Mobilidade elétrica dispara em Portugal e quase triplica num ano

| Revista ACP

Estudo do Observatório ACP revela crescimento expressivo dos veículos elétricos, recuperação da intenção de compra e maior abertura ao mercado de usados.

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A mobilidade elétrica está a ganhar força em Portugal. Em 2026, 9% dos condutores portugueses já possuem um automóvel 100% elétrico, quase o triplo dos 3,5% registados em 2025, segundo um estudo do Observatório ACP.

O crescimento reflete uma mudança nas decisões de compra, impulsionada por fatores ambientais, económicos e pela evolução tecnológica.

 Ao mesmo tempo, o parque automóvel português mostra sinais de renovação gradual. Atualmente, 38% dos automóveis em circulação têm mais de 15 anos, menos cinco pontos percentuais do que no ano anterior.

Também nas motorizações se registam mudanças: os veículos a gasolina voltam a ganhar terreno, enquanto os automóveis a diesel continuam a perder expressão.

A intenção de substituir o automóvel aumentou de forma significativa. 49% dos condutores admitem trocar de carro nos próximos um a cinco anos, mais 25 pontos percentuais do que em 2025.

Entre as opções consideradas, os veículos eletrificados já representam cerca de metade das preferências, e 55% dos condutores dizem ser provável escolher um elétrico na próxima compra.

 

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Entre os fatores que impulsionam o interesse pelos elétricos destacam-se os custos de utilização mais baixos e a expectativa de evolução tecnológica.

Ainda assim, persistem alguns obstáculos, sobretudo o preço inicial elevado, as dúvidas sobre autonomia, o tempo de carregamento e a falta de oficinas especializadas.

O mercado de veículos elétricos usados começa também a ganhar relevância. Atualmente, 37% dos condutores consideram provável adquirir um elétrico em segunda mão, mais 19 pontos percentuais do que no ano passado.

O preço mais acessível surge como principal fator de interesse, embora persistam reservas relacionadas com a durabilidade das baterias e o valor de revenda.

A maioria dos proprietários carrega o automóvel em casa (86%), mas 91% também recorrem a postos públicos.

O carregamento doméstico custa, em média, até cerca de sete euros, enquanto os gastos mensais na rede pública rondam 50 euros.

Apesar dos progressos, a infraestrutura de carregamento continua a apresentar assimetrias regionais, com maiores dificuldades em zonas rurais e no Alentejo.

No conjunto, os dados indicam que 2026 poderá marcar um ponto de viragem na mobilidade elétrica em Portugal.

Os consumidores mostram-se hoje mais informados e mais disponíveis para considerar veículos eletrificados, embora o preço, a autonomia e a expansão da rede de carregamento continuem a ser fatores decisivos para acelerar a adoção em larga escala.

Consulte o estudo

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