Os utentes da autoestrada Via do Infante (A22), no Algarve, estão preocupados com o estado de degradação da via. Por isso, lançararam um alerta, denunciando o acentuado desgaste do piso como um risco crescente para a segurança rodoviária.
Os utilizadores alertam para a existência de “fissuras, irregularidades e zonas de degradação avançada” ao longo do piso, referindo que estas condições “dificultam o controlo das viaturas”.
As irregularidades do pavimento, de acordo com os automobilistas, em vários segmentos da autoestrada provocam “vibrações constantes” na suspensão dos veículos, um problema que “se agrava em dias de chuva, originando riscos na condução e propiciando os despistes”.
O estado da via aliado ao aumento substancial do tráfego rodoviário na A22, após a abolição de portagens naquela via, em janeiro de 2025, contribui para uma “crescente insegurança”, argumentam.
O tráfego na A22 terá aumentado mais de 30% desde a eliminação das portagens, o que tem contribuído para acelerar o desgaste do pavimento numa infraestrutura concebida como alternativa à Estrada Nacional 125 (EN125).
Entidades regionais e a Comissão de Utentes da Via do Infante têm alertado o Governo para a necessidade de um plano regular de manutenção da via.
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Mais tráfego, mais acidentes
Os perigos denunciados pelos utentes da A22 podem ser comprovados com os dados da sinistralidade da GNR.
De acordo com os dados da GNR, dos 355 acidentes rodoviários registados no ano passado na A22 resultaram 105 vítimas, mais 58 do que em 2024.
Em 2025, foram registados mais 139 acidentes do que em 2024, tendo sido contabilizadas 216 ocorrências.
Segundo a GNR, que eslarece que os dados são relativos "apenas a acidentes rodoviários", a abolição de portagens na A22 “veio potenciar um aumento do volume” de tráfego naquela via, o que poderá contribuir para o aumento do número de acidentes registados”.
A Via Infante de Sagres atravessa o Algarve e constitui a principal artéria rodoviária da região.