A Infraestruturas de Portugal (IP) contabiliza 26 estradas no território nacional que continuam encerradas após as sucessivas tempestades observadas entre janeiro e março.
“Temos 26 estradas com circulação encerrada”, afirmou o presidente da IP, Miguel Cruz, que falava o início da reunião do Conselho Intermunicipal da Região de Coimbra, que decorre na terça-feira em Arganil.
A IP chegou a registar mais de 300 infraestruturas rodoviárias cortadas em março, mas o organismo garante que, neste momento, 92% dos casos estão já resolvidos.
O distrito de Lisboa regista um total de dez cortes de estrada: na estrada nacional (EN) 8 (Cadaval), EN115 (Cadaval), EN8-2 (Lourinhã), na EN9 (Mafra), na EN9-2 (Mafra), EN115 (Alenquer), EN115 (em dois pontos no concelho de Arruda dos Vinhos), EN248 (Vila Franca de Xira) e EN248-2 (Sobral de Monte Agraço).
No distrito de Coimbra, há circulação cortada na estrada regional (ER) 2 (em Penacova), na EN 347 (em Penela), no ex-IC3 (em Penela), na ER110 (em Coimbra), na EN342 (em Arganil).
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No distrito de Viseu, registam-se cortes na EN323 (em Tabuaço) e na EN222 (Resende); no distrito de Setúbal, na EN261-2 (Grândola) e na EN378 (Sesimbra); e no distrito de Santarém na EN114-2 (Santarém) e na EN243 (Alcanena).
Há ainda cortes na EN232 (Manteigas), na EN15 (Amarante), na EN336 (Anadia), na EN2 (Sertã) e na EN243 (Porto de Mós).
A maioria das estradas cortadas deve-se a instabilidade das plataformas rodoviárias das vias e ao deslizamento de taludes, com as intervenções a incluírem trabalhos de estabilização, contenção de taludes, melhoria dos sistemas de drenagem e reconstrução parcial ou integral de infraestruturas afetadas, entre outras.
Durante a reunião do Conselho Intermunicipal da Região de Coimbra, o presidente da IP esclareceu que a maioria de intervenções nas estradas não deverá demorar menos de seis meses, embora tenha admitido a possibilidade de constrangimentos nos diferentes procedimentos.
Nestes trabalhos de recuperação de estradas, a IP fez saber que realizou já 1.300 inspeções extraordinárias a pontes e outras obras de arte, após a passagem das tempestades.
“Não identificámos nenhum problema estrutural significativo”, garantiu Miguel Cruz, referindo que faltam algumas inspeções extraordinárias, que ainda não foram realizadas por falta de disponibilidade de mergulhadores para trabalhos subaquáticos.