Poupar para a reforma

Os planos poupança reforma

Com o aumento da esperança média de vida, é cada vez mais recomendado que comece a poupar o mais cedo possível para ter uma almofada confortável e um complemento à sua reforma do futuro. Entre os vários produtos financeiros disponíveis com maior ou menor risco, descubra mais detalhes sobre os planos poupança reforma.

O que são os Planos Poupança Reforma?

Um Plano Poupança Reforma (PPR) é um produto financeiro de médio e longo prazo destinado à preparação da reforma e à capitalização de poupanças para esse fim. O seu principal objetivo é complementar a pensão da Segurança Social quando chegar a idade da reforma e colmatar a diferença entre o que recebe no ativo e o que irá receber de pensão.

Muitos especialistas aconselham que se reserve pelo menos 10% do orçamento mensal para poupar para a reforma. Os PPR podem ser uma boa ajuda para multiplicar essas poupanças, mas esta é apenas uma das suas vantagens. Até porque há uma grande diversidade de PPR, com diferentes graus de risco, desde os mais conservadores aos mais dinâmicos.

Como funcionam?

Tudo começa com a subscrição de uma proposta de adesão e entrega de uma determinada quantia inicial à entidade que gere/comercializa o PPR. A essa primeira entrega, normalmente sucedem-se outras entregas periódicas que podem ou não estar pré-definidas.

Com a finalidade de fazer crescer o dinheiro que entrega, essas poupanças são investidas de acordo com regras e políticas de investimento que conhece previamente, adaptadas e enquadradas num determinado quadro de risco. Quanto maior for o risco, maior é a amplitude nos movimentos da carteira - no entanto, no longo prazo, isto tem representado um maior potencial de retorno.

No momento do reembolso irá colher os frutos do seu investimento, o que pode ocorrer quando chega à idade da reforma ou antes. Tipicamente, pode esperar receber o montante investido acrescido da rendibilidade resultante dos investimentos realizados pela entidade gestora do PPR até à data do reembolso.

Quando subscrever um PPR

Os PPR podem ser subscritos junto das entidades que os comercializam, entre as quais bancos e seguradoras, ou até mesmo à distância de um clique, mediante a entrega mínima exigida para subscrever o PPR e assinatura da proposta de subscrição. No caso dos fundos de investimento, pode ser necessária a abertura de conta no banco em causa. As entregas posteriores dependem das modalidades permitidas pelo PPR. Esses montantes podem ser mensais, trimestrais, semestrais, anuais ou não ter prazo definido, ficando desta forma ao seu critério.

O ideal será não adiar esta decisão para depois dos 30 anos. Geralmente é aconselhado que a subscrição seja feita o mais cedo possível, uma vez que o tempo favorece o efeito de capitalização e as probabilidades de acumular mais dinheiro são mais elevadas.

Em simultâneo, também será mais fácil recuperar e amortecer o efeito de potenciais perdas numa idade mais jovem. Aliás, quanto mais longe da idade da reforma estiver, mais pode apostar em produtos de elevado risco e, consequentemente, com maior potencial de rendimento. Por exemplo, um PPR sob a forma de fundo de investimento que investe predominantemente em ações.

A 10 ou menos anos da idade da reforma deve privilegiar-se antes a segurança e os PPR sob a forma de seguro com capital garantido, de modo a evitar perdas nas poupanças que, a acontecerem, podem ser de difícil recuperação.

A altura certa para investir num PPR depende também da sua capacidade de poupar a médio prazo para maximizar o retorno deste investimento e não ser penalizado pelo resgate antecipado.

Vantagens da subscrição

  • Rendibilidade: os PPR podem ou não ter garantia de capital e a respetiva rendibilidade varia bastante consoante o nível de risco aceite. Ainda assim, podem ser alternativas de poupança mais vantajosas a outros produtos financeiros de médio prazo e constituir uma boa conta-poupança.
  • Flexibilidade e adaptabilidade: é uma solução flexível e adaptável a situações imprevistas. Os PPR foram desenhados a pensar na idade da reforma, mas na prática é possível utilizar o dinheiro amealhado em qualquer altura. Além da possibilidade do resgate antecipado, estes produtos admitem também a possibilidade de transferência do dinheiro de um PPR para outro e entre instituições diferentes.
  • Benefícios fiscais: o enquadramento fiscal favorável é apontado como uma vantagem de peso. Estes produtos proporcionam benefícios fiscais durante o PPR e um tratamento fiscal progressivamente mais benéfico no resgate.
    • Durante o PPR: todos os anos há a possibilidade de deduzir no IRS (Artigo 21.º do Estatuto dos Benefícios Fiscais) 20% dos reforços do PPR com tetos máximos que diminuem com a idade. Até aos 35 anos o benefício máximo são 400 euros; dos 35 aos 50 anos passa para 350 euros; e a partir dos 50 anos o benefício fiscal máximo é de 300 euros.
    • No reembolso: a taxa de imposto sobre o rendimento dos PPR é também mais favorável do que em outros produtos financeiros, como depósitos a prazo, e diminui com o tempo como forma de incentivar a sua manutenção. Até cinco anos a taxa de imposto é 21,5%; se o reembolso ocorrer entre o quinto e o oitavo ano é 17,2%; após o oitavo ano a taxa de imposto é de 8,6%.
    • Sem penalizações:  a partir de um prazo mínimo de permanência de cinco anos, o PPR também pode ser resgatado com uma taxa de imposto mínima de 8% nas seguintes situações: a partir dos 60 anos de idade, reforma por velhice ou pagamento da prestação do crédito habitação. Sem prazo mínimo, em caso de desemprego de longa duração (mais de 12 meses), por incapacidade permanente para trabalhar ou por doença grave.

Tipos de Planos Poupança Reforma

Os PPR podem assumir a forma de seguros ou de fundos de investimento mobiliário. A principal diferença entre estas modalidades está no risco. Por norma os seguros têm garantia de capital e/ou garantem um retorno mínimo. Já os fundos de investimento não têm garantia de capital e são mais voláteis.

Seguros PPR
São seguros de capitalização que têm, maioritariamente, garantia de capital e podem ainda garantir um juro mínimo. Por norma, o rendimento destes produtos depende dos lucros da seguradora. Embora o seu potencial de valorização seja mais limitado, o risco também é menor. As comissões associadas a estes produtos costumam ser mais elevadas do que nos fundos e podem não ser compensatórias face à rendibilidade que oferecem. Os seguros PPR não são, contudo, todos iguais: alguns podem ter risco associado e a taxa de rendimento anual pode ser negativa o que pode implicar perder dinheiro. 

Fundos de investimento PPR

Esta modalidade é semelhante a um fundo de investimento mobiliário em que os seus subscritores detêm unidades de participação na medida do seu investimento, tendo como horizonte o longo prazo. O valor das unidades de participação é divulgado regularmente, pelo que é mais fácil acompanhar a evolução do investimento, ao contrário do que acontece com os seguros, em que a informação sobre o rendimento do fundo é, por norma, anual.
A principal desvantagem é que, como não há garantia de capital, o subscritor pode vir a receber menos do que investiu. Mas tem também um potencial de retorno maior em função do desempenho do fundo. A entidade gestora investe de acordo com uma política de investimentos definida e que consta do prospeto simplificado do produto.

5 Dicas para fazer a escolha certa

  1. Conheça os seus objetivos e expectativas de retorno do investimento
    O que espera do seu PPR? Poupar a longo prazo? Usufruir de benefícios fiscais? Utilizá-lo como uma conta-poupança a mobilizar em qualquer altura? Lembre-se que os PPR não se destinam apenas a poupar para a reforma. Independentemente do binómio risco/retorno, são produtos muito versáteis e adaptáveis aos objetivos de cada um. Por exemplo, se o seu objetivo for poupar a longo prazo, pode ser vantajoso assumir algum risco, em termos de retorno, uma vez que há tempo para recuperar potenciais perdas e mitigar o efeito da volatilidade dos mercados.

  2. Considere o seu perfil de risco
    É avesso ao risco ou pode aceitar algum? O grau de risco (quando existe) é indicado no Documento de Informação Fundamental (DIF), no caso dos seguros ou dos prospetos, ou nas Fichas de Informação Normalizada (FIN). Além disso, estes documentos indicam as percentagens máximas de investimento em diferentes categorias de ativos, bem como a política de investimento seguida.

  3. Compare encargos
    Os PPR podem ter diferentes custos associados, como as comissões de subscrição, gestão, transferência, resgate e depósito. Mesmo para produtos de risco idêntico, os encargos para o subscritor podem ser variáveis. A existência ou não de comissões e o diferencial em pontos percentuais entre diferentes comissões pode ter impacto na rendibilidade esperada.

  4. Analise as características de cada produto
    Antes de subscrever um PPR deve ler atentamente a DIF ou a FIN que resumem a informação fundamental do produto: entidade gestora, forma de subscrição e plano de reforços, forma de reembolso, rendibilidade histórica, riscos e política de investimento. Especialmente em produtos com risco de capital, é importante conhecer ao pormenor a política de investimento, que diz como e no quê o seu dinheiro é investido.

  5. Faça simulações
    Simular e comparar diferentes PPR pode ajudá-lo a tomar a decisão certa. A rendibilidade esperada deve ser avaliada à luz do desempenho passado (rendibilidade histórica), tendo também em conta os encargos inerentes ao PPR e potenciais penalizações por resgate antecipado.

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Este conteúdo é da responsabilidade do Banco BiG e tem um propósito meramente informativo. Em nenhum momento, o teor deste artigo representa uma recomendação de investimento financeiro.
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