O Automóvel Club de Portugal (ACP) está a promover uma iniciativa de rua para recolha de assinaturas com vista à apresentação, na Assembleia Municipal de Lisboa, de uma proposta de referendo municipal sobre as trotinetes elétricas partilhadas no concelho de Lisboa.
A ação de rua decorrerá até ao dia 13 de setembro e contará com pontos de recolha de assinaturas do ACP em vários pontos da cidade de Lisboa.
A recolha de assinaturas já está a decorrer desde o início de agosto, tendo começado inicialmente junto dos sócios ACP e destina-se exclusivamente a cidadãos maiores de 18 anos recenseados no Município de Lisboa, uma vez que se trata de uma proposta de referendo municipal, dirigida aos eleitores lisboetas.
A iniciativa pretende criar condições para que os lisboetas possam pronunciar-se sobre a continuidade da exploração de serviços de trotinetes elétricas partilhadas no domínio público municipal, após o termo das autorizações atualmente em vigor.
Para o ACP, o crescimento das trotinetes elétricas partilhadas em Lisboa levantou questões relevantes relacionadas com a utilização dos passeios e zonas pedonais, a segurança dos peões, a acessibilidade urbana, a mobilidade municipal, a utilização do espaço público, a fiscalização e a qualidade de vida dos residentes. Estes são temas que afetam diariamente quem vive, trabalha e circula na cidade, justificando a sua apreciação pelos eleitores locais.
Nos últimos anos, as trotinetes elétricas partilhadas surgiram como uma solução de mobilidade urbana flexível e sustentável. No entanto, a sua presença crescente no espaço público tem estado associada a problemas como estacionamento desordenado, circulação em zonas pedonais, ocupação de passeios, dificuldades de fiscalização e riscos para utilizadores e terceiros.
Só em Lisboa, existem cerca de 6.000 trotinetes partilhadas a circular na via pública, de acordo com informação já divulgada pelo ACP. O clube tem alertado para a necessidade de maior segurança, organização e fiscalização, considerando que o tema ultrapassa a mobilidade e entra no domínio da gestão urbana, da acessibilidade e da qualidade de vida.