Cada vez mais modelos automóveis chegam ao mercado com o sistema keyless, ou seja, em vez da chave convencional, têm um mecanismo eletrónico que permite abrir e fechar as portas e ligar a ignição sem recurso a chave, apenas pela proximidade. No entanto, o que parece oferecer mais pragmatismo está a criar um nova forma de furto de automóveis.
Por via eletrónica, através da amplificação do sinal eletromagnético emitido pela chave original, é possível aos ladrões de automóveis copiarem o sinal e desbloquearem automóveis sem que os proprietários se apercebam.
As autoridades não têm dados estatísticos sobre esta prática, mas alertam para a sua existência. "Há determinadas redes criminosas que operam de forma muito sofisticada", afirma subintendente da PSP Filipe Pinto Silva.
"O que é importante é que os proprietários das viaturas tenham tudo ativo o que a viatura oferece, para que numa situação de desaparecimento da viatura essas ferramentas sejam um importante auxílio à recuperação do automóvel", acrescenta.
Há casos em que as vítimas do furto estão em casa ou num café e, sem se aperceberem, alguém está a copiar o sinal da chave keyless através de um dispositivo retransmissor que capta e copia o sinal da chave original e reemite-o até 100 metro de distância, possibilitando ao dispositivo recetor, que estará perto do veículo, desbloquear a viatura e assim concretizar o roubo.
Como pod evitar estas situações? "Como é um furto que ocorre pela retransmissão de um sinal [eletromagnetico], uma forma de o evitar é colocar a chave, quando dentro de uma habitação, longe de janelas ou portas. Mais eficaz é utilizar uma bolsa Faraday, que permitem guardam a chave e impedir a transmissão do sinal", explica João Beleza, diretor de segurança cibernética do ACP.
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