Covid-19: o novo normal na mobilidade

O que muda com o novo Coronavírus quando sair de casa

A pandemia provocada pelo novo Coronavírus tem levado à adoção de novos comportamentos. Ficar em casa, usar máscara, manter a distância dos para os outros, deixar os sapatos à porta ou lavar as mãos ao chegar a casa são hábitos que todos acabámos por incorporar no dia-a-dia. Mas à medida que as restrições à mobilidade vão sendo levantadas, é tempo de voltar a sair, ainda que com novas regras de conduta. À luz das novas orientações da DGS de 20 de maio, saiba o que vai passar a ser o “novo normal” na mobilidade.

Dois utensílios indispensáveis

Assim que sai de casa, convém levar sempre máscara e álcool gel, quer o seu destino se encontre à distância de uma caminhada, quer tenha de se deslocar em transportes públicos ou em viatura própria. Além da máscara e do álcool gel deve, naturalmente, adotar as recomendações de distanciamento social (dois metros) das outras pessoas, lavar as mãos ou, em alternativa, usar o álcool gel para desinfetar as mãos, antes e depois de utilizar um transporte.

Viagens de carro e de mota

O seu carro é um espaço fechado. Como tal, deve assegurar-se que as superfícies, sobretudo as mais utilizadas, sejam higienizadas com uma solução desinfetante à base de álcool a 70%. É o caso dos puxadores, tapetes, volante, travão de mão e manete de mudanças, sem esquecer todo o tablier. Vale a pena também guardar no carro uma embalagem de gel desinfetante e de luvas descartáveis para utilizar, por exemplo, quando abastecer. No caso da sua mota, aplicam-se os mesmos cuidados, sobretudo nas zonas de maior utilização como o guiador, ignição, comandos e pedais. Também o capacete e luvas devem ser higienizados antes e depois de cada viagem. Antes de sair de casa, e assim que voltar da sua viagem, deve também deixar o calçado à porta e lavar as mãos.

Para mais informações não se esqueça de consultar o artigo como utilizar o carro em segurança.

Ande com máscara, mas sem luvas

O uso de máscara cirúrgica é especialmente recomendado nos grupos de risco definidos para a COVID-19, mesmo no exterior. De acordo com o SNS, estes grupos incluem:

  • Idade a partir dos 65 anos.
  • Doenças crónicas como doenças cardiovasculares, diabetes, doença crónica respiratória, hipertensão, asma ou doença oncológica.
  • Sistema imunitário debilitado, por exemplo, em tratamentos de quimioterapia, tratamentos para doenças autoimunes como a artrite reumatoide, lúpus, esclerose múltipla e algumas doenças inflamatórias do intestino.
  • Presença de VIH/SIDA.

É de destacar que o uso da viseira não substitui a utilização da máscara cirúrgica, que a ser usada deve ser encarada apenas como um complemento de segurança.

As luvas não devem ser usadas no exterior, uma vez que, se forem usadas de modo errado, podem transmitir o vírus. Nada substitui a lavagem correta das mãos ou a desinfeção das mesmas com álcool gel. É, por isso, um “novo normal” que, ao sair de casa, veja na rua muita população com máscara.

Nos transportes públicos

Autocarros, comboios, metropolitano e barcos de travessia fluvial do Tejo: todos estes transportes são higienizados e estão seguros para utilização. A lotação destes transportes foi limitada a 2/3 da sua capacidade para que seja possível manter o distanciamento social. É absolutamente obrigatório a utilização de máscara cirúrgica nos transportes públicos. Uma das situações que vai verificar neste “novo normal” é a presença assídua das forças de segurança nas paragens de autocarro, terminais de barcos e estações de comboios e metropolitano, de forma a assegurarem o cumprimento das regras de segurança por todos os utentes.

Por outro lado, no Metro de Lisboa e nas estações da Transtejo Soflusa, existem máquinas onde pode adquirir máscaras, luvas e álcool gel. Nos comboios, além de ainda não haver data para a retoma dos destinos internacionais, também estão suspensos os serviços de bar, restauração, auriculares ou distribuição de imprensa.

No caso dos autocarros da Zona Metropolitana do Porto, fique a saber que vale a pena andar prevenido com trocos. Para o mínimo de interação possível com o motorista, é obrigatório para os utentes da STCP, caso não tenham título de transporte válido, o pagamento do bilhete com a quantia certa.

É também essencial manter o distanciamento social nas paragens de autocarro, estações de metro e comboios, no interior dos autocarros, barcos e carruagens. Não estranhe também se vir as janelas abertas nos transportes públicos, uma vez que a DGS recomenda que haja circulação de ar nestes espaços. Antes e após a viagem deve higienizar ou lavar bem as mãos.

Sente-se atrás do motorista

Este lugar é, provavelmente, o mais seguro no caso de usar um táxi ou outro serviço (TVDE). Por outro lado, caso tenha bagagem, deverá ser o utilizador a colocá-la na bagageira do carro. Durante a viagem deve usar máscara, uma vez que o táxi ou TVDE não deixa de constituir um ambiente fechado. Deve também manter as mãos no colo, durante a viagem, evitando tocar, o mais possível, nas superfícies da viatura. O contacto direto com o motorista deve ser evitado e, como acontece nos outros meios de transporte, deve higienizar as mãos antes e após a viagem.

 

Fontes:
DGS - Direção Geral da Saúde
SNS - Serviço Nacional de Saúde
Universidade de Lisboa
WHO
American Psychological Association
Frontiers
Manuais MSD
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