O anúncio do Governo da criação de uma rede de postos de combustível low-cost é positivo.

Há meses que o Parlamento aprovou por unanimidade uma recomendação nesse sentido com carater de urgência. Mas as notícias vindas a público deixam no ar muitas dúvidas e outras tantas reservas sobre a forma como este modelo poderá vir a ser concretizado.

No contexto económico em que Portugal se encontra, a criação de uma rede de postos low-cost, mais do que um elementar direito do consumidor, é da maior urgência. O ACP, que desde a primeira hora se bateu por esta medida, entende ser agora absolutamente vital o Governo explicar e detalhar como a vai concretizar. E muito menos paga-la.
Não é tempo de fazer anúncios no ar nem os contribuintes podem ficar na expetativa.

O garrote fiscal sobre o setor automóvel é, a cada dia, mais insustentável. O ACP sempre defendeu a ideia do utilizador-pagador para as autoestradas, mas desde que existam alternativas rodoviárias seguras. De Norte a Sul o panorama é o mesmo: as estradas estão em péssimo estado - apesar dos milhões de todos os lados para a Estradas de Portugal - e só servem para aumentar a sinistralidade rodoviária.

Portajar as antigas SCUT sem reparar ou finalizar as vias alternativas é abrir uma via verde para a asneira.

Lisboa, 10 de Outubro de 2011.

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