A história do homem que vendeu o Ford Mustang nº 1

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55 anos depois, Harry Phillips reencontra-se com o carro que não era para vender e hoje está no museu da marca.

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Antes de iniciar a venda do Mustang, em 17 de abril de 1964, a Ford enviou modelos de pré-produção para todos os seus concessionários na América do Norte. Eram carros apenas para exibição, que não podiam ser vendidos e teriam de ser devolvidos à fábrica.

Entre eles, estava o primeiro Mustang, com número de identificação 5F08F100001, que foi vendido por lapso no concessionário Ford em St. John´s, no Canadá, ao piloto de aviação Stanley Tucker.

O autor da venda foi Harry Phillips que, 55 anos depois, recorda o episódio como se fosse ontem: “Colocámos o carro na rua em exposição em frente ao concessionário. E assim que o Capitão Stanley Tucker o viu quis logo ficar com ele. Foi e venda mais fácil que fiz na vida. Eu só estava parado na porta”, recorda o ex-vendedor, atualmente com 84 anos.

“O Mustang custava 4.300 dólares e ele pagou um sinal para garantir a compra porque o carro tinha de continuar exposto, só podia ser entregue umas semanas depois. No entanto, Stanley Tucker ia vê-lo todos os dias, longe de pensar que estava a adquirir o primeiro Mustang”, adianta.

Uns meses depois a Ford deu pela falta do Mustang nº 1. “Houve uma falha de comunicação e o número de série não significava nada para nós. Não sabíamos que era o primeiro carro a sair de fébrica e seria apenas para exposição”, diz ainda Harry Phillips.

Foram necessários dois anos de negociações até a Ford convencer o piloto a abrir mão do carro, que já contava com 16 mil quilómetros, e aceitar em troca outro modelo, o milionésimo Mustang de 1966, este sim totalmente equipado.

Esta história tornou-se famosa nos EUA, mas poucos sabiam da participação de Harry Phillips, até a sua neta Stephanie Mealey iniciar uma campanha nas redes sociais para homenagear o avô. Queria que ele fosse levado ao Museu Henry Ford em Dearborn para reencontrar o Mustang nº 1 que vendeu há 55 anos.

“Além deste carro me trazer muitas memórias está exatamente como o vi pela última vez”, disse Harry Phillips.

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