A Volkswagen vai avançar com uma redução significativa dos cargos de topo nas suas marcas centrais, como parte de um plano de contenção de custos que prevê poupanças de cerca de mil milhões de euros ao longo da próxima década.
A empresa anunciou que pretende diminuir em aproximadamente um terço o número de administradores do chamado Brand Group Core até ao verão de 2026.
Com esta mudança, os órgãos de gestão passarão a ter menos elementos, concentrando as decisões estratégicas em estruturas mais pequenas.
No futuro, marcas como Volkswagen, Skoda e Seat/Cupra contarão apenas com quatro responsáveis ao nível do conselho: um presidente executivo e diretores para as áreas financeira, comercial e de recursos humanos.
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Funções como desenvolvimento tecnológico, compras e produção serão assumidas diretamente pela sede do grupo, localizada em Wolfsburgo.
Além disso, a Volkswagen pretende continuar a simplificar os seus modelos de gestão a médio prazo.
As mais de duas dezenas de unidades fabris espalhadas pelo mundo serão agrupadas em cinco grandes regiões industriais, com equipas de gestão responsáveis por várias marcas e países em simultâneo.
Este plano insere-se num processo mais amplo de reestruturação, que inclui a eliminação de cerca de 35 mil postos de trabalho na Alemanha até 2030.
A construtora enfrenta atualmente um cenário económico adverso, marcado por menor crescimento industrial, concorrência intensa dos fabricantes chineses e custos adicionais associados a tarifas.
As poupanças esperadas deverão resultar, sobretudo, da redução de despesas com pessoal e de ganhos de eficiência nas linhas de produção, no âmbito da estratégia definida pela liderança do grupo.