As redes sociais vieram mudar a forma como a informação é produzida e consumida. As autoridades agarraram a oportunidade e decidiram reinventar a forma como comunicam na internet, com uma nova linguagem, mais acessível e transversal a toda a população. Neste episódio, ouvimos o testemunho do subcomissário Rúben Neves, da PSP, e do capitão Ivan Silva, da GNR.
“As redes sociais são a nova rua. No patrulhamento normal temos o policiamento de proximidade, em que lidamos com cidadãos mais vulneráveis. Consideramos que as redes sociais também têm um papel fundamental nesta parte e com um alcance muito maior. Conseguimos alcançar pessoas de várias faixas etárias e fazê-las reter a mensagem de uma forma totalmente diferente”, explica o subcomissário, Rúben Neves.
É uma partilha que tem concordância da parte do capitão da GNR. “Hoje em dia qualquer pessoa tem acesso ao espaço público, tanto para consumir, como para produzir informação. Sentimos que esse espaço também teria de ser aproveitado por nós. Adaptámos a forma de comunicação não só quanto ao espaço, como também ao formato e à forma de falar com as pessoas”.
Ivan Silva é já um rosto conhecido pelos seguidores das páginas da GNR, e não é por acaso. “Achámos que, de facto, seria importante atribuir um rosto à comunicação nas redes sociais porque as pessoas preferem ver uma cara por trás de uma instituição, do que falar com uma instituição de forma muito abstrata”, esclarece.
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Quando o tema é segurança rodoviária, as campanhas e a forma como abordam os tópicos varia, mas o objetivo é comum: sensibilizar para a prevenção.
Nesta matéria, os jovens são um público difícil de alcançar e, por isso, exigem outra preparação. “Aproveitamos as tendências das redes sociais para conseguirmos chegar especificamente ao público mais jovem, que é quem consome mais”, diz o subcomissário da PSP.
Na visão do capitão Ivan Silva, funciona a postagem de “vídeos mais conceptuais, com imagens de acidentes, que por si só são chocantes. Às vezes as pessoas serem confrontadas com aquilo que acontece também faz pensar”.
Os dois entrevistados acreditam que a presença nas redes sociais tem permitido aproximar os cidadãos, transmitir informação de forma mais regular e eficiente, esclarecer dúvidas e sensibilizar para questões pertinentes, em tempo real.
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