Numa altura em que a mobilidade elétrica cresce, mas não ao ritmo desejado pela União Europeia e pela indústria, e em que as metas sobre as emissões de dióxido de carbono foram suavizadas, há fabricantes a reequilibrar a sua oferta voltando a focar-se no diesel.
As fabricantes Stellantis, que agrega mais de 15 marcas, e BMW são os casos mais notórios.
Embora os veículos a diesel representassem mais de metade das vendas de carros novos na Europa em 2015, a quota caiu para 7,7% em 2025, enquanto os elétricos alcançaram 19,5%. Até aqui parecia ter ocorrido um desinvestimento neste tipo de motorização, mas isso parece estar a mudar.
Na Stellantis, por exemplo, a aposta no diesel inclui os Peugeot 308 e Rifter, o Opel Astra ou o Citroën Berlingo.
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Pedro Lazarino, diretor-geral da Stellantis Portugal, afirma que a fabricante “sempre apostou em plataformas multi-energia” e que vai “ajustando a oferta à procura”. Mas que o faz de “forma muito consciente porque as multas [de Bruxelas] estão em cima” do grupo.
João Trincheiras, diretor de comunicação e relações públicas da BMW, garante que a marca “nunca abandonou o gasóleo”. “Acreditamos que é um combustível bastante valorizado pelos clientes”.
Com as marcas chinesas a crescerem bastante na Europa, através da venda de veículos elétricos, o diesel pode ser uma forma de as marcas europeias manterem níveis elevados de venda.
No entanto, numa altura em que os combustíveis estão em picos históricos, será que a aposta no diesel vai dar resultados?