Há aproximadamente 70 anos, a Ferrari anunciava um modelo inspirado no 250 GT Berlinetta, mas descapotável, alinhado com o espírito californiano: o Ferrari 250 GT California Spyder. Foi desenvolvido a pensar no mercado norte-americano, numa época em que os desportivos europeus ganhavam popularidade nos Estados Unidos.
É considerado um dos clássicos mais bonitos do mundo e tem um valor de mercado altíssimo, podendo chegar aos 16 milhões de euros.
Contruído pela Carrozzeria Scaglietti e desenhado por Sergio Scaglietti, este carro desportivo destacava-se pelo design e pelo desempenho, com um motor V12 de 3 litros, uma velocidade máxima de 252 km/h e uma potência de 176 kW. No interior exibia um design minimalista e um volante de Nardi.
Foram produzidos pouco mais de uma centena de exemplares do 250 GT California Spyder, entre 1958 e 1963.
O modelo teve duas versões, LWB (entre-eixos longo) e o SWB (entre-eixos curto), distinguidos pelo comprimento de chassis, desempenho e detalhes no design, como a entrada de ar no capot ou os contornos cromados nos faróis.
A versão LWB foi a primeira a ser produzida, entre 1957 e 1960, com distância entre eixos de 2,60 metros e cerca de 240cv.
Seguiu-se depois a versão SWB, mais dinâmica e agressiva, com mais 40 cv e um chassi de 2,40 metros, que teve produção entre 1960 e 1963.
Outra curiosidade é que há 40 anos estreava "Ferris Bueller’s Day Off" ("O Rei dos Gazeteiros"), um filme John Hughes, protagonizado por Matthew Broderick, que fez muito sucesso nos anos 80 e que deu grande destaque ao Ferrari 250 GT California Spyder - sobretudo pela cena em que o icónico modelo é destruído.
Ao contrário do que se possa pensar, utilizou-se um exemplar verdadeiro em poucas cenas. Para as gravações do filme, foram construídas três réplicas do carro.