Alfa Romeo 1600 Spider, uma obra-prima com 60 anos

| Revista ACP

Também conhecido como “Duetto” é o modelo da marca com maior longevidade e o mais popular em todo o mundo.

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No Salão Automóvel de Genebra de 1966, a Alfa Romeo apresentou um automóvel destinado a tornar-se um ícone: o lendário "1600 Spider", conhecido pelos entusiastas de todo o mundo como "Duetto". Para comemorar a data, o Museu Alfa Romeo em Arese realizou um dia de celebrações pelo aniversário do Spider, incluindo um desfile dos modelos mais significativos e uma palestra sobre um modelo icónico que continua a ser um dos mais apreciados pelos fãs Alfisti de todo o mundo.

Os festejos incluiram a inauguração da exposição “Spider is Alfa Romeo”, onde os entusiastas puderam expor os seus automóveis no Museu, que ali ficam até dezembro de 2026. A mostra vai ser dividida em quatro fases temáticas, cada uma focada numa das séries do Spider: os modelos “osso di seppia” serão os protagonistas até junho, os “coda tronca” em julho e agosto; os “aerodinamica” em setembro e outubro; finalmente, até dezembro, a "série IV" com o restyling final de 1990.

Para conhecer melhor a história deste modelo, é preciso recuar três décadas até meados dos anos 60 altura em que a direção da Alfa Romeo decidiu criar um sucessor para o Giulietta Spider, um modelo que tinha conquistado os Estados Unidos ao encarnar um "estilo de vida diferente". Um objetivo ambicioso, que foi confiado à Pininfarina, a empresa responsável pelo Giulietta Spider uma década antes.

Para o novo automóvel, o atelier de Turim tomou como ponto de partida a base do Giulia Sprint GT, com a sua distância entre eixos reduzida para 2.250 mm e todas as suas características dinâmicas — performance, aceleração e comportamento — mantidas, incluindo especificações mecânicas de alto nível, tais como suspensão dianteira independente, caixa de velocidades de cinco velocidades, tração traseira e travões de disco nas quatro rodas.

O interior refletia a configuração típica da Alfa Romeo dos anos 60: um volante de três raios em forma de "cálice", dois mostradores de dimensões generosas à frente do condutor, três mostradores de diâmetro menor no centro do tablier e uma alavanca de mudanças quase horizontal com um manuseamento excecional.

A carroçaria baixa e esguia, com frente e traseira arredondadas, incluía para-choques em duas partes para realçar o emblema típico da Alfa Romeo no centro, enquanto sulcos largos percorriam as laterais baixas para modernizar as linhas. O peso em ordem de marcha de apenas 990 kg significava que podia atingir uma velocidade máxima de 185 km/h.

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Os motores da gama desenvolveram-se ao longo dos anos em torno do lendário motor Alfa Romeo de quatro cilindros e dupla árvore de cames, disponível com quatro cilindradas: 1600 (1570 cc), 1750 (1779 cc), 1300 (1.290 cc) e 2000 (1.962 cc), com alimentação por carburador, injeção mecânica “Spica” e injeção eletrónica.

A primeira série (1966-1969) — apelidada de "osso di seppia" devido à sua carroçaria elipsoidal, com a frente e a traseira arredondadas e os flancos convexos — foi a última criação supervisionada por Battista "Pinin" Farina e a mais procurada pelos colecionadores.

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