Porsche admite que foi um erro acabar com Macan a combustão

| Revista ACP

Bem-sucedido SUV eletrificou-se totalmente e marca prepara agora um novo crossover com motor de combustão.

Porsche-Macan

A Porsche decidiu avançar com a eletrificação total do Macan, o seu modelo mais vendido, mas reconhece agora que a aposta pode ter sido precipitada.

A partir da segunda metade deste ano, o crossover passa a estar disponível apenas em versão elétrica, uma decisão que o antigo CEO da marca admite ter sido um erro à luz do atual contexto de mercado.

Oliver Blume, que liderou a Porsche desde 2015 e assumiu em exclusivo a presidência do Grupo Volkswagen no início de 2026, reconheceu em declarações à imprensa alemã que o fim do Macan com motores de combustão não produziu os resultados esperados.

Embora o Macan elétrico tenha tido uma aceitação relevante, não conseguiu compensar totalmente a saída das versões a gasolina, que continuavam a representar uma parte significativa das vendas globais.

Em 2025, o Macan foi novamente o modelo mais vendido da Porsche, com um crescimento assinalável face ao ano anterior.

 

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No entanto, apenas cerca de 60% das unidades entregues correspondiam à versão elétrica.

Recorde-se de que, na Europa, o Macan com motor de combustão já tinha sido retirado mais cedo do que o previsto, devido ao incumprimento de novas exigências de cibersegurança impostas pela regulamentação comunitária.

A mudança de liderança na Porsche colocou Michael Leiters, antigo responsável máximo da McLaren Automotive e ex-diretor técnico da Ferrari, à frente da marca.

Um dos desafios do novo CEO será gerir esta transição e ajustar a estratégia de produto herdada.

Apesar de a Porsche ter planeado uma gama onde coexistiriam motores térmicos, híbridos e elétricos, a decisão de excluir o Macan dessa lógica revelou-se desajustada face ao abrandamento do calendário europeu para o fim dos motores de combustão.

A marca já reagiu e confirmou que está a desenvolver um novo crossover com motor de combustão e versões híbridas, que deverá posicionar-se abaixo do Cayenne e chegar ao mercado em 2028.

Este novo modelo servirá para preencher o espaço deixado pelo Macan térmico e reflete uma abordagem mais cautelosa da Porsche à transição energética, ajustada a um cenário regulatório e comercial que mudou de forma significativa nos últimos anos.

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