Alemanha reativa subsídios para carros elétricos

| Revista ACP

Novo programa de subsídios passa a incluir veículos elétricos com extensor de autonomia, híbridos plug-in e até automóveis chineses.

Elétrico a carregar

A Alemanha anunciou um novo programa de apoio a veículos elétricos (EV) no valor de 3 mil milhões de euros. Aberto a todos os fabricantes (incluindo os chineses). Este programa é uma tentativa de recuperar o ímpeto do mercado e reforçar a competitividade da indústria europeia.

O plano, confirmado pelo ministro do Ambiente, Carsten Schneider, entra em vigor retroativamente a partir de janeiro e prolonga-se até 2029.

O esquema prevê subsídios entre 1500 e 6000 euros para a compra ou aluguer de cerca de 800 mil carros novos, com prioridade para famílias de rendimentos baixos e médios.

O valor exato dependerá do tamanho do agregado familiar e do rendimento tributável total.

Além de veículos 100% elétricos, o programa inclui híbridos plug-in que cumpram um limite de emissões e modelos elétricos com extensor de autonomia (EREV).

O governo alemão decidiu não impor restrições geográficas, apesar das preocupações sobre a concorrência chinesa.

 

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Schneider afirmou que não espera uma entrada massiva de fabricantes chineses no mercado alemão e que, por isso, a melhor resposta é enfrentar a concorrência sem barreiras.

A decisão contrasta com a abordagem do Reino Unido, que adotou regras que praticamente excluem veículos chineses do seu programa de incentivos.

O novo pacote surge após o fim abrupto do anterior esquema no final de 2023, que levou a uma queda de 27% nas vendas de veículos elétricos em 2024.

Desde então, as vendas recuperaram e, em 2025, foram registados cerca de 545 mil veículos elétricos novos, acima do nível de 2023.

Apesar do crescimento de marcas chinesas na Alemanha, como a BYD, que vendeu cerca de 23 mil carros em 2025, oito vezes mais do que no ano anterior, a sua quota de mercado permanece ainda reduzida em comparação com os fabricantes nacionais.

A associação da indústria automóvel alemã (VDA) saudou a medida, mas alertou que a iniciativa terá impacto limitado se o governo não acelerar o investimento em infraestrutura.

Para a VDA, uma rede de carregamento mais densa e energia a preços acessíveis são essenciais para sustentar o crescimento da mobilidade elétrica.

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