Álcool continua a marcar as mortes nas estradas

| Revista ACP

Cerca de um em cada quatro condutores mortos em acidentes de viação e autopsiados no ano passado apresentava uma taxa de álcool no sangue igual ou superior a 1,2 g/l, valor considerado crime.

Dados da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), disponibilizados pelo Ministério da Administração Interna (MAI), mostram que 42% dos 282 condutores mortos e autopsiados pelo Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses (INMLCF) tinham álcool no sangue.

Entre estes, 68 apresentavam uma taxa igual ou superior a 1,2 g/l, enquanto 85 tinham uma taxa de pelo menos 0,5 g/l, valor a partir do qual é considerada uma contraordenação grave.

Entre as 404 vítimas mortais de acidentes de viação autopsiadas pelo INMLCF, 158, cerca de 39%, apresentavam álcool no sangue. Destas, 28% tinham uma taxa igual ou superior a 0,5 g/l e 22% apresentavam 1,2 g/l ou mais.

Segundo a ANSR, os dados mostram que o álcool, sobretudo em níveis elevados, continua fortemente presente nos acidentes rodoviários mais graves.

A divulgação destes números acontece durante a campanha “Taxa Zero ao Volante”, promovida pela ANSR, PSP e GNR, que decorre até segunda-feira e pretende alertar para os riscos da condução sob influência do álcool.

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