China aperta regras e bane volantes Yoke a partir de 2027

| Revista ACP

Nova norma de segurança obriga marcas a regressar ao volante circular tradicional.

ModelS-86

Depois de ter avançado com a proibição dos puxadores de portas embutidos, a China prepara mais uma mudança estrutural no setor automóvel: a eliminação dos volantes Yoke nos automóveis novos.

A medida foi definida pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação (MIIT) e passa a aplicar-se a todos os veículos comercializados no país a partir de 1 de janeiro de 2027.

Os volantes Yoke distinguem-se por não terem a secção superior do aro, apresentando um formato aberto semelhante ao utilizado na aviação ou em alguns monolugares de competição.

Esta solução ganhou notoriedade por conferir um aspeto futurista ao habitáculo e por melhorar a visibilidade do painel de instrumentos.

Ainda assim, a nova norma chinesa GB 11557-202X torna a sua homologação inviável.

 

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A regulamentação exige que o volante seja submetido a ensaios de impacto em dez pontos distribuídos ao longo do aro.

Como o Yoke não possui um círculo completo, não é possível cumprir integralmente estes testes, o que bloqueia a sua certificação no mercado chinês.

As autoridades apontam também preocupações relacionadas com a proteção do condutor em caso de colisão.

O volante tradicional, com aro contínuo, ajuda a dissipar energia no momento do embate. Já o formato aberto pode aumentar o risco de contacto direto com componentes rígidos do interior, como a coluna de direção ou o tabliê, sobretudo em impactos secundários.

Outro ponto sensível é o funcionamento do airbag. O desenho irregular destes volantes pode interferir com a expansão uniforme da bolsa de ar, criando padrões de rutura menos previsíveis e potencial projeção de fragmentos.

A decisão terá impacto em várias marcas que adotaram esta solução em modelos recentes como a Tesla, a Lexus ou a chinesa IM Motors, que terão agora de rever as suas configurações para o mercado local.

Com entrada em vigor marcada para janeiro de 2027, os construtores com modelos já aprovados dispõem de um período de transição estimado em pouco mais de um ano para adaptar os seus veículos às novas exigências e regressar ao volante circular convencional.

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