Tavira

A 2 quilómetros do mar

Tavira teve segundo foral, dado por D. Manuel I, exatamente no ano, 1520, em que foi elevada a cidade. Era então, o principal porto e maior aglomerado populacional do Algarve. A atividade portuária foi diminuindo, com o progressivo abandono das Praças de África e, como tal, diminuiu também o comércio, transferido para Sevilha com a descoberta do Novo Mundo.

Hoje em dia, a economia da região e de Tavira em particular, é baseada no comércio, turismo e serviços e, no interior a agricultura. O turismo como o comércio, estão também assentes na cozinha tradicional, baseada principalmente nos peixes e marisco da costa e na doçaria característica do Algarve, ao mesmo tempo saborosa e um regalo para os olhos – os doces de figo e amêndoa e os de massapão com doce de ovos, em forma de frutos, os morgados, os D. Rodrigos – enfim, uma perdição.

  • Onde?

    Tavira fica na margem do rio Gilão, praticamente à beira do Atlântico, protegida, no entanto pela Ilha de Tavira, que amortece a batida do mar. Foi o maior porto e a maior localidade, nos tempos áureos do comércio com as praças de África mas, a diminuição da atividade portuária teve, como consequência, o assoreamento do rio e a mudança de atividade da população, que passou a dedicar-se à pesca, extração de sal e também à agricultura, o que lhe permitia exportar figo, azeite, vinho, amêndoas e alfarroba. Diminuiu a actividade, o bulício e a cidade deixou de ter o crescimento demográfico e físico que até aí tinha apresentado.
    Mas o Concelho de Tavira abrange uma grande área de serra, a Serra de Tavira, onde se encontra, para além de outro tipo de cultura, olivais, laranjais e, espalhados pela serra, os medronheiros – os frutos, depois de maduros e apanhados, são entregues nas várias destilarias artesanais, que se dedicam à produção da aguardente de medronho, muito saborosa, no entender dos apreciadores.
    É escusado falar das amendoeiras, que produzem as belas amêndoas para doces e não só, para além de proporcionarem, na época da floração, um espetáculo aliciante…

    Tavira - a Serra de Tavira                    Tavira - as amendoeiras em flor 

  • O quê?

    Parte da História de Tavira assenta na pesca, com especial destaque para a do atum, feita outrora, com as chamadas “Armações” que encurralavam os atuns para depois serem capturados. Só nos anos 50, com o afastamento dos cardumes de atum da nossa costa, esta pesca foi abandonada. Simultaneamente desenvolveu-se também a indústria de latoaria, para obter as latas que conservariam o atum e outro pescado.
    Hoje em dia, a economia local é baseada no comércio, turismo e serviços e, no interior a agricultura. O turismo como o comércio, estão também assentes na cozinha tradicional, baseada principalmente nos peixes e marisco da costa e na doçaria característica do Algarve, ao mesmo tempo saborosa e um regalo para os olhos – os doces de figo e amêndoa e os de massapão com doce de ovos, em forma de frutos e não só, os morgados, os D. Rodrigos – enfim, uma perdição.

    Tavira - maravilha de figo e amêndoa

    Santa Luzia, nas proximidades, é outra das freguesias do Concelho de Tavira, vila piscatória, já existia como tal em 1577, quando os seus pescadores ergueram uma Ermida, dedicada a Stª Luzia, protetora dos olhos. Esteve sempre ligada à pesca, embora hoje o turismo também faça parte do seu dia a dia.
    Mais para o interior, maioritariamente constituída por serra e barrocal, fica a freguesia de Stª Catarina da Fonte do Bispo, cuja actividade económica se centra na cultura de cereais, terras de pastagens e, cumulativamente, as amendoeiras, alfarrobeiras e os sobreiros que dão também o seu colorido à paisagem. Os solos calcários e argilosos propiciam também o artesanato.
    Também no interior, embora não tanto como Stª Catarina, fica a Luz de Tavira, já referida na nossa História no Séc. XVI, e que tem actividade principal a agricultura.
    Conceição, entre a terra e o mar, é uma freguesia já referida pelos visitadores da Ordem de Santiago no Séc. XVI. A sua actividade principal baseia-se na agricultura, construção civil, comércio e também o turismo, claro.
    Cachopo é a mais serrana das freguesias de Tavira, que vive da agricultura, pecuária e apicultura. A cortiça é também importante na economia desta freguesia.
    Cabanas, em plena margem da Ria Formosa – foi criada com a instalação da armação do atum, no Séc. XIII, que determinou a construção das primeiras cabanas para a recolha dos apetrechos da pesca e foram-no durante muitos anos, até que alguns pescadores decidiram torná-las a sua residência permanente. Actualmente, embora viva da pesca, o que permite enriquecer a gastronomia local, dedica-se também, muito, ao turismo.

    Tavira - o Museu do Atum

  • Património a descobrir

    Tavira
    - Porta de D. Manuel
    – apresenta, no cimo as armas de D. Manuel I, tendo sido construída ou reconstruída no seu reinado, para estabelecer a ligação com a então Praça da Ribeira
    - Igreja da Misericórdia – data de 1541, e é considerada a mais valiosa obra renascentista do Algarve. Tem retábulos de talha dourada e azulejos azuis e brancos do Séc. XVIII, relatando obras da misericórdia e passos da vida de Cristo
    - Muralha e Castelo – hoje em dia existem algumas torres da muralha que teve origem nas fortalezas fenícias e muçulmanas, que foram mandadas reconstruir por D. Dinis. Da torre octogonal desfruta-se uma bela vista sobre os telhados peculiares de Tavira

    Tavira - restos do Castelo e Igr. de Stª Maria

    - Igreja Matriz de Stª Maria – data do Séc. XIII, gótica, foi reconstruída após o terramoto de 1755. Embora modificada, na altura ao estilo neo-clássico, manteve o pórtico, gótico, da fachada e as capelas laterais. Na capela-mor estão os túmulos de D. Paio Peres Correia e dos sete cavaleiros mártires – reza a História que D. Paio conquistou Tavira aos mouros como represália pela morte de sete dos seus cavaleiros.
    - Antigo Convento de Nª Srª da Graça – a sua construção foi iniciada em 1569 pelos frades da Ordem de Stº Agostinho. Foi, posteriormente reconstruído, em meados do Séc. XVII, sendo de destacar o claustro renascentista.
    - Igreja Matriz de Santiago – data da segunda metade do Séc. XIII e, em 1270 o Rei D. Afonso III fez dela doação aos Bispo e Cabido de Silves. Foi reconstruída após o terramoto de 1755 tendo, no interior, vários retábulos em talha, imagens e pinturas sacras, algumas provenientes de outras igrejas e conventos da cidade.
    - Ermida de Nª Srª da Consolação – Pensa-se que terá sido construída no Séc. XVII, na altura em que foi criada a Confraria de Nª Srª da Consolação. No interior existe um retábulo maneirista da mesma época, com pinturas de temática mariana.
    - Igreja de S. José do Hospital – data do Séc. XV, mas foi modificada como resultado do Terramoto de 1755. Tem nave única, octogonal de lados iguais e capela-mor. Tem belo retábulo, que data já do Séc, XIX.
    - Antigo Convento de S. Francisco – Foi construída em finais do Séc. XIII, princípios do Séc. XIV. Pensa-se que foi edificada para os Templários mas acabou por ser doada aos Franciscanos, por D. Dinis, no Séc. XIV. Sofreu vários reveses, terramotos, derrocadas, incêndios e, como tal vêem-se, vestígios góticos e barrocos. Para além da Igreja existe também o antigo cemitério e o jardim.

    Tavira - Igreja de S. Francisco

    - Igreja do Antigo Convento de Stº António dos Capuchos – começou a ser construído em 1612. No interior possui obras como o “Trânsito de Stº António” – três grupos escultóricos em barro, representando passos da vida de Stº António, Séc. XVIII

    Tavira - Igr. de Stº António do Convento (antigo) do mesmo nome

    - Ermida de S. Sebastião – desconhece-se a data da sua construção. Sabe-se, no entanto, que foi reconstruída em1745. O interior é barroco, com paredes revestidas por madeira pintada e possui um bom conjunto de pinturas sobre tela.
    - Antigo Convento de Nª Srª da Piedade – foi fundado em 1509, por D. Manuel e albergou a única ordem feminina em Tavira. Posteriormente foi adaptado a fábrica de moagem conservando, da arquitectura inicial, um portal manuelino.
    - Igreja de Nª Srª das Ondas – é também conhecida como Igreja dos Pescadores e existe desde o reinado de D. Manuel. Foi reconstruída no Séc. XVIII, tendo sofrido várias alterações. No interior são de mencionar as pinturas do tecto e a imagem de Nª Srª das Ondas.
    - Mercado da Ribeira – edifício construído no Séc. XIX, com um a estrutura de ferro foi o mercado da cidade até 1999. Actualmente, após ter sido recuperado, tem várias lojas, restaurantes e espaço para exposições.
    - Ponte Romana – é uma ponte de sete arcos, sobre o rio Gilão, que liga as duas margens da cidade e que, após umas cheias em 1989, passou a ser ponte pedonal.
    - Igreja do Antigo Convento dos Eremitas de S. Paulo – começou a ser construída em 1606. Tem planta de cruz latina e, no interior tem interessantes pinturas, talha e imagens religiosas dos Séc. XVI, XVII e XVIII muitas das quais poderão ter vindo de outros templos e conventos da cidade, entretanto extintos.
    - Ermida de Santa Ana – medieval, foi reconstruída no Séc. XVIII, como prova a data inscrita na Torre sineira – 1727. No interior encontramos obras em talha, esculturas e pinturas. Hoje em dia, após reabilitação, funciona como espaço museológico onde se realizam também concertos musicais, de acordo com o mote – “Música nas Igrejas”.

    Tavira - Ermida de Sant'Ana

    - Ermida de S. Brás – a sua construção data da Idade Média e, nesse tempo, ficava fora dos limites da cidade. Foi reconstruída no Séc. XVIII, tendo hoje o aspecto de então.
    - Igreja do Convento de Nª Srª do Carmo – foi fundada poucos anos mais tarde que o Convento, no Séc. XVIII, com decoração barroca. A Capela-mor, tem um retábulo do escultor italiano Patrício Malatesta e um tecto pintado.

    Tavira - Igr do Conv. de Nª Srª do Carmo

    - Ermida de Nª Srª do Livramento – era uma antiga leprosaria, como tal edificada longe do centro urbano. No Séc. XVII foi dedicada a Nª Srª do Livramento. Tem uma bela fachada de Azulejos que data ao início do Séc. XVIII.
    - Forte do Rato ou de Stº António – foi edificado no Séc. XVI, perto da foz do Rio Gilão e remodelado durante a guerra da Restauração.

    Tavira - Forte do Rato

    - Salinas e Quatro Águas – salinas onde ainda hoje se efectua extracção de sal sendo que o local próximo, Quatro Águas é aquele donde saem as carreiras fluviais para a Ilha de Tavira.

    Tavira - as salinas e a produção de sal

    Santa Luzia
    - Igreja Matriz –
    do Séc. XVI, foi reconstruída no Séc. XX, com a participação da população.
    - Antiga Armação do Atum (cabanas de apoio, na praia) – fica na Praia do Barril, e data de 1842. Está em bom estado de conservação e o seu espaço foi reconvertido em área comercial.

    Santa Catarina da Fonte do Bispo
    - Igreja Matriz
    – construída no Séc. XVI, apresenta elementos manuelinos a que foram, posteriormente, acrescidos outros, renascença. A reconstrução, efetuada no Séc. XVIII, acrescentou formas barrocas ao remate da fachada. No interior é de destacar uma tela com a apresentação do Juízo Final.

    Luz de Tavira
    - Igreja de Nª Srª da Luz
    – tem interior de três naves, cobertas por abóbadas e um retábulo maneirista datado do Séc. XVI. A fachada é também maneirista e apresenta um portal lateral, manuelino, em que se vê parras e cachos de uvas, cumulativamente com os habituais elementos manuelinos.
    - Balsa – fica nesta freguesia a conhecida BALSA, cidade romana dos séc. I a IV, era um dos portos importantes existentes nas imediações da hoje Tavira e uma das mais importantes cidades romanas da Península Ibérica – os vestígios não têm sido muito explorados nem divulgados. Ficava junto à Ria, próximo da Torre d’Aires ou Ares – Pedras d’El Rei e Luz eram subúrbios.
    - Torre de Aires ou Ares – Monumento circular que, com o Castelo de Tavira constituía o sistema de defesa da região.
    - Noras de Água – eram engenhos, de origem árabe, para tirar água dos poços. Existem ainda em Amaro Gonçalves e junto ao Poli Desportivo de Luz de Tavira

    Conceição
    - Igreja de Nª Srª da Conceição
    – construída no início do Séc. XVI, é de três naves sendo de referir a capela-mor, coberta por uma abóbada de aresta, cujo fecho apresenta as armas da Ordem de Santiago. A fachada principal sofreu obras no Séc. XVIII, tendo ficado com formas barrocas, tendo o pórtico uma decoração tado - gótica manuelina.
    - Moinhos de Vento – grande atrativo na parte serrana da freguesia, como Cumeada e Monte da Estrada.
    - Casas Circulares – eram locais onde os agricultores guardavam os alimentos para os animais, que alindam a paisagem.

    Tavira - Casas Circulares - Conceição

    Cachopo
    - Igreja Matriz de Stº Estêvão
    – no centro da aldeia, é um local de peregrinação e data de 1535

    Tavira - Igr. de Stº Estêvão - Cachopo

    - Núcleo Museológico – na antiga Casa dos Cantoneiros, local onde se promove e valoriza a cultura local.
    - Moinhos de Vento e Casas Circulares – como na parte serrana da Conceição, também o Cachopo apresenta estas construções, por toda a sua zona serrana.
    - Anta das Pedras Altas – no monte da Mealha, é um monumento funerário do neolítico

    Tavira - uma das antas - Cachopo

    - Anta da Masmorra – fica em Alcaria Pedro Guerreiro
    - Fonte Férrea – fica no caminho para S. Brás de Alportel, esta fonte férrea, cujo nome deriva da qualidade das suas águas. Deve seguir em direcção ao Sítio da Feiteira, passando pelo Miradouro Natural do Cerro do Malhanito, 479 m. alt., desfrutando de uma magnífica vista da serra e do barrocal.

    Stº Estêvão
    - Pego do Inferno ou Moinhos da Rocha
    – cascata com lago, uma bela praia fluvial. Infelizmente neste momento não está visitável

    Tavira - Moinhos da Rocha - Stº Estêvão

    - O Parque Natural da Ria Formosa foi eleito “uma das Sete Maravilhas Naturais de Portugal”, o que veio reforçar o existente Turismo da Natureza na região, como o “birdwatching” e o ecosistema que lhe proporcionou a classificação e impulsiona o Turismo do Algarve e que se estende até ao concelho de Tavira. Esta distinção, dada pelos portugueses votantes, revela a preferência por esta zona marinha e esta paisagem natural.
    O Parque Natural da Ria Formosa é a 3ª zona húmida mais importante de Portugal, que se estende de Ancão (Loulé) até à Manta Rota (Vila Real de Stº António), por 60 km de costa, com um cordão de ilhas e penínsulas arenosas, paralelas à mesma.

    Tavira - P.N. Ria Formosa               Tavira - PN Ria Formosa - Caimão

    O símbolo do Parque Natural da Ria Formoso é o caimão-comum, espécie rara que, em Portugal, vive e se reproduz exclusivamente nestes lagos algarvios. Outro habitante do Parque, quase extinto na Europa, é o camaleão. O flamingo, a águia de asa redonda, a galinhola e o guarda-rios são outras aves que por aqui abundam. Na água, podemos encontrar marisco e bivalves, dourada, robalo, camarão da ria, polvo, choco, enguia, solha, cavalo marinho e outras menos conhecidas. Para além destes habitantes permanentes, o Parque acolhe muitas aves aquáticas, ao longo do ano, nomeadamente espécies de aves do Norte e Centro da Europa, como o pato-trombeteiro, o marrequinho-comum, o maçarico-real e a tarambola-cinzenta, nas suas viagens migratórias.

    Salinas
    No concelho de Tavira, na sua zona costeira, abrangida pelo Parque Natural da Ria Formosa, as salinas dão, na altura própria a pincelada branca de neve, nestas paragens – um sem número de canais conduzem a água do mar para tanques habilmente construídos onde ela é depositada e, à medida que se vai evaporando, por ação do sol e do vento, deixa os cristais de sal puro, a flor de sal, tão importantes para a nossa vida em geral e a culinária em particular… A recolha, para as margens dos tanques, dos cristais formados, a subsequente formação dos montes de sal à beira dos mesmos, exigem prática e saber… A paisagem fica simplesmente gloriosa

    Tavira - salinas e montes de sal

  • Gastronomia

    A gastronomia da região de Tavira não difere muito da do Algarve em geral. Constata-se, no entanto, a distinção entre a zona serrana, com receitas à base de cereais e carne de animais domésticos e caça, e a zona marítima, baseada no peixe, no marisco, no polvo, os crustáceos… tudo coisas boas e, normalmente bem confecionadas. A doçaria, claro, assenta na amêndoa, a alfarroba, o figo, para não falar na doçaria conventual.
    Este é um dos ex-libris do Algarve, a amendoeira, que dá aqueles maravilhosos frutos utilizados com mestria e arte pelos artistas algarvios que nos deslumbram, não só a vista como o paladar. Estamos a falar dos doces feitos com massa de amêndoa e doce de ovos, em forma de frutos, cestos de frutas, pássaros… o engenho e a arte não têm limite. Com os mesmos ingredientes, temos também os queijos, os morgados e, baseando-se mais no doce e fios de ovos, os D. Rodrigo, maravilha das maravilhas!

    Tavira - os D. Rodrigos                Tavira - os morgados

    Ainda na doçaria e utilizando outro ex-libris – o figo seco – há os queijos de figo e amêndoa, que tomam também formas muito engenhosas. Só alguém com grande poder criativo conseguiria dar as formas que estas fotos mostram a algo tão saboroso e tão bonito:

    Tavira - doces maravilhas

    Mas não existe só doçaria no Algarve. É uma zona piscatória por excelência, e a gastronomia assenta muito no bom peixe pescado nas suas costas – lulas, lingueirões, amêijoas, cadelinhas, sardinhas, carapaus para além de outros de maior porte como o atum. Ali se encontra também todo o tipo de marisco, sendo a cataplana de amêijoas e camarão, com o seu complemento de presunto e chouriço, temperadas com bastantes coentros o prato por excelência do Algarve. É preparada numa “cataplana”, que vemos na foto e é uma delícia. Temos também o arroz de lingueirão, o bife de atum, as lulas recheadas ou grelhadas, a feijoada de búzios, o arroz de polvo, os carapaus alimados e, no verão, a sardinha assada… Mas também há bons e tradicionais pratos de carne, como cozido de grão, cabidela de galo à portimonense e carne de porco com amêijoas.

    Tavira - a cataplana

    Do atum que, em tempos, tinha uma forma específica de ser pescado, faz-se também um acepipe, que é a muxama de atum – é seco, fumado, como o presunto – e muito saboroso, para um petisco, para acompanhar uma bebida, ao fim da tarde…
    Encontra-se nas serras algarvias, especialmente nas zonas de Monchique e Tavira os medronheiros – árvores de algum porte, cujos ramos são muito utilizados para arranjos florais e cujo fruto é o medronho, pequeno, redondo, de pele rugosa e alaranjado quando maduro. Apanhado da árvore e comido na hora, em quantidade, pode provocar embriagues pela grande quantidade de álcool que armazena. Talvez por isso, dele se obtém, pela fermentação seguida de destilação a famosa aguardente de medronho, bebida caraterística do Algarve. Quando bem destilada, é uma aguardente de sabor frutado, deliciosa, mas com grande teor de álcool, 40 a 50º.

     Tavira - o medronheiro                       Tavira - o medronho, lindo

    Pelas serras já referidas encontram-se inúmeras destilarias – muitas vezes quem destila tem as suas próprias terras com medronheiros e, para além disso, compra os frutos a quem os apanha – que em determinada altura os organismos oficiais queriam extinguir mas que, hoje em dia, são incentivadas a continuar aquele trabalho, considerado artesanal. O processo da destilação é moroso e exige muito cuidado com o fogo e o alambique. Disso depende a qualidade da aguardente.

  • Feiras, Festas e Romarias

    - Festival das Charolas – Tavira e Luz de Tavira (1º Dom/Janeiro), Conceição (Janeiro)
    - Carnaval da Cidade de Tavira - Tavira
    - Procissões da Semana Santa – Tavira
    - Feira das Endoenças (da amêndoa) – Tavira - 6ª Feira Santa
    - Feira do Artesanato – Cachopo – 9 e 10 de Maio (2º Sáb. e Dom.)
    - Procissão de Nª Srª de Fátima – Tavira – 12 de Maio
    - Festas da Cidade de Tavira e do Dia da Cidade – Junho
    - Santos Populares – Tavira (Santiago e Stª Maria), Conceição, Stº Estêvão - Junho
    - Feira de Artesanato – Tavira – Julho
    - Comemoração do Dia de Santiago – Tavira (Santiago) – 25 de Julho
    - Festas e Romarias de Santa Margarida – Tavira (Santiago) – última semana de Julho
    - Festa da Paróquia de Nª Srª do Livramento – Tavira – Agosto
    - Festa de Agosto e Feira Anual – Cachopo – 2º Domingo de Agosto
    - Feira Franca da Boa Morte – Tavira – 1 e 2 de Agosto
    - Festa Tradicional dos Pescadores de Cabanas – Cabanas – Agosto
    - Festa Tradicional de Nª Srª do Mar – Cabanas – 3º fim de semana de Agosto
    - Festas de Nª Srª da Saúde – Tavira (Setembro)
    - Feira Anual de S. Francisco – Tavira (Stª Maria) – 4 a 6 de Outubro
    - Festa de Todos os Santos – Tavira – Novembro
    - Procissão de Nª Srª do Livramento – Tavira – 26 de Dezembro
    - Festa Tradicional do Domingo de Ramos – Stª Catarina da Fonte do Bispo
    - Festa da Srª das Dores – Stª Catarina da Fonte do Bispo – entre 15 e 20 de Agosto
    - Feira Anual de Stª Catarina – Stª Catarina da Fonte do Bispo – 25 Agosto
    - Festa dos Pescadores de Sta Luzia – Stª Luzia – 2º Domingo de Agosto
    - Festa em Honra de Nª Srª da Luz – Luz de Tavira – 3º fim de semana de Agosto
    - Festival Internacional de Folclore – Conceição ( Agosto), Luz Tavira (4º fim de semana Agosto)
    - Festa de Stº Estêvão – Stº Estêvao de Tavira – 1º fim de semana de Setembro
    - Feira Anual - Stº Estêvao de Tavira – 3º fim de semana de Setembro
    - Festa de Nª Srª da Conceição – Conceição – 8 de Dezembro
    - Procissão da Padroeira (Stª Luzia) – Stª Luzia – 13 de Dezembro
    - Feira de Stº Estêvão – Cachopo – 26 de Dezembro

  • Acessos e Distâncias
    LISBOA  301km PORTO  570 km
    Aveiro  518 km Guarda  505 km
    Beja  170 km Leiria  392 km
    Braga  624 km Portalegre  315 km
    Bragança  684 km Santarém  322 km
    Castelo Branco  407 km Setúbal  261 km
    Coimbra  500 km Viana do Castelo  688 km
    Évora  218 km Vila Real  649 km
    Faro   29 km  Viseu  549 km
  • Itinerários Possíveis

    Itinerário 1 
    Tavira (A) – Cachopo (B)– Corte João Marques (C) – Martim Longo (D) – Vaqueiros (E) – Tavira (F)
    Visitar os valores do património existentes em Tavira, Cachopo, Corte João Marques, para ver as antas nas imediações e as casas circulares da zona da serra. Na volta, a passagem por Martim Longo e Vaqueiros, do concelho de Alcoutim

    Total de km – 119 km
    Tempo de percurso – 2horas e 55 minutos, só considerado o tempo de condução
    Estradas – todo o trajecto é feito por Estradas Nacionais e Municipais.

    Tavira - Itinerário 1

    Itinerário 2
    Tavira (A) – Stª Catarina da Fonte do Bispo (B)– Moncarapacho (C) – Stº Estêvão (D) – Tavira (E)

    Visitar os valores do património existentes em Tavira, Stª Catarina da Fonte do Bispo, Moncarapacho, no concelho de Olhão. Perto, subir ao Monte de S. Miguel donde se desfruta uma bela paisagem de toda a costa algarvia. Seguir depois para Stº Estêvão e regresso a Tavira – descansar numa esplanada da Praça da República, apreciando o antigo mercado e o quiosque.

    Total de km – 46,7 km
    Tempo de percurso – 53 minutos, só considerado o tempo de condução
    Estradas – todo o trajecto é feito por Estradas Nacionais e Municipais.

    ´Tavira - Itinerário 2

    I
    tinenerário 3
    Tavira (A) – Conceição (B) – Cabanas (C) – Stª luzia (D) – Luz (E) – Tavira (F)
    Visitar os valores do património existentes em Tavira, Conceição, Cabanas, onde se pode apanhar barco para a Ilha de Tavira. Depois a freguesia de Stª Luzia e a da Luz, com a sua Igreja Manuelina.

    Total de km – 30 km
    Tempo de percurso – 34 minutos, só considerado o tempo de condução
    Estradas – todo o trajecto é feito por Estradas Nacionais e Municipais.

    Tavira - Itinerário 3

    Itinerário 4
    Tavira (A) – Várzeas de Vinagre (B) – Úmbria (C) – Tavira (D)
    Visitar os valores do património existentes em Tavira, Várzeas de Vinagre, Úmbria – neste itinerário, em plena serra, a Norte de Tavira, poderão ser encontradas algumas das destilarias artesanais que produzem as aguardentes de medronho e figo.

    Total de km – 37 km
    Tempo de percurso – 49 minutos, só considerado o tempo de condução
    Estradas – todo o trajecto é feito por Estradas Nacionais e Municipais.

    Tavira - Itinerário 4

    Itinerário 5
    Tavira (A) – Ilha de Tavira (B) – Praia do Barril (C)
    Itinerário para ser feito, em parte, a pé, com a visita da Ilha de Tavira, o cemitério de âncoras, as antigas casas de apoio dos pescadores, hoje transformadas em apoios de praia e as dunas, para além de observar as várias espécies de aves que por ali abundam.

    Total de km – 7 km
    Tempo de percurso – 7 minutos, só considerado o tempo de condução
    Estradas – todo o trajeto é feito por Estradas Nacionais e Municipais.

    Tavira - Itinerário 5

     

  • Parceiros ACP

    PARCEIROS ACP
    Abaixo estão os links para todos os parceiros existentes no Distrito de Faro, a que Tavira pertence, e que oferecem descontos aos sócios, mediante a apresentação do cartão de sócio.

    Hotéis
    - Solares
    - Turismo Rural
    Restaurantes 

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