Tempestade Kristin deixa Porsche na Alemanha sem peças

| Revista ACP

Depressão ciclónica que arrasou a região de Leiria provocou graves danos nas instalações de diferentes empresas, interrompendo a produção e deixando centenas de postos de trabalho na incerteza.

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A tempestade Kristin atingiu Portugal no dia 28 de janeiro, com a chuva e os ventos fortes, que chegaram a mais de 200 km/h em algumas zonas, deixou um rasto de destruição no país, sobretudo na zona centro.

Na região de Leiria, o grupo TJ Moldes, instalado na Zona Industrial da Marinha Pequena, ficou com duas das suas cinco empresas destruídas. "Uma trágédia", segundo João Faustino, proprietário do grupo que emprega 112 pessoas.

Faustino, que também é o presidente da Associação Nacional da Indústria de Moldes (CEFAMOL), afirmou à RTP que a destruição das instalações pode colocar em risco a produção da Porsche na Alemanha.

Em causa está a entrega de "moldes para um carro da Porsche".

A TJ Moldes foi criada em 1985 e produz diferentes tipos de moldes para a indústria automóvel, desde interiores aos capôs.

"Com isto [leia-se a tempestade Kristin] não conseguimos trabalhar, corremos o risco de parar a Porsche na Alemanha por falta de peças", revelou o empresário, indicando que a marca germânica já contactou o grupo para tomar conhecimento do que se está a passar.

João Faustino disse, ainda, que responsáveis da Porsche vão visitar as instalações esta semana e que pedem "um plano de contenção".

No entanto, o responsável não sabe como vai dar a volta a situação porque os prejuízos, alega, "são de milhões" e não há condições para retomar o funcionamento das empresas nos próximos dias.

Uma reportagem do jornal Observador revela como a depressão ciclónica "partiu ferro", destruiu paredes e deixou uma marca sem precedentes na indústria marinhense, e como há quem tente salvar o local de trabalho. 

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