O serviço de metrobus do Porto vai arrancar no dia 28, com um “período de familiarização e ajuste progressivo” para consolidar horários, frequências e procedimentos.
Em comunicado, a Metro do Porto salienta o “caminho feito de escuta ativa, trabalho intenso e forte colaboração” que permitiu a entrada em funcionamento do metrobus, que, para já, fará a ligação Casa da Música - Praça do Império.
“Esta fase é essencial para consolidar horários, frequências e procedimentos, preparando o caminho para a operação regular", lê-se.
A obra da primeira fase do metrobus, entre a Casa da Música e a Praça do Império, está concluída desde o verão de 2024, e em dezembro de 2025 já tinha sido anunciado um período experimental gratuito a realizar-se em março.
E as obras da segunda fase foram retomadas em novembro de 2025 na Avenida da Boavista, entre o Colégio do Rosário e a Fonte da Moura (Antunes Guimarães).
Ainda no final do ano passado, o presidente da Metro do Porto, Emídio Gomes, explicou que o motivo para o início da operação apenas acontecer em fevereiro se devia não só a "itens obrigatórios de testes que já estão a decorrer nos veículos no canal existente, seja no canal dedicado, seja no canal partilhado da Avenida Marcial Gomes da Costa", também relacionados com " semaforização, a segurança", mas também devido ao fornecimento de hidrogénio, fonte de energia dos veículos.
A segunda fase do metrobus, entre a Avenida Marechal Gomes da Costa e a Anémona, deverá estar pronta em agosto e haverá mais espaços verdes.
O metrobus do Porto pretende ser um serviço de autocarros movidos a hidrogénio que vão ligar a Casa da Música à Praça do Império e à Anémona (na segunda fase) em 12 e 17 minutos.
O empreendimento representa um investimento global de 76 milhões de euros, financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência, pelo Fundo Ambiental e por verbas do orçamento do Estado.