O roubo de viaturas continua a ser uma realidade em Portugal e pode ocorrer em qualquer altura do dia.
De acordo com a Polícia de Segurança Pública (PSP), em 2025, registaram-se mais de 5300 viaturas roubadas, o que equivale a cerca de 14 carros por dia. Em 2026, até ao final do primeiro trimestre do ano, observaram-se 59 casos de roubo e mais de 1300 furtos.
"Se avaliarmos os últimos dois anos tem-se verificado um ligeiro aumento dos roubos e furtos. Mas, avaliando a tendência a dez anos, verificamos uma ligeira diminuição e estabilização dos números", explica o subintendente da PSP Nelson Ribeiro.
Como é que se recupera um veículo?
A participação do roubo junto das autoridades é o primeiro passo a dar. A partir daí, explica Sérgio Azevedo, advogado do ACP, as autoridades "vão realizar as diligências necessárias para encontrar o veículo e os autores".
Conseguindo localizar a viatura e identificar os autores do furto ou roubo, segue "um procedimento criminal contra os autores".
"Eventualmente, se a viatura for recuperada é devolvida ao proprietário - pode não ser se for preciso preservar o veículo para novas diligências relacionadas com o procedimento criminal contra os autores do roubo", conclui o advogado do ACP.
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O papel da seguradora
Segundo Duarte Amaral, sempre que esteja incluída na apólice do seguro automóvel a cobertura de furto ou roubo, "a seguradora tem uma intervenção fundamental", porque é essa cobertura "que vai garantir o ressarcimento da perda que o segurado possa ter na sequência de um roubo".
A compensação para o segurado por ocorrer, desde logo, caso o veículo não seja localizado e recuperado pelas autoridades num prazo de 60 dias após a participação do roubo.
"Decorridos 60 dias, que é o limite por regra na maior parte das seguradoras, com uma declaração a confirmar que o carro não apareceu, a seguradora pode liquidar o capital que está contratado na apólice, que normalmente corresponde ao valor venal do veículo à data do roubo", explica Duarte Amaral.
Com o pagamento da indeminização, a propriedade do carro é transferido para a seguradora. "A seguradora toma a posse dos documentos, fica responsável a partir desse momento e decide se cancela ou não a matrícula", conclui.