Depois de largas semanas de chuva, as previsões apontam agora para a chegada a Portugal de uma nuvem de poeira proveniente do Sahara que promete apresentar novos desafios à pintura (e respetiva manutenção) dos automóveis dos portugueses.
Este fenómeno, cada vez mais frequente, transporta partículas finas que se depositam na carroçaria, nos vidros e nas superfícies expostas, podendo causar danos se não forem tratadas com os devidos cuidados.
A aparência de um veículo coberto por uma camada acastanhada pode levar muitos condutores a agir de imediato, mas é precisamente nessa fase que ocorrem alguns dos erros mais comuns.
A poeira do deserto é composta por partículas microscópicas abrasivas que, quando friccionadas contra a pintura, funcionam como uma lixa.
Passar um pano seco, utilizar espanadores ou recorrer a escovas rígidas pode resultar em micro-riscos que, embora pouco visíveis à primeira vista, comprometem o brilho e a integridade do verniz.
A melhor forma de proteger o automóvel começa ainda antes da chegada da poeira.
Sempre que possível, o estacionamento em garagem ou em parque coberto reduz significativamente a deposição direta de partículas.
Newsletter Revista
Receba as novidades do mundo automóvel e do universo ACP.
Quando essa solução não está disponível, uma capa de proteção adequada pode ajudar a minimizar o contacto com a carroçaria.
Já durante o episódio de poeiras, é aconselhável manter os vidros bem fechados e utilizar o sistema de recirculação do ar no habitáculo, evitando que as partículas entrem no interior do veículo.
Ultrapassado o fenómeno, a limpeza deve ser feita com método e paciência. O primeiro passo passa sempre por um enxaguamento abundante com água, de preferência recorrendo a uma mangueira ou a um equipamento de lavagem com pressão moderada, mantendo alguma distância para não danificar a pintura.
Este processo permite remover a maior parte das partículas sem contacto direto.
Só depois deve avançar para uma lavagem manual com champô específico para automóveis e uma luva de microfibra limpa, enxaguando-a frequentemente para evitar que a sujidade acumulada volte a ser aplicada sobre a superfície.
Também os vidros merecem atenção especial. Acionar as escovas limpa-para-brisas com o para-brisas ainda coberto de poeira pode provocar riscos permanentes.
Antes de as utilizar, é essencial lavar bem o vidro e garantir que existe líquido suficiente no depósito do sistema de limpeza.
A aplicação periódica de cera ou de um selante protetor pode revelar-se um aliado importante.
Para além de reforçar o brilho, cria uma camada adicional que dificulta a aderência das partículas e facilita limpezas futuras. Trata-se de um investimento relativamente simples que contribui para preservar a pintura a médio e longo prazo.