Ferrari Luce divide fãs da marca italiana

| Revista ACP

O primeiro Ferrari 100% elétrico chega com mais de 1000 cv, cinco lugares e um design que já está a gerar polémica.

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A Ferrari entrou finalmente na era elétrica com o novo Ferrari Luce, o primeiro modelo 100% elétrico da história da marca de Maranello. E se a performance impressiona como seria de esperar num Ferrari, o design está longe de reunir consenso. O Luce abandona as linhas agressivas e musculadas típicas da marca italiana para apostar numa estética futurista, minimalista e quase “tecnológica”, desenvolvida em colaboração com o designer Jony Ive, antigo responsável pelo design da Apple.

Na internet, a reação tem sido tudo menos discreta. Em fóruns e redes sociais, muitos fãs consideram que o Luce “não parece um Ferrari”, comparando-o até a modelos genéricos elétricos chineses ou a um Tesla mais caro. Alguns afirmam “o problema não é o carro ser feio, é ser um Ferrari”, enquanto outros defendem que a marca perdeu parte da identidade emocional que sempre a distinguiu. Ainda assim, há quem elogie a coragem da Ferrari em arriscar uma linguagem visual totalmente nova.

Apesar da polémica visual, os números continuam dignos de um superdesportivo italiano. O Ferrari Luce utiliza quatro motores elétricos um por roda para debitar mais de 1.000 cavalos de potência. A aceleração dos 0 aos 100 km/h faz-se em apenas 2,5 segundos e a velocidade máxima ultrapassa os 310 km/h. A autonomia anunciada ronda os 500 quilómetros, graças a uma bateria de 122 kWh e arquitetura de 800 volts com carregamento ultrarrápido.

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O interior é outro dos grandes destaques. Ao contrário da tendência atual de encher os habitáculos com ecrãs gigantes, a Ferrari optou por um ambiente mais elegante e sofisticado, com bastante alumínio, vidro e materiais premium. O objetivo foi criar uma experiência mais tátil e emocional, mantendo algum do ADN da marca mesmo sem o tradicional motor V12. A própria Ferrari desenvolveu um sistema sonoro específico para dar mais emoção à condução elétrica.

Mas talvez a maior revolução esteja mesmo na praticidade. O Luce é o primeiro Ferrari verdadeiramente pensado para transportar cinco pessoas com conforto. Tem quatro portas, bastante espaço interior e uma configuração mais próxima de um gran turismo de luxo do que de um supercarro tradicional. Para muitos puristas, esta mudança representa quase uma quebra de identidad, para outros, é simplesmente a adaptação inevitável da Ferrari a uma nova geração de clientes.

O preço também garante exclusividade uma vez que o Ferrari Luce deverá custar cerca de 550 mil euros antes de extras e personalizações. As primeiras entregas estão previstas apenas para 2026 e, independentemente das críticas, uma coisa parece certa o Luce já conseguiu aquilo que poucos carros conseguem hoje em dia, pôr toda a internet a falar sobre um Ferrari.

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