A i-charging está a revolucionar os carregamentos dos veículos elétricos, tendo tecnologia capaz de dar carga a carros ligeiros, camiões e aeronaves.
A empresa nasceu no Porto em 2019 pela mão de um antigo quadro da Efacec, para criar e desenvolver software e infraestruturas para carregamento de veículos elétricos. À primeira vista, a i-charging aparenta ser só mais um operador de soluções elétricas para a mobilidade. Mas essa leitura só pode ser feita pelos mais distraídos.
Neste podcast, Pedro Moreira da Silva, fundador e presidente executivo da i-charging, revela um projeto que é uma autêntica pérola (ainda) escondida do que de melhor se faz em Portugal.
“Desde o início que queríamos ser uma empresa de referência do setor, não queríamos ser mais uma. Gostamos de ser líderes e não seguidores”, começa por afirmar o especialista em mobilidade elétrica.
“Para resolver o problema da transição energética, temos que eletrificar o máximo de aplicações possível, não só no transporte, mas em outras coisas também”, prossegue. Por isso, o foco é desenvolver “soluções diferenciadas”.
Seis anos depois de iniciar atividade, a empresa, que vende serviços e produtos para outras empresas e não diretamente a particulares, começa a colher os louros. Foi considerada pela Deloitte a tecnológica de mais rápido crescimento da Europa, Médio Oriente e África.
Com sede, polo de produção e um centro de testes no Porto, toda a atividade da i-charging é desenvolvida a partir de Portugal. No entanto, desde o início, que a empresa tem uma subsidiária nos EUA para desenvolver vendas e suporte técnico na América do Norte.
Atualmente, as infraestruturas e a tecnologia da i-charging estão presentes em 36 países, sendo que alguns têm um “efeito multiplicador”. “Quando vendemos para os Emirados Árabes Unidos, sabemos que o nosso distribuidor lá também os vai vender noutros países do Golfo”, explica Pedro Moreira da Silva.
Além de Portugal e toda a Europa e EUA, a atividade da empresa chega países tão distantes como o México, Brasil ou Austrália. Também já começam a apostar no sudeste asiático.
Newsletter Revista
Receba as novidades do mundo automóvel e do universo ACP.
O que distingue tanto esta empresa das demais?
“Nós estamos presentes nos veículos ligeiros, nos veículos pesados, de passageiros, de mercadorias, até na mobilidade aérea, porque somos vistos pelo mercado como uma empresa que está aberta à inovação e que está disponível”, responde Pedro Moreira da Silva, indicando que a empresa oferece um “ecossistema” entre infraestrutura e software que permite gerir tudo em tempo real, de forma remota, desde um simples diagnóstico a mudanças de configurações dos produtos e serviços.
A partir de Portugal – nada é desenvolvido e produzido fora do país - a empresa criou e desenvolveu um hub de carregamento de grande dimensão.
“Seja carregamento público, seja carregamento de frotas, seja carregamento de veículos pesados, todas as soluções que precisem de muita potência, uma ou muitas saídas, conseguimos otimizar a instalação e a operação com uma série de características diferenciadoras”, explica o responsável.
O fundador e presidente da i-charging comenta que é “possível” que um carro elétrico que esteja a ser carregado em Portugal use tecnologia ou infraestrutura da empresa, embora “represente uma percentagem muito pequena do volume de vendas, há volta de 5%”.
Outra inovação está relacionada com os tempos de carregamentos. A i-charging já tem uma solução para os veículos pesados, que permite carregar um camião em apenas 45 minutos, encurtando tempos de paragem em contexto profissional.
O projeto mais inovador nasce do acordo alcançado com a Embraer, para dar energia a aeronaves, já a partir de 2027, no Brasil, EUA e Médio Oriente.
“Fechamos em 2025 um contrato com a Embraer e uma empresa do seu grupo para carregar mobilidade aérea urbana. Está a desenvolver um eVTOL, que é um veículo de aeromobilidade urbana elétrico e fechou o contrato connosco, para fornecermos a solução de carregamento para todo o mundo, onde aquele conceito vai ser implementado", revela.
Este eVTOL pode ser entendido como um táxi voador.
Este e outros podcasts estão disponíveis nas plataformas