5 regras de sucesso para gerir melhor o seu dinheiro

Para uma adequada gestão do orçamento familiar

Para o ajudar na sua gestão do orçamento familiar e a ter uma vida financeira mais equilibrada existem algumas fórmulas e princípios que pode adotar de forma fácil e que o irão ajudar neste processo. Ao utilizar estas referências na sua gestão diária e mesmo mensal, conseguirá garantir que consegue ao longo do tempo criar boas práticas para atingir os seus objetivos.

Objetivo: gerir o orçamento familiar | Fórmula: 50/30/20

Esta fórmula recomenda uma segmentação do orçamento mensal em 3 partes.

  • 50% do orçamento deve ter como objetivo os gastos essenciais e fixos todos os meses (rendas ou prestações do crédito à habitação, alimentação, transportes, água, luz, gás, telecomunicações).
  • 30%, no máximo, pode ser alocado a gastos não essenciais, como viagens, compra de roupas ou refeições fora.
  • 20%, no mínimo, deve ser guardado para colocar em poupanças ou fazer investimentos financeiros. No caso de ter dívidas, esta percentagem deve ser utilizada para as amortizar ou liquidar.

Objetivo: limitar o crédito | Fórmula 28/36

Esta regra sugere que não deve gastar mais de 28% do orçamento nas despesas fixas relacionadas com a habitação, como as prestações mensais, seguros, juros e impostos. Todas as outras despesas e responsabilidades mensais de habitação, automóvel, créditos ao consumo e cartão de crédito deve ser no limite de 36% do seu orçamento.

Objetivo: comprar um automóvel | Fórmula 20/4/10

Esta fórmula é um guia para o ajudar com possíveis gastos excessivos com o crédito automóvel, estabelecendo limites de gastos e prazo do empréstimo, sendo recomendado que:

  • No máximo, pague ao início até 20% dos seus recursos.
  • De forma a reduzir o impacto que os juros possam causar, o empréstimo não deve exceder os 4 anos.
  • Os gastos com o carro, como seguro, combustível ou prestação, não devem ser superiores a 10% do orçamento mensal bruto.

Objetivo: capitalizar poupanças | Regra dos 72 ou 69

Esta fórmula permite estimar o número de anos que são precisos para duplicar o montante que foi investido a uma determinada taxa de juro, com base numa taxa de retorno, ajudando a perceber qual o efeito do juro composto.

A fórmula é a seguinte: 72 / Taxa de retorno = Anos para duplicar o capital

Suponha que faz um investimento com uma taxa de retorno esperada de 20%. Ao utilizar esta fórmula consegue prever que o seu capital investido iria duplicar em 3,6 anos.

Esta fórmula pode também ser aplicada caso queira saber qual a taxa de juro necessária para duplicar uma certa quantia num determinado número de anos.

A Regra dos 69 é uma derivação da Regra dos 72, sendo considerada por muitos especialistas mais rigorosa.

Objetivo: poupar para a reforma | Regra dos 10%

A Regra dos 10% é uma regra tradicional, simples e fácil de pôr em prática. Para tal, alega que no mínimo 10% do seu orçamento mensal deve ser para garantir o futuro, começando a planear a reforma.

O que deve reter

Para ter uma vida financeira mais equilibrada e maiores probabilidades de sucesso nos seus investimentos, não existem regras de ouro nem fórmulas mágicas. Existem, no entanto, regras como as que partilhamos neste artigo que podem funcionar como orientações benéficas para a gestão das suas finanças pessoais.

Porém, há certos conceitos importantes a ter em conta na gestão do seu orçamento e finanças pessoais, em particular se fizer parte de uma geração mais jovem, como a que são mencionados no livro The Millennial Game Plan, de Laura Shin:

 

  1. Nunca gaste mais do que ganha
    Esta é uma prática simples, mas muito valiosa. Facilita a poupança e a criação de riqueza no longo prazo, cumprindo todas as outras parcelas de responsabilidades mensais, limitando endividamentos, guardando um montante para imprevistos que possam surgir e preservando-se para preocupações futuras.

  2. Quanto mais cedo começar a investir melhor
    Começar a investir para a reforma o quanto antes é uma boa meta para ter no longo prazo, por diversas razões: devido à incerteza que o futuro pode trazer, para ter menos sobrecarga financeira ao longo dos anos e obtenção de maiores capitalizações. Pode parecer uma meta longínqua, mas irá compensar muito no longo prazo.

  3. Aumente o rendimento disponível
    Porque não transformar algo que gosta numa atividade que pode gerar lucro, para conseguir ter um rendimento adicional todos os meses? Pode utilizar este montante extra para liquidar ou reduzir dívidas, se as tiver, para viajar ou fazer outras coisas que queira ou o façam feliz. Outra opção é investir uma parte noutras aplicações financeiras, que lhe permitam ter um rendimento passivo.

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