ACP e Lime formam utilizadores de trotinetas

"First Ride Academy” ensina como conduzir trotinetas, as regras de trânsito e de segurança.

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“Trabalho num hospital grande de Lisboa e tenho conhecimento próximo das consequências que um acidente com uma trotineta elétrica pode ter pois há muita gente que se magoa com este tipo de transporte, muito mais do que se imagina. Foi por essa razão que aproveitei esta formação em ambiente controlado para experimentar uma trotineta pela primeira vez”. Ana Barbosa, 39 anos, técnica superior de saúde, foi uma das 60 pessoas que este sábado participaram no “First Ride Academy”, organizado pelo Automóvel Club de Portugal e pelo operador de trotinetas Lime, no Parque Santos-Rio, em Lisboa. O objetivo foi sensibilizar os utilizadores deste meio suave para as boas práticas de utilização de trotinetas, em ambiente controlado e com os conselhos de um formador do ACP.

Para o presidente do ACP, Carlos Barbosa, “tudo o que seja a gestão da mobilidade nas cidades é um assunto importante para o Automóvel Club de Portugal. As trotinetas são uma novidade de transporte suave e que não tem sido regulamentada e é importante que as pessoas saibam como e onde devem andar com as trotinetas em segurança e sobretudo com capacete.”

Para o diretor de expansão da Lime, Nuno Inácio, “a segurança e as boas práticas são o foco da Lime e por isso achámos que este seria o momento certo para voltarmos a abordar a temática da segurança. Juntámo-nos ao ACP para trazermos uma aula de condução gratuita, em que se pode experimentar, fazer exercícios de condução com algum grau de dificuldade, treinar o equilíbrio, ouvir os conselhos do formador ACP e no final ainda recebem o capacete. Vamos repetir este tipo de ações”.

Ana Barbosa aprendeu muito neste “First Ride Academy”: “o mais surpreendente para mim foi ficar a saber que todas as infrações que cometer com uma trotineta têm consequências nos pontos da carta de condução. Mas não foi uma aprendizagem só teórica, esta experiência de andar de trotineta pela primeira vez em ambiente controlado foi muito reveladora, isto anda muito depressa”.

Também Alexandre Dias, de 19 anos, considerou esta experiência muito positiva. “Sempre quis ter uma trotineta elétrica, mas havia muita coisa que desconhecia, como por exemplo o facto de poder andar na estrada, ao lado dos carros”. Ou seja, até agora este estudante considerava que o local apropriado para andar de trotineta era no passeio, precisamente um dos locais proibidos pelo Código da Estrada.

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