Viajar de carro em Portugal ficou mais caro em 2026, com atualizações nos preços das portagens, das travessias sobre o Tejo e das inspeções periódicas.
As concessionárias aplicaram um aumento médio de 2,3%, refletindo a inflação e os mecanismos previstos nos contratos.
Na A1, o trajeto entre Lisboa e Porto passou a custar 25,05 euros para veículos ligeiros, mais 45 cêntimos do que no ano passado.
Já na Autoestrada do Sul, a A2, a ligação entre Lisboa e o Algarve subiu 50 cêntimos, fixando-se agora nos 23,80 euros.
Estes valores são representativos da tendência registada na maioria das autoestradas do país, com poucas exceções, como os percursos portajados entre Lisboa e Oeiras e Ermesinde e Valongo, que mantiveram os preços de 2025.
Também as pontes sobre o Tejo ficaram mais caras. Na Ponte 25 de Abril, a travessia para veículos da classe 1 e para motociclos passou para 2,25 euros, um aumento de 10 cêntimos.
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As viaturas de duas rodas continuam, no entanto, a beneficiar de um desconto de 30 por cento nas vias automáticas. O agravamento foi mais expressivo para os veículos pesados, que passaram a pagar mais 25 cêntimos.
Na Ponte Vasco da Gama, a tarifa para a classe 1 subiu para 3,40 euros, mais 15 cêntimos do que em 2025, com aumentos mais elevados nas classes superiores, que chegam aos 40 cêntimos.
Os encargos associados ao automóvel não se ficam pelas portagens. As inspeções periódicas obrigatórias também sofreram um agravamento, com o preço para veículos ligeiros a aumentar quase um euro, passando para 37,47 euros.
Já nos combustíveis, os aumentos contrastam com a evolução do mercado petrolífero internacional.
Segundo dados da OPEP, o preço do petróleo caiu cerca de 20% no último ano, acumulando a terceira descida anual consecutiva. Ainda assim, o impacto no bolso dos consumidores foi limitado.
Em Portugal, a gasolina simples 95 custava, em média, 1,72 euros por litro no início de 2025 e está agora nos 1,66 euros, uma redução considerada modesta face à queda do crude, em grande parte devido ao peso da carga fiscal.
Para já, o Imposto Único Automóvel mantém-se inalterado na prática. Embora tenha entrado em vigor um regime transitório, o imposto continua a ser pago no mês da matrícula do veículo, ficando as novas regras, com pagamento fixo em abril, apenas previstas para 2028.