A Câmara Municipal de Braga vai suspender a operação das trotinetes elétricas partilhadas na cidade, para regulamentar a utilização de veículos de micromobilidade no espaço público.
"Vamos suspender a atividade das empresas de trotientes partilhadas em Braga, para regulamentarmos melhor a sua utilização", anunciou João Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Braga, na sua página de Facebook.
"Não é uma proibição eterna. Não é uma guerra à inovação. Não é voltar atrás. É parar para corrigir. É estudar antes de continuar. É pôr a segurança das pessoas em primeiro lugar. A cidade não é uma pista. E a mobilidade do futuro só faz sentido se respeitar quem vive a cidade todos os dias", acrescentou o autarca na mensagem publicada no último sábado, 27 de junho.
João Rodrigues, que esteve, enquanto vereador, envolvido na implementação de trotinetes partilhadas na cidade, justifica a decisão com o número de acidentes, situações de perigo para os peões que circulam nas zonas pedonais e com o estacionamento desordenado de trotinetes na via pública.
"Há acidentes. Há situações de perigo. Há trotinetas deixadas em passeios, zonas pedonais, junto a passadeiras, a dificultar a vida de quem anda a pé, de quem empurra um carrinho de bebé, de quem tem mobilidade reduzida, de quem simplesmente quer circular em segurança", escreveu o João Rodrigues, eleito pela coligação PSD/CDS-PP/PPM.
A 14 de junho foi criada uma petição pública, que conta com mais de mil assinaturas, a apelar à autarquia “para que tome medidas que conduzam à eliminação da possibilidade de aluguer e circulação de trotinetes elétricas partilhadas no concelho, devolvendo os passeios e espaços pedonais à sua função principal: servir as pessoas em segurança e com dignidade”.
Segundo os autores da petição, “a proliferação de trotinetes elétricas de aluguer tem vindo a criar problemas que afetam a segurança, a mobilidade e a qualidade de vida de muitos cidadãos”.
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