6 anos depois foi aprovada a Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária

| Revista ACP

A Visão Zero tem como meta reduzir em 50% o número de mortes e feridos graves até 2030.

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O governo aprovou esta quarta-feira, 3 de junho, a nova Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária – Visão Zero 2030. O documento segue agora para consulta pública.

A espera já era longa; desde 2020 que se aguardava pela implementação de uma nova estratégia, e desde 2021 que esta se encontrava por aprovar. A pasta da Administração Interna passou pelas mãos de cinco ministros mas, só agora, sob a tutela de Luís Neves, foi cumprida a promessa há muito aguardada. 

A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) fala num "marco histórico para a segurança rodoviária em Portugal". O presidente da ANSR, Pedro Clemente, considera que “esta aprovação constitui um momento de particular significado” e sublinha que “A Visão Zero 2030 corresponde à materialização de uma visão de futuro (…) alinhada com as melhores práticas internacionais e com os compromissos assumidos a nível europeu e global”.

A Visão Zero define como meta reduzir para metade o número de vítimas mortais e de feridos graves até 2030, tendo como referência os dados de 2019. O documento baseia-se, de acordo com o Ministério da Administração Interna, em cinco pilares: utilizadores seguros, infraestruturas seguras, veículos seguros, velocidades seguras e resposta pós-acidente.

É uma estratégia que, tal como o nome indica, defende que “zero é o único número aceitável” para mortes ou ferimentos graves nas estradas portuguesas. Como tal, baseia-se num sistema rodoviário seguro concebido e gerido de forma a evitar que os erros humanos - que são inevitáveis - tenham consequências fatais. É uma trajetória que tem como objetivo alcançar até 2050 os zero mortos e zero feridos graves.

 

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Desde o início do ano já houve 63.493 acidentes rodoviários em Portugal. Ocorrências que se traduzem em 210 mortes, mais de mil feridos graves e quase 17 mil feridos ligeiros. Comparativamente ao período homólogo, houve mais 5.612 acidentes, mais 54 mortos e mais 27 feridos graves. Observa-se apenas uma redução no número de feridos ligeiros, com menos 553 casos.

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