Com mais de 35 anos dedicados à competição, Pedro Bianchi Prata soma histórias de superação, resiliência e inovação.
No mais recente podcast do Automóvel Clube de Portugal, o piloto partilha alguns dos episódios mais marcantes da sua carreira, refletindo também sobre os desafios e oportunidades trazidos pela eletrificação no desporto motorizado.
Um dos momentos mais inesquecíveis aconteceu no Dakar de 2007, quando, na sua estreia em motos, foi obrigado a percorrer parte da etapa apenas com a jante traseira.
Ao longo da carreira, a persistência tem sido uma constante. Pedro Bianchi Prata admite que as desistências contam-se “pelos dedos”, quase sempre motivadas por avarias irreparáveis ou limitações físicas após quedas.
Ainda assim, acredita que há sempre uma solução, mesmo nas circunstâncias mais adversas, e que essa mentalidade foi essencial para o seu percurso.
Mais do que vitórias, o piloto destaca os ensinamentos que o motociclismo lhe trouxe: disciplina, dedicação e espírito de sacrifício.
Para si, ser piloto não passa apenas por conduzir, mas também por compreender profundamente a máquina. “Só consigo mandar fazer se souber fazer”, afirma, sublinhando a importância de dominar tanto a vertente técnica como a desportiva.
Nos últimos anos, Bianchi Prata tem estado envolvido num novo desafio: a eletrificação das motos de competição.
Apesar de reconhecer que as motos elétricas não irão substituir totalmente as de combustão, acredita que representam uma alternativa relevante e um campo de evolução tecnológica.
Ainda assim, os desafios são significativos, sobretudo ao nível da autonomia, peso das baterias e gestão da potência.
Atualmente ligado ao desenvolvimento de uma nova moto elétrica, o piloto encontra-se numa fase intensiva de testes, com o objetivo de participar no Dakar 2027 na categoria dedicada a energias alternativas.
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Apesar das diferenças tecnológicas, Bianchi Prata sublinha que a essência da condução se mantém.
As motos elétricas trazem novas dinâmicas, fruto da ausência de embraiagem e entrega de potência mais imediata, mas exigem igualmente adaptação e controlo por parte do piloto.
O reconhecimento pelo percurso chegou recentemente com o prémio Desporto atribuído pelo ACP ao abrigo do concurso ACP Elétrico do Ano, um momento que o próprio descreve como emocionante.
Para Pedro Bianchi Prata, é o reflexo de uma vida dedicada ao desporto, agora também marcada pela aposta em novas formas de mobilidade.
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