O atropelamento aconteceu cerca das 03h00, na Rua Francisco Sá Carneiro, numa zona de bares. Segundo a GNR, a viatura encontrava-se estacionada na via pública quando iniciou a marcha. O condutor recebeu uma ordem de paragem dos militares, mas desobedeceu, inverteu a marcha e continuou a circular.
Depois de uma nova ordem para parar, o homem voltou a desobedecer e avançou na direção dos peões e do dispositivo policial, atropelando várias pessoas. A viatura acabou por embater noutro veículo e o condutor tentou fugir a pé, mas foi detido por militares do Grupo de Intervenção de Ordem Pública.
O condutor foi submetido ao teste de alcoolemia, que revelou 1,29 gramas de álcool por litro de sangue, e realizou também exames toxicológicos. Foi detido por suspeitas dos crimes de ofensa à integridade física qualificada, condução sob o efeito de álcool e condução perigosa.
O primeiro balanço apontava para quatro feridos, número posteriormente atualizado pela GNR para 12. Nesse balanço, uma jovem apresentava ferimentos graves e 11 pessoas ferimentos ligeiros, incluindo dois militares da GNR. Mais tarde, uma fonte da Unidade Local de Saúde do Algarve confirmou a entrada de mais quatro pessoas no centro de saúde, elevando para 16 o número total de pessoas atingidas.
A mesma fonte da ULS do Algarve confirmou que dois feridos vão ficar internados no Hospital de Portimão devido à gravidade dos ferimentos. No Hospital de Faro foram ainda assistidos três feridos ligeiros, tendo um deles já recebido alta.
Segundo o Ministério da Administração Interna, os dez jovens que constavam do primeiro balanço têm entre 18 e 22 anos. Dois dos feridos são militares da GNR.
O presidente da Câmara Municipal de Albufeira, Rui Cristina, classificou o atropelamento como um “ato isolado”. O autarca afirmou que o veículo ultrapassou as barreiras colocadas para impedir a circulação automóvel na Rua da Oura e que o município está disponível para prestar apoio às vítimas e às suas famílias. A Câmara admite ainda reavaliar o dispositivo de segurança existente na zona.
O ministro da Administração Interna, Luís Neves, condenou o atropelamento e manifestou solidariedade para com os jovens atingidos, os militares da GNR e as respetivas famílias. O ministro destacou a intervenção dos militares no local e afirmou que as circunstâncias da ocorrência serão apuradas pelas autoridades competentes.
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