Violência no trânsito? Condução defensiva é a solução

| Revista ACP

Diversas cenas de violência nas estradas nacionais têm surgido, recentemente, na Internet.

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Um em cada quatro automobilistas em Portugal adota comportamentos agressivos e hostis ao volante, de acordo com dados citados pela Prevenção Rodoviária Portuguesa. 

O dado é preocupante e espelha o que se encontra, com cada vez mais frequência, na Internet, sobretudo nas redes sociais: episódios reais de violência no trânsito nas estradas nacionais.

Numa realidade cada vez mais marcada por stress, um constante ritmo acelerado que leva à frustração, as estradas tornam-se palco de desabafos impulsivos e comportamentos pouco racionais. 

 Várias entidades internacionais têm alertado para uma tendência de aumento da agressividade no trânsito na Europa, à qual Portugal não está imune.

Fátima Pereira da Silva, psicóloga que há anos se dedica a estudar a problemática da Mobilidade e Segurança, considera que o tema da violência no trânsito deve ser enquadrado na noção de segurança rodoviária.

"Há pessoas tendencialmente mais agressivas, que lidam com situações de stress de forma desajustada, e não podemos retirar este comportamento no cenário rodoviário daquilo que somos no dia a dia", argumenta.

 

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O que está a ser feito pelas autoridades?

Ao contrário do que ocorre em países como Alemanha - 37 mil casos de coação no trânsito em 2024 - e EUA - onde a agressividade dos condutores contribuiu para 218 mortes numa década -, as polícias nacionais não fazem notação estatística de casos de road rage.

Ainda assim, a Polícia de Segurança Pública (PSP) recomenda a adoção de uma condução defensiva como a melhor solução para evitar situações de agressividade no trânsito.

A PSP defende que se os condutores adaptarem a velocidade às circunstâncias da estrada, respeitarem os limites de velocidade e as regras gerais da estrada, sinalizarem corretamente mudanças de direção e, acima de tudo, respeitar os outros automobilistas, a probabilidade de haver agressividade extrema ao volante diminui consideravelmente.

No entanto, nem tudo é controlável. Perante cenários de provocação na estrada, as autoridades recomendam que não se responda a provocações - seja com gestos ou buzinadelas excessivas - nem se estabeleça contacto visual com quem se comporta de forma errada no trânsito.

Outro conselho passa por, num cenário extremo, como ser perseguido no trânsito, tranque as portas do veículo e dirija-se para uma zona de segurança.

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