A Geely acaba de iniciar oficialmente a sua operação em Portugal, entrando num mercado onde pretende ganhar espaço através de uma gama que combina modelos elétricos e híbridos plug-in. A operação nacional é desenvolvida em parceria com a Salvador Caetano, que assegura a distribuição e o serviço pós-venda da marca. A rede deverá ultrapassar os 15 concessionários até ao final de 2026.
Apesar de ser uma novidade para muitos consumidores portugueses, a Geely está longe de ser uma pequena marca chinesa. O Geely Auto Group, com sede em Hangzhou, integra também marcas como a Lynk & Co e a Zeekr e vende automóveis em dezenas de mercados. Em 2025, o grupo comercializou mais de 3,02 milhões de veículos, dos quais cerca de 1,69 milhões foram modelos de novas energias. No primeiro semestre de 2026, as vendas globais ultrapassaram já 1,42 milhões de unidades.
Para Portugal, a oferta arranca com três propostas. O novo Geely E2 é o modelo mais acessível e chega no último trimestre de 2026, com versões Pro, Max e Ultra, cinco lugares e tração traseira. A bateria de 35 kWh permite até 252 km de autonomia WLTP, enquanto a de 47 kWh aumenta esse valor para 345 km. O preço anunciado começa nos 17.800 euros, antes de IVA, despesas de legalização e transporte.
Acima do E2 encontra-se o Geely E5, um SUV 100% elétrico com 218 cv, bateria de 60,22 kWh e até 430 km de autonomia WLTP. O preço começa nos 31.200 euros, também antes de IVA. Já o Starray EM-i aposta numa solução híbrida plug-in e anuncia uma autonomia total de até 1.055 km WLTP, com preços a partir de 28.850 euros, igualmente antes de IVA. Os três modelos obtiveram cinco estrelas nos testes de segurança Euro NCAP.
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A estratégia da Geely não está, contudo, limitada aos automóveis 100% elétricos. A marca tem uma gama internacional que combina diferentes tecnologias e continua a comercializar modelos com motores de combustão, além das soluções híbridas e elétricas. Em Portugal, para já, a oferta anunciada concentra-se no E2 elétrico, no E5 elétrico e no Starray EM-i híbrido plug-in, não tendo sido divulgada uma data para a chegada de modelos exclusivamente a combustão. A aposta passa também por tecnologia própria, incluindo as arquiteturas GEA e sistemas híbridos e de baterias desenvolvidos pelo grupo.
A entrada em Portugal acontece assim num momento de forte expansão internacional da Geely. A marca chegou a novos mercados europeus ao longo de 2025 e continua a aumentar a sua presença fora da China, apoiada por uma capacidade industrial e tecnológica de grande dimensão. Com o E2 a posicionar-se na faixa mais acessível, o E5 no segmento dos SUV elétricos e o Starray EM-i como alternativa híbrida plug-in, a Geely procura agora transformar a escala que já alcançou a nível mundial em presença nas estradas portuguesas.