Porquê Setúbal?
Na foz do Rio Sado, ladeando a base da Serra da Arrábida, encontramos Setúbal, uma porta aberta para paisagens naturais, gastronomia invejável e praias de areal infinito. Visto por muitos lisboetas como um ponto de fuga veranil, esta região é uma alternativa — devido à proximidade com a capital — à confusão normalmente associada às praias da linha de Cascais.
Setúbal tem raízes assentes na história e na cultura portuguesa: viu nascer Bocage, um dos poetas mais aclamados do seu tempo, Zeca Afonso, Luísa Todi, José Mourinho, entre tantos outros nomes. É casa da Igreja do antigo Mosteiro de Jesus, classificada como Património Nacional, e um dos primeiros exemplos do estilo manuelino, como também do Aqueduto de Setúbal, construção ainda de pé e que noutros tempos transportava água para a cidade.
É claro que a proximidade com o Sado é uma mais-valia. A sua confluência com o Oceano Atlântico espoleta um cenário exuberante e 100% natural, com uma flora única, especialmente na Serra da Arrábida, e um espetáculo imperdível de golfinhos selvagens que navegam as águas da Baía de Setúbal. Deixe-se arrebatar pela rica natureza, pela cultura bairrista, e pela forma como o tempo é vivido de forma morosa e genuína. Setúbal espera por si.

A combinação perfeita entre verde e azul
A famosa rampa de voo livre

Um passeio de história e estórias
A vista da Praça de Bocage
Conhecer a história
As conquistas feitas pelos árabes em Setúbal tinham em mira as três principais zonas altas da região, tendo em conta as suas posições geográficas e estratégicas: Palmela, Alcácer do Sal e os vales férteis de Azeitão. A queda do império romano, as várias invasões bárbaras e a constante pirataria causaram estagnação e enfraqueceram a cidade. Segundo várias fontes, durante o século XII, não foram registadas quaisquer povoações entre Palmela cristã e Alcácer do Sal árabe.
A última região foi conquistada pelos cristãos em 1217; pouco depois, Setúbal recebeu foral, concedido pela Ordem de Santiago, no ano de 1249. Desde então que a povoação da cidade se tinha tornado numa prioridade, ação que começou desde a colina de Stª Maria até à zona baixa, ao que hoje é chamado o Bairro do Troino. Apesar das dificuldades, Setúbal desenvolveu a sua atividade económica, baseada principalmente na indústria, no comércio e na utilização do território. Os Descobrimentos trouxeram grandes vantagens: com um porto aberto, várias eram as embarcações que chegavam e partiam em busca do novo mundo.

No século XVII, Setúbal atingiu o seu auge de prosperidade quando o sal assumiu um papel predominante como moeda de troca; foram construídas, como resposta, as muralhas de Setúbal, que incluíam já as novas terras de Troino e Palhais. Pouco depois, os caminhos-de-ferro facilitaram a chegada de mais pessoas à região, que, por sua vez, deram um impulso à laboração das primeiras fábricas de conservas de sardinhas em azeite. Todo este crescimento fez com que, em 1860, fosse elevada a cidade pela mão do rei D. Pedro V.
Setúbal, nos séculos XX e XXI, apostou na criação de vários espaços urbanísticos, marcados essencialmente pela Avenida Luísa Todi e pela formação dos bairros de Salgado, da Monarquia, de São Nicolau, da Conceição, entre outros, sem esquecer o desenvolvimento das indústrias de conservas, dos adubos e dos cimentos.
A 22 de dezembro de 1926, foi elevada a sede de distrito, e a 16 de julho de 1975, a sede de diocese.
Em busca dos sabores
A gastronomia de Setúbal envolve-se na natureza e na frescura dos sabores que de lá vêm. O mar é um elemento indispensável e o ponto comum das várias refeições que encontra à mesa: caldeirada, sardinha assada, ostras, salmonete, massacote, enguias fritas e, claro, o choco frito. Os produtos vêm direitamente da água, normalmente tratados por quem percebe, e cozinhados de forma tradicional. No entanto, as carnes grelhadas também fazem parte do cardápio e são muito apreciadas pelos turistas.
A produção vinícola regional deu origem a produtos com reconhecimento internacional, obtidos maioritariamente a partir de uvas maturadas nas encostas da Serra da Arrábida. À mesa, o moscatel de Setúbal continua a marcar uma presença exímia. Este vinho é produzido desde os tempos imemoriais – cujos primeiros rascunhos foram desenvolvidos pelos Fenícios e pelos Gregos. No reinado de D. Dinis, já pequenas quantidades eram exportadas para Inglaterra. O licor de Arrabidine, este já menos conhecido do público, era originalmente produzido pelos frades do Convento de Nossa Senhora da Arrábida.
Choco frito
Ostras do Sado

As famosas sardinhas
Onde ficar
Localizado no centro de Setúbal, o RM The Hotel Experience é o ponto de partida para conhecer a cidade, praias e natureza. O edifício do século XIX possui decoração única em cada suíte, com inspiração no tema da moda. Conte com 22% de desconto ACP no alojamento.
Serra da Arrábida: um oásis perto de Lisboa
A perfeita combinação entre águas azuis, falésias esbranquiçadas de calcário e vegetações cheias de vida dá o colorido perfeito e completamente característico à Serra da Arrábida; portanto, é certo que toda a sua beleza vegetal seja considerada um ponto a não perder durante a sua visita. Aqui encontra-se um dos mais raros exemplos de maquis mediterrânicos em Portugal, cuja sua preservação foi um dos motivos que levaram a que a Arrábida fosse considerada uma verdadeira pérola científica internacional. Há certas áreas cuja visita só é permitida com a presença de um guia exclusivo da Sede do Parque.
A Serra da Arrábida está integrada no Parque Natural da Arrábida e é constituída por terrenos irregulares na margem norte do estuário do Rio Sado. Mas os seus caminhos não se ficam só pela Serra: aliás, o mar dá origem a um cordão de praias de areias finas, que normalmente são associadas às paisagens das ilhas mediterrânicas. Figueirinha, Galapos e Albarquel são perfeitos exemplos e destinos paradisíacos a contar com o verão e com longos dias à beira da água.
Outra atividade à sua espera no mar especial desta região: formação em mergulho com a Haliotis e a vantagem de poder aproveitar os 20% de desconto ACP.
Outras perspetivas
- Rota de Vinhos da Península de Setúbal
Com o objetivo de promover o enoturismo e valorizar os principais vinhos da região, surge esta rota especial, localizada nos concelhos de Palmela, Setúbal, Montijo e Alcácer do Sal. Tem à sua disposição 6 roteiros diferentes com mais de 15 adegas, provas de vinhos, gastronomia e até mesmo artesanato. Há também a hipótese de experimentar várias atividades, como golfe, observação de golfinhos, passeios de barco ou de bicicleta.
Um dia em Setúbal
Itinerários possíveis
Sugestão de itinerário 1: 23 km
Tempo do percurso: 39 minutos, tempo de condução
Uma visita pelas luxuosas e cativantes paisagens naturais de Setúbal: há passagens pelas principais praias da cidade, sem esquecer também as vistas verdes de Faralhão e Cotovia.
Sugestão de itinerário 2: 48km
Tempo do percurso: 1h11 minutos, tempo de condução
Este percurso, apesar de longo, dá a conhecer um lado diferente de Setúbal: as principais aldeias e vilas, muito bem conservadas, com o charme característico.
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