Os fundos europeus do programa Sustentável 2030 vão financiar 45,8% das extensões do Metro do Porto a Gondomar e à Trofa, esta parcialmente em metrobus, estimadas em 421 milhões de euros, segundo resoluções do Conselho de Ministros. De acordo com duas resoluções do Conselho de Ministros publicadas hoje em Diário da República (DR), em causa estão "pelo menos" 192,9 milhões de euros de um total de despesa aprovada de 421 milhões de euros, correspondendo 95 milhões de fundos do Sustentável 2030 à extensão do metro e metrobus entre o ISMAI (Maia) e a Trofa, e 97,9 milhões à futura linha de metro entre o Estádio do Dragão (Porto) e Souto (Gondomar).
O restante valor dos 421 milhões de euros será coberto através de "transferências orçamentais provenientes do Fundo Ambiental", num total de 228 milhões de euros, dos quais 139 milhões dizem respeito à linha de Gondomar e 89 milhões para a linha da Trofa. Assim, apesar de no total os fundos europeus corresponderem a 45,8% do cômputo das duas extensões, correspondem à maioria do financiamento na linha da Trofa (95 milhões) face ao Fundo Ambiental (89 milhões de euros), mas de menos de metade no caso da linha de Gondomar (97,9 milhões face a 139 milhões do Fundo Ambiental).
Quer no caso da Trofa quer em Gondomar, as verbas de fundos europeus "poderão vir a ser reforçadas mediante disponibilidade do Programa", e "caso haja financiamento europeu adicional ao previsto (...) o financiamento proveniente do Fundo Ambiental (...) deverá ser reduzido na respetiva proporção".
Na linha da Trofa, a resolução do Conselho de Ministros destina 184 milhões de euros para "aquisição de terrenos, expropriações, indemnizações", "projeto de execução", "estudos, trabalhos especializados, consultorias", "empreitada", "fiscalização", "sinalização", "sistemas técnicos [como por exemplo: Sistemas de Apoio à Exploração, Sistema de controlo, Supervisão e Aquisição de Dados (SCADA), Bilhética]", "revisão de preço estimada", "aquisição de autocarros e postos de carregamento" e "outros encargos que se revelem necessários para a boa execução do investimento".
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Quanto à linha de Gondomar, são destinados 237 milhões de euros para "aquisição de terrenos, expropriações, indemnizações", "projeto de execução", "estudos, trabalhos especializados, consultorias", "empreitada", "fiscalização", "sinalização", "sistemas técnicos [como, por exemplo: Sistemas de Apoio à Exploração, Sistema de Controlo, Supervisão e Aquisição de Dados (SCADA), Bilhética]", "revisão de preço estimada" e "outros encargos que se revelem necessários para a boa execução do investimento". Os encargos financeiros são distribuídos ao longo de cinco anos, até 2031.