A Metro Mondego admite que, fora dos períodos de ponta, os tempos de espera do metrobus podem ultrapassar os 15 minutos na zona urbana de Coimbra. A empresa esclarece, contudo, que as frequências previstas correspondem a valores médios de referência e não significam que o intervalo entre circulações seja sempre igual.
A questão surge após o alargamento da operação, a 10 de setembro, com a chegada do Metrobus a Coimbra-B e à Praça da República. Ao longo da semana seguinte, registaram-se vários casos de espera superiores aos 15 minutos, incluindo períodos de 32 minutos entre Aeminium e Coimbra-B e de 30 e 20 minutos na estação Norton de Matos.
Segundo a informação divulgada antes do alargamento, a nova operação prevê, no troço urbano, uma frequência média de cinco minutos nas horas de ponta e de 7,5 minutos nos restantes períodos. A oferta diária nos dias úteis passou de 291 para 452 circulações.
A empresa salienta ainda que a expansão da rede implicou uma reformulação significativa dos horários e da articulação entre circulações. Coimbra-B e a Praça da República funcionam como pontos de ligação entre serviços, pelo que alguns passageiros poderão ter de fazer transbordo para prosseguir viagem.
Apesar dos constrangimentos registados nos primeiros dias, a Metro Mondego considera que a nova configuração da rede está a atravessar um período de adaptação e afirma estar a acompanhar diariamente a operação, com o objetivo de identificar situações que possam ser corrigidas e melhorar a regularidade das circulações.
A expansão para Coimbra-B e para a Praça da República integra uma nova fase do Sistema de Mobilidade do Mondego e veio acompanhada por alterações na rede dos transportes urbanos de Coimbra.
A conclusão da rede continua prevista para 2027, estando prevista a futura Linha do Hospital.
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