitar sujar o carro com o óleo da corrente ou com sujidade da bicicleta, tapá-la com um cobertor ou lençol pode ajudar. Mas nem todos os automóveis têm a dimensão necessária para que se consiga colocar a bicicleta no habitáculo. Se for o caso, pode retirar a roda da frente ou mesmo as duas — algo relativamente simples de se fazer nas bicicletas atuais.

Desvantagens:

  • Não permite levar outro tipo de bagagem ou passageiros.

2. No tejadilho

É uma boa solução para quem não pretende sujar o interior ou não tiver muito espaço no habitáculo. No tejadilho, as bicicletas são transportadas de forma segura e estável. Além disso, tem a vantagem de não ficar com a bicicleta danificada, em caso de toque traseiro no carro, como acontece com o suporte de bagageira. Apesar de o tejadilho ser a forma de transporte de bicicletas com menos regras associadas, também as tem:

- Limite de comprimento: 0,55 metros para a frente e 0,45 metros para a retaguarda dos pontos extremos do veículo.

Limite de largura: a do automóvel.

- Limite de altura: não pode exceder os 4 metros.

Desvantagens:

  • Não ser fácil erguer a bicicleta para cima do tejadilho e fixá-la no suporte.
  • O condutor não se pode esquecer que o automóvel com as bicicletas ganha dimensões superiores em altura, o que pode interferir com determinadas passagens — por exemplo, em estacionamentos fechados.
  • A resistência aerodinâmica aumenta, bem como o consumo de combustível

3. No suporte de bagageira

Estes suportes têm a vantagem de serem menos caros do que outros sistemas e de se adaptarem a vários modelos de automóvel. Podem ser transportadas até quatro bicicletas, dependendo, dos modelos de suporte. Também esta forma de transporte de bicicletas nos automóveis tem regras previstas na lei:

- As bicicletas não podem ultrapassar a largura dos espelhos laterais (ou caso ultrapassem, é necessária uma autorização específica, renovada anualmente).

- Luzes e matrícula têm de estar desobstruídas.

- Em conjunto, as montadas no suporte não podem exceder os 45 centímetros do comprimento total do carro.

 Desvantagens: 

  • Caso haja um toque traseiro, as bicicletas podem ficar danificadas.
  • A pintura do carro pode ficar danificada.
  • Os suportes podem dificultar ou impossibilitar a abertura da bagageira.

4. No suporte de bola de reboque

Também designado por unidade técnica de extensão de carga, este tipo de suporte, por não conter rodas, não é considerado um reboque, ainda que possa ter semelhanças. Contudo, esta forma de transporte de bicicletas implica umas quantas regras:

- A bola de reboque tem de estar averbada no Documento Único Automóvel, ser homologada com indicação da carga suspensa suportável, ser removível e permitir o funcionamento das luzes de marcha-atrás presentes no suporte.

- As bicicletas não podem exceder a largura do automóvel (ou caso ultrapassem, é necessária uma autorização específica, renovada anualmente) e não podem ficar mais do que 45 centímetros de comprimento para lá da unidade técnica de extensão de carga homologada (com luzes e matrícula incorporadas).

- Na apólice do seguro do carro é necessário incluir um atrelado abaixo dos 400 kg.

Desvantagens:

  • Este sistema é mais caro do que os restantes.
  • Caso as bicicletas não estejam bem protegidas, estão sujeitas a roubo.
  • Se houver um toque na traseira do automóvel por outro veículo, as bicicletas podem ficar danificadas.
  • Alguns destes sistemas não permitem a abertura da bagageira e podem ser pesados.

 

Proteja a sua bicicleta

Seja qual for a solução de transporte de bicicletas que optar para o seu automóvel, há algo que não deve descurar: a proteção que zele pela sua segurança enquanto pedala. Com a Assistência a Bicicletas do ACP, só tem de estar preocupado em pedalar e usufruir da sua viagem sobre duas rodas. E em caso de acidente ou avaria, basta ligar 808 22 22 22.

Mas se for mais aventureiro, a conversa é outra. Nesse caso, um seguro de bicicleta é recomendável. Com o ACP, este seguro protege-o a si e à sua bicicleta, incluindo proteção de saúde, responsabilidade civil e pagamento em caso de acidente ou roubo da bicicleta. E tudo sem qualquer franquia por sinistro.

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