Opel celebra o 50º aniversário do Elektro GT

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O protótipo Opel GT modificado bateu recordes mundiais de velocidade para automóveis elétricos.

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Em 1971 os astronautas da Apollo 15 foram os primeiros a conduzir um veículo lunar totalmente elétrico, quando chegaram à Lua. Nesse mesmo ano, um Opel GT também provou que os motores elétricos não serviam apenas para carrinhos de golfe. E foi no circuito de Hockenheimring, na Alemanha, que Georg von Opel (neto do fundador da marca) entrou em pista decidido a estabelecer novos recordes de velocidade para automóveis elétricos, ao volante de um modelo desportivo especialmente preparado e modificado: o Opel Elektro GT. No final, este GT muito especial viria a bater nada menos de seis recordes mundiais.

O Opel Elektro GT contava com dois motores elétricos Bosch de corrente contínua (DC) que, em conjunto, debitavam 88 kW (120 cv) de potência contínua e uma potência de pico máxima de 118 kW (160 cv). A empresa Varta forneceu as quatro baterias de níquel-cádmio instaladas ao lado e atrás do condutor. Compostas por 280 células, estas baterias adicionaram 590 kg aos 960 kg do GT de produção em série, o que perfazia um total de 1550 kg, mais ou menos o mesmo que um Opel Diplomat B.

A tentativa de recorde de longa distância exigiu a utilização de 360 células, aumentando ainda o peso das baterias para 740 kg. Acusando 1700 kg na balança, o GT passava a pesar o mesmo que uma camioneta Opel Blitz com distância entre eixos curta. O peso extra exigiu molas mais tensas e a Continental desenvolveu pneus especiais de alta pressão, que minimizaram ao mínimo o atrito de rolamento.

Entre o trabalho aerodinâmico realizado na carroçaria incluiu-se a cobertura de todas as entradas e saídas de ar à frente, um capot plano, sem a saliência para o carburador existente no GT de produção, a remoção dos pára-choques, espelhos e puxadores das portas, e a retirada dos conteúdos dos compartimentos do motor e do passageiro.

O sistema eletrónico de gestão ocupava toda a bagageira e, único num GT, a traseira apresentava um grande ‘spoiler’. As luzes traseiras foram removidas e a respetivas furações foram simplesmente tapadas. O silenciador do sistema de escape foi substituído por um permutador de calor.

A alimentação elétrica do sistema de gestão eletrónica estava a cargo de uma bateria convencional de automóvel, alojada à frente, no compartimento do motor, onde os motores elétricos substituíam o motor a gasolina original. Montadas em suportes especiais, as baterias de alimentação dos motores – mais comuns nos aviões a jato – ocupavam todo o espaço disponível ao lado e atrás do habitual lugar do condutor, deixando-lhe apenas espaço suficiente para se sentar num banco normal.

Ao volante do “Elektro GT”, Georg von Opel viria a estabelecer, a 17 de maio de 1971, quatro novos recordes mundiais para carros alimentados a electricidade. No entanto, a baixa capacidade de energia das baterias de níquel-cádmio impediu que se batesse um outro recorde mundial, para os 100 km realizados a uma velocidade constante de 100 km/h, tentativa que abortou após apenas 44 quilómetros.

Ainda assim, como primeiro VEB da Opel, o Elektro GT demonstrou que um veículo elétrico a bateria poderia igualar a velocidade de um modelo desportivo seu contemporâneo. Hoje, após 50 anos de desenvolvimento e inovação, o antigo corredor de fundo transformou-se no Opel Corsa-e, um versátil atleta capaz de cumprir o ‘sprint’ dos 0 aos 100 km/h em 8,1 segundos, e de cobrir uma distância máxima de 337 km (WLTP2) com uma única carga da sua bateria de iões de lítio.

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