A Dacia apresentou o plano estratégico futuREady, que define a orientação da marca até 2030 e inclui o lançamento de quatro modelos totalmente elétricos, ao mesmo tempo que reforça a sua posição no mercado como fabricante de automóveis acessíveis.
A estratégia assenta na continuação de um modelo de negócio centrado no controlo de custos e numa oferta considerada essencial.
Segundo a marca, esta abordagem permite uma vantagem estrutural de cerca de 15% face à média do mercado, apoiada por uma rede industrial otimizada e por um modelo de distribuição com custos inferiores aos de muitos concorrentes da Europa Ocidental.
A fidelização dos clientes é outro dos indicadores destacados. Mais de 70% dos proprietários voltam a escolher a marca quando substituem o automóvel e cerca de 10% optam por um modelo da Renault.
Ao mesmo tempo, cerca de 65% dos compradores são novos clientes que não tinham anteriormente veículos do grupo.
Em termos comerciais, 2025 ficou marcado pelo desempenho de vários modelos.
O Sandero voltou a ser o automóvel de passageiros mais vendido na Europa em todos os canais de venda pelo segundo ano consecutivo e mantém, desde 2017, a liderança entre clientes particulares.
O Duster foi o segundo SUV mais vendido junto de clientes privados e o Bigster tornou-se o SUV do segmento C mais vendido no mercado particular europeu durante a segunda metade do ano.
A marca atingiu também um marco simbólico ao ultrapassar os dez milhões de veículos vendidos em todo o mundo desde o lançamento do Logan em 2004.
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Para os próximos anos, a Dacia prevê uma entrada mais clara na mobilidade elétrica.
O primeiro passo será um novo modelo elétrico do segmento A, produzido na Europa e desenvolvido em menos de 16 meses, com preço de entrada inferior a 18 mil euros.
A eletrificação deverá expandir-se gradualmente por toda a gama. Atualmente, cerca de um em cada quatro automóveis vendidos pela marca já inclui algum tipo de eletrificação, mas a empresa prevê que essa proporção possa chegar a dois terços das vendas no futuro, com a introdução de novos híbridos.
Outra das prioridades passa por reforçar a presença no segmento C. A marca pretende aumentar o peso destes modelos nas vendas totais de cerca de um quinto para um terço.
Depois do Bigster, a Dacia revelou também o Striker, um novo crossover eletrificado que deverá complementar a oferta neste segmento.
O Sandero continuará a desempenhar um papel central na gama. A próxima geração terá uma oferta de motores multi-energia, alinhada com a estratégia de eletrificação da marca.
A empresa indica ainda que pretende manter duas áreas que considera distintivas na sua oferta: os modelos com tração integral e as soluções a GPL.