O presidente da Câmara Municipal de Albufeira encara o atropelamento ocorrido na madrugada de terça-feira, 25 de agosto, na zona da Oura, que provocou 16 feridos, como um "ato isolado". Rejeita ter ocorrido uma "falha de segurança", mas, segundo declarações à comunicação social, admite tomar medidas mais músculadas para evitar episódios idênticos no futuro.
O homem de 35 anos, luso-angolano, que conduzia o veículo está em prisão preventiva, indiciado pelos crimes de homicídio qualificado na forma tentada, condução perigosa, resistência e coação sobre funcionário, desobediência qualificada, condução de veículo sem habilitação legal e falsificação de documentos.
Considerando tratar-se de um "incidente isolado", Rui Cristina garante trabalhar "para apresentar uma alternativa, ou soluções, para que nunca mais volte a acontecer algo deste tipo".
O autarca não refere que medidas pretende tomar, mas considera virem a ser aplicadas decisões "muito mais fortes" face às que estão em vigor na zona do acidente, lembrando que o programa eleitoral que apresentou nas eleições autárquicas contemplava uma requalificação, precisamente, na zona da Oura.
Atualmente, de acordo com Cristina, "está montado o maior dispositivo de segurança de sempre". "A nível policial, temos o maior número de efetivos, as ruas estão vedadas, e mesmo assim aconteceu o que aconteceu [...] Já tínhamos diminuído os horários dos bares, combatemos o ruído e conseguimos mitigá-lo", acrescentou.
"Já estou a analisar toda esta situação e vamos ter que tomar medidas mais incisivas, como vedar acessos de uma forma muito menos permissiva. Alguma coisa vai ter que mudar na noite de Albufeira", defendeu.
Contactada a GNR pelo ACP, para confirmar se o caso é mesmo um ato isolado ou se o risco de voltar a ocorrer este tipo de incidente é elevado, não houve qualquer resposta.
Recentemente, ocorreram atropelamentos em massa em diferentes países europeus.
Em França, na noite de 26 para 27 de agosto, um condutor atropelou uma multidão na cidade de Caen, matando duas pessoas e ferindo outras 12, após desacatos num bar. Suspeita-se que o autor do atropelamento seja um jovem russo, 26 anos, com antecedentes criminais por infrações de trânsito foi detido, entretanto, suspeito
No final de julho, um jovem de 21 anos, identificado como Abdul B., com cidadania alemã, terá alegadamente conduzido uma carrinha branca contra uma multidão que participava num desfile da comunidade LGTBIQ+ em Berlim.
Outro atropelamento em massa ocorreu em Leipzig, também na Alemanha, em maio, quando um automóvel entrou a toda a velocidade numa zona pedonal no centro da cidade. Duas pessoas morreram e três ficaram gravemente feridas.
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