O Porto vai “enterrar” a Avenida da Associação Empresarial de Portugal (AEP) para ligar as duas margens que esta artéria separa em Ramalde e criar o Distrito Económico e Empresarial do Porto, anunciou Luís Montenegro em conjunto com o presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte.
O primeiro-ministro explicou que a Zona Industrial de Ramalde vai passar por uma “reorganização urbana de todo aquele espaço” para o direcionar “para um potencial que junte aquilo que já existe do ponto de vista industrial, do ponto de vista dos serviços, a novas utilizações, novos enquadramentos, nomeadamente no que diz respeito a empresas tecnológicas”. Luís Montenegro comparou estes planos ao projeto lisboeta "Parque Cidades do Tejo”.
As especificidades do futuro “Distrito Económico e Empresarial do Porto” foram reveladas por Pedro Duarte, que informou que o projeto vai alavancar a criação de “até 35 mil novos postos de trabalho”, mas também a criação de “até seis mil novas habitações para a classe média”.
“A nossa intenção é enterrarmos a atual avenida AEP para podermos ligar as duas margens daquela zona industrial e podemos criar um grande parque de habitação, de espaços empresariais, de serviços, espaço público para usufruto das comunidades, com espaços verdes, para a prática desportiva”, acrescentou o autarca, que sublinhou também a preferência pela utilização da mobilidade suave.
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O presidente do município afirmou ainda acreditar que o Porto “tem condições para ser um ‘hub’, um centro do ponto de vista de empresas tecnológicas” e que este novo espaço vai ser “dinamizador” no contexto da Área Metropolitana. Não foram indicadas datas para o avanço do projeto que já tinha sido proposto, em setembro, durante a campanha para as autárquicas, pelo então candidato da coligação Porto Primeiro (NC/PPM) à Câmara do Porto, Nuno Cardoso.
O também ex-presidente do município propunha então enterrar a Avenida AEP por 70 milhões de euros, criando um parque na nova Zona Económica Especial Parque Ramalde nos próximos anos.
"Nós queremos criar uma zona económica especial muito atrativa para empresas de todo o mundo que queiram entrar na Europa, e entrem pela porta do Porto, pela porta do Parque Ramalde e da zona económica especial", avanlou na altura Nuno Cardoso Nuno.
O projeto, da autoria do arquiteto Martim Neiva, de José António Lameiras (número dois da candidatura) e do próprio Nuno Cardoso, visava "qualificar o espaço" da atual zona industrial, e demoraria "entre 10 a 15 anos" a desenvolver.