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Indústria automóvel aposta na economia circular

| Revista ACP

Stellantis e Renault anunciaram que vão apostar no setor da reciclagem e reutilização dos materiais com ganhos ambientais.

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Reconstruir, Reparar, Reutilizar e Reciclar são os 4 erres que estão a dominar os planos estratégicos dos principais grupos e marcas de automóvel. A ideia é descarbonizar a produção e a utilização dos automóveis, indo mais além da questão da motorização elétrica. Marcas como Peugeot, Renault, BMW, Mercedes ou Volkswagen estão a colocar a chamada economia circular na ordem do dia.

A mais recente iniciativa partiu do grupo Stellantis, que tem um portfólio de marcas como Peugeot, Citroën, Fiat, Alfa Romeo, entre outras. O objetivo é atingir as zero emissões de carbono até 2038. Segundo a empresa liderada por Carlos Tavares, a reconstrução de peças permite recuperar cerca de 12 mil peças e na reutilização o ganho traduz-se na disponibilização de mais de 4,5 milhões de peças. Na reciclagem, a Stellantis afirma ter já recolhido um milhão de peças a partir de restos de produção e veículos em fim de vida. E além da parte ambiental, há a componente económica, já que o grupo prevê conseguir mais de 2 mil milhões de euros em receitas até 2030.

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Na mesma ordem de grandeza está a trabalhar o rival francês Renault. Embora a criação de uma unidade exclusivamente dedicada à economia circular exija um investimento inicial de 500 milhões de euros, a previsão passa também por lucros de 2,3 mil milhões de euros até 2030. Segundo a marca francesa, o objetivo é levar a reciclagem para um novo patamar de eficácia, respondendo assim aos desafios das alterações climáticas, aos novos requisitos regulamentares e à crescente pressão sobre a escassez de matérias-primas.

Um pouco mais avançadas estão marcas como a BMW. O i vision Circular é um protótipo criado pela marca da Baviera feito de materiais 100% reciclados, mas também 100% recicláveis e foi apresentado no final de 2021. A BMW afirma que os carros novos atualmente produzidos nas suas fábricas já incorporam 30% de materiais reciclados, mas a ideia é aumentar esse valor para os 50% a curto prazo.

Também a Mercedes-Benz tem planos bem definidos para 2030. Nos próximos oito anos a marca alemã quer atingir os 40% de peças recicladas na produção de veículos novos, ao mesmo tempo que pretende reduzir em 43% o consumo de energia por veículo produzido e os resíduos de produção em 83%.

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