O SeaWatch é uma iniciativa do Instituto de Socorros a Náufragos (ISN) que promove o patrulhamento costeiro e salvamento em zonas balneares não vigiadas. Cumpre este ano 16 edições. O objetivo principal é prevenir afogamentos e prestar assistência nas praias de todo o país.
A propósito do Dia Mundial da Prevenção do Afogamento, celebrado a 25 de julho, o ACP acompanhou um dia de trabalho da equipa de patrulhamento da Autoridade Marítima Nacional, no âmbito do projeto SeaWatch.
A época balnear iniciou a 1 de junho e, desde então, estes carros de serviço começaram a vigiar diariamente o areal que liga a Trafaria, em Almada, à margem norte da Lagoa de Albufeira, em Sesimbra. São sensivelmente 22 km de extensão.
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Por ano, há em média 129 mortes por afogamento em Portugal. Nos primeiros cinco meses do ano, fora da época balnear, houve 57 vítimas.
Na área supervisionada por esta equipa, até ao momento da reportagem, não houve registo de nenhuma vítima mortal. Ainda assim, as situações de perigo repetem-se.
"Temos tido muitos resgates aquáticos aqui, na Costa da Caparica. Desde que iniciou a época balnear não tivemos mortes, mas os resgates acontecem com frequência. Os fundos estão mudados, há muitos buracos e zonas profundas, que provocam correntes de retorno”, explica o cabo Pedro Couto.
As bandeiras vermelhas e amarelas são colocadas pelos nadadores-salvadores junto ao mar e indicam a zona de banhos, ou seja, a zona mais segura da praia para ir ao mar.
De 1 de maio até 30 de junho, o projeto SeaWatch realizou 376 salvamentos e 492 ações de primeiros-socorros.
Numa época em que se assinala o Dia Mundial da Prevenção do Afogamento, importa prevenir: faça praia em zonas com vigilância, verifique as bandeiras hasteadas e a sinalética da praia e respeite as indicações dos nadadores-salvadores.