A moda também veste os automóveis

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Os tecidos, as cores e os padrões com que se criam os interiores dos automóveis também obedecem a tendências de moda.

SEAT_Atelier

Enquanto no resto do mundo se dão os últimos pontos para ultimar as coleções de moda que desfilarão nas passarelas de Nova Iorque, Londres, Milão ou Paris, o Centro de Design da Seat foca-se novas propostas que vão vestir os próximos automóveis. Nick Allen, alfaiate de profissão, define que tipo de costuras, tecidos e cores revestirão os assentos do próximo modelo a sair para o mercado.

“Dedico-me à criação de interiores de automóveis à mão desde os meus 16 anos”, revela. No seu atelier desenvolve padrões e elabora os melhores acabamentos para os bancos, como faria um designer de alta costura. “As minhas mãos são como os meus olhos. Ao tocar na peça consigo avaliar a sua qualidade e perceber como se irá comportar na agulha da máquina de costura”, adianta.

Cerca de 30.000 metros é a quantidade de fio que Nick consome por ano em todas as suas confeções. O perito encarrega-se da costura manual de todos os volantes com a ajuda de uma agulha curva. Aplica o ponto alemão, porque deixa maior quantidade de fio à mostra. Escolhe a espessura e a cor do fio entre 250 bobinas com até 100 cores diferentes.

“As cores marcam a diferença. Cada automóvel tem a sua personalidade e a sua própria gama de cores”. Nick Allen diz ainda que muitos clientes associam uma determinada cor a um veículo de caraterísticas específicas. “Por exemplo, os verdes e castanhos claros são associados aos crossovers, e os castanhos escuros a um carro familiar mais clássico. O preto e o vermelho ligam com velocidade”, esclarece.

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