A ministra do Ambiente e Energia anunciou na sexta-feira, 12 de junho, que o concurso para apoio à aquisição de carros elétricos aberto no dia anterior “esgotou em poucas horas” e devido ao conflito no Médio Oriente não abrirá mais nenhum este ano.
“Abriu às 16:30 [de quinta-feira, 11 de junho] e à noite já tinha esgotado. Esgotou em poucas horas os 10 milhões de euros. Havia várias categorias, a dos carros e bicicletas esgotaram em muito poucas horas”, anunciou aos jornalistas Maria da Graça Carvalho.
No entender da ministra, isso “mostra, por um lado, a apetência que as pessoas têm, a consciência que é preciso eletrificar, descarbonizar, não depender dos combustíveis fósseis, e isso é bom”.
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Não obstante a procura dos portugueses por este apoio, o Governo não deverá abrir mais este concurso durante o ano de 2026.
“Estamos a acudir a muitos eventos, e alguns contraditórios. O Fundo Ambiental, que é quem financia os carros elétricos, está também a financiar parte das obras dos estragos ambientais nos rios, nos diques, em parte do litoral, que foram danificados com as tempestades”, argumentou Graça Carvalho.
E, acrescentou, numa altura em que o Governo estava “focado em repor os danos” causados pelas tempestades de fevereiro, “aparece a crise do Médio Oriente” que tem levado o Governo a “ter que ajudar no gasóleo, na botija solidária, no transporte de mercadorias, nos táxis e nas ambulâncias dos bombeiros, também através do Fundo ambiental”.
“Por outro lado, também temos de diminuir a quantidade de combustível e, portanto, o apoio aos carros elétricos é também muito importante, só que temos que gerir prioridades que concorrem umas com as outras e estamos completamente focados nestas áreas do Fundo Ambiental”, justificou a governante.