“O automóvel é insubstituível, quer se goste ou não”

| Revista ACP

O futuro da mobilidade, a segurança rodoviária, o papel social do ACP e as limitações dos transportes públicos estiveram em destaque neste podcast com Carlos Barbosa.

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No primeiro podcast gravado num estúdio totalmente renovado, Carlos Barbosa, presidente do Automóvel Club de Portugal, traça o balanço de 2025 e aponta as prioridades do ACP para 2026.

O presidente sublinha que o clube deixou há muito de ser apenas uma entidade de assistência em estrada, assumindo-se hoje como uma organização de serviços nas áreas da saúde, seguros, apoio social, desporto e segurança rodoviária.

Uma das grandes novidades é o ACP Conecta, um programa pensado para combater a solidão entre os sócios.

A iniciativa promove o contacto entre gerações, cria redes de apoio e reforça o papel do ACP enquanto plataforma de ligação social, especialmente para pessoas que vivem sozinhas.

A dimensão social do clube estende-se ainda a projetos como o futuro Lar da Terceira Idade do ACP, a construir em Oeiras, e a programas que permitem melhorar a qualidade de vida de sócios em fases mais avançadas da vida.

No desporto automóvel, Carlos Barbosa reafirma o ADN histórico do ACP.

Provas como o Rally de Portugal e o Rally Raid continuam a ser bandeiras do clube, apesar dos elevados custos e das crescentes exigências impostas pelas entidades internacionais.

 

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Para o presidente do ACP, estes eventos são fundamentais para a economia nacional, em especial para o interior do país.

A segurança rodoviária surge como uma das maiores preocupações. Carlos Barbosa critica a ausência de uma Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária.

Além disso, aponta falhas na formação de condutores, na fiscalização, no Código da Estrada e nos exames médicos para renovação da carta de condução e defende campanhas permanentes de prevenção e um maior envolvimento da sociedade civil.

No capítulo da mobilidade urbana, o presidente do ACP é claro quanto aos limites dos transportes públicos, sobretudo nas grandes cidades.

Carlos Barbosa considera que, apesar de poderem servir deslocações simples, os transportes públicos não respondem adequadamente às necessidades das famílias, nem à complexidade do dia a dia urbano.

Critica ainda a falta de planeamento das cidades, a redução da velocidade comercial dos transportes coletivos e a ausência de soluções eficazes de estacionamento periférico que permitam articular o automóvel com a mobilidade pública.

É neste contexto que afirma que o automóvel continua a ser indispensável, não apenas por conveniência, mas por necessidade.

Para Carlos Barbosa, enquanto não existirem redes de transporte público mais rápidas, eficientes e integradas, à semelhança do que acontece em várias cidades europeias, não é realista falar na substituição do automóvel privado.


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