“Ajudas de milhões ao desbarato”

O Correio da Manhã escreve hoje que o “Estado desperdiça milhões” por atribuir ao ACP uma subvenção pública de 1,4 milhões de euros, conforme é detalhada no Relatório da Inspecção-Geral de Finanças.


O Turismo de Portugal atribuiu no ano passado 1 milhão de euros ao ACP para a realização do WRC Vodafone Rali de Portugal. A prova, a mais importante e que maior visibilidade dá ao desporto nacional depois do Euro2004, teve um retorno de 85,199 milhões de euros, de acordo com o estudo anual da Universidade do Algarve, que analisa o impacto do evento.

O Turismo de Portugal investiu 1 milhão de euros na realização do WRC Vodafone Rali de Portugal e a prova teve um retorno 85 vezes superior.
O estudo realizado pelo Centro Internacional de Investigação em Território e Turismo da Universidade do Algarve, revela que a região do Algarve e do baixo Alentejo arrecadaram mais de 50 milhões de euros em dormidas e refeições. Já no capítulo do retorno indirecto da prova, que projecta e promove a imagem de Portugal no mundo, foram alcançados os restantes 35 milhões de euros. 

O Presidente do Turismo de Portugal, em várias declarações públicas sobre o assunto, afirmou que “o rali tem a maior importância para o turismo português” e que “o dinheiro é bem empregue porque faz Portugal aparecer, quase de forma gratuita, em todas as televisões do mundo, publicidade que o País de outra forma não teria”.
Os 400 mil euros que perfazem o total de 1,4 milhões atribuídos ao ACP pelo Turismo de Portugal referem-se à organização do Estoril-Marraquexe, uma prova do campeonato do mundo de todo-o-terreno realizada pela primeira vez em Portugal.

O ACP só pode sentir orgulho em contribuir para a divulgação do País além fronteiras e organizar uma prova que ajuda e muito a economia nacional.
O ACP sente-se muito honrado por organizar um rali que é considerado
um dos melhores do mundo no seio da Federação Internacional do Automóvel.

Mas o ACP fica também satisfeito por ver a preocupação do Correio da Manhã com o uso dos dinheiros públicos, bem como pela sua luta contra a corrupção. Já o mesmo não se pode dizer do facto de o Correio da Manhã ser media-partner de eventos desportivos que não trazem qualquer retorno ao País.

Lisboa, 2 de Maio de 2011.

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