BMW já voa em modo elétrico

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Marca bávara junta-se a Peter Salzmann e à Designworks e rasga os céus com inovador sistema elétrico para wingsuit.

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Num só passo, a BMW conseguiu o feito de rumar ao futuro voltando, ao mesmo tempo, ao passado. Complicado? Sem sentido? Explicamos.

As origens da BMW estão no ar, na aviação, na construção de motores para aviões, tarefa à qual se dedico entre 1917 e 1918 e depois de 1933 a 1945. A importância desse período é tal, que o logo da marca, com os dois quartos azuis e dois quartos brancos no centro do círculo negro, representam, precisamente, o movimento de uma hélice de avião.

Agora, 104 anos após a fundação da marca, a BMW regressa aos céus no que pode muito bem ser o primeiro passo rumo a mobilidade aérea verde, carbono neutra e elétrica.

Tudo se deve a uma parceria da BMW com a Designworks e com o piloto austríaco de wingsuits Peter Salzmann.

O trabalho conjunto dos três levou à criação do Electified Wingsuit by BMW i que é nada mais, nada menos, que o fato voador totalmente redesenhado e apetrechado de um motor elétrico. É aqui que reside a grande novidade, dado que os fatos voadores e as asas motorizadas (a combustão) são algo que já por aqui anda há muito.

Esta nova solução da BMW é composta por duas turbinas de carbono capazes de debitarem 7,5 kW cada, com uma velocidade na ordem das 25.000 rpm e uma potência total de 15 kW, que é como quem diz 20 cavalos de potência, que está disponível ao longo de cerca de 5 minutos.

Ao contrário das mais conhecidas asas voadoras, que os pilotos colocam nas costas, este novo fato voador, desenhado em exclusivo para este novo propulsor, conta com o motor montado no peito do piloto e é resultado de três anos de trabalho.

O objetivo de todo este trabalho é proporcionar um voo planado mais constante e, com isso, distâncias mais longas, algo que ficou bem patente no voo inaugural. Largado de um helicóptero a 3.000 metros de altitude na Áustria com mais dois pilotos de fatos voadores, Salzmann não só acelerou a mais de 300 km/h e passou por cima de um imponente pico, como depois o circundou para se reencontrar com os seus dois colegas de voo que não tiveram outra solução que não circundar o pico.

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