Governo promete medidas estratégicas para a segurança rodoviária

| Revista ACP

Ministério da Administração Interna anunciou que vai avançar com um pacote de medidas estratégicas, quando tem há seis anos na gaveta uma nova estratégia nacional de segurança rodoviária por aprovar e implementar.

Acidente

O ministro da Administração Interna, Luís Neves, revelou esta terça-feira que o Governo está "muito preocupado" com os números da sinistralidade rodoviária, em Portugal. 

A preocupação foi manifestada depois de a GNR e da PSP terem registado, no balanço final das suas operações de Páscoa, 2 602 acidentes rodoviários, que provocaram 20 mortos e 53 feridos graves.

“O Governo está muito preocupado com esta situação”, garantiu Luís Neves no final de uma reunião, em Cuba, distrito de Beja, no âmbito do “Roteiro de Proximidade com os Bombeiros” que tem realizado pelo país.

“O primeiro trimestre deste ano aponta também para números, quer de mortos, quer de feridos, muito superior aos do ano passado, em período homólogo”, disse.

O governante prometeu, por isso, apresentar "nos próximos dias" um "plano global"  para mudar o cenário.

Sem entrar em pormenores disse estar em causa um pacote de medidas para a segurança rodoviária, que vão ter em conta "uma estratégia que vai ser aprovada".

“Queremos muito rapidamente encontrar medidas que são medidas de médio e longo prazo, mas tem que haver um momento em que se vai fazer a inversão deste statu quo”, sublinhou, vincando que “há muitos mortos na estrada, há muitas famílias destruídas, há muita gente, sobretudo jovens, que fica com a vida incapacitada” e é preciso inverter esse caminho.

Luís Neves é o sexto ministro a liderar a Administração Interna desde 2020, ano em que deveria ter surgido um novo plano nacional para a segurança rodoviária. Há seis anos que o país aguarda a aprovação e implementação da nova Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária.

 

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Antes do ministro falar já o Ministério da Administração Interna tinha divulgado um comunicado, no qual considerava que apesar das campanhas de sensibilização e fiscalização rodoviária, e da melhoria das condições de segurança das infraestruturas e dos veículos, “confirma-se a persistência de comportamentos de risco: condução sob o efeito de álcool, excesso de velocidade e o uso indevido do telemóvel durante a condução”.

Relativamente ao período da Páscoa, entre os milhares de condutores fiscalizados pela PSP e GNR, entre 27 de março e 6 de abril, 692 foram detidos por conduzirem com taxas de álcool no sangue iguais ou superiores a 1,2 g/l, segundo os balanços provisórios finais de ambas as forças de segurança.

A Guarda Nacional Republicana (GNR) detetou 2 390 veículos em excesso de velocidade e houve outras 1.042 contraordenações por falta de inspeção periódica obrigatória da viatura e mais 240 por falta de seguro, no âmbito da operação “Páscoa 2026”, entre 02 e 06 de abril.

A Polícia de Segurança Pública (PSP) detetou 693 veículos em excesso de velocidade e houve outras 611 contraordenações por falta de inspeção periódica obrigatória da viatura e mais 285 por falta de seguro.

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