12 comportamentos de risco na estrada

Civismo, respeito e cumprimento das regras do código precisam-se

As regras, avisos e ameaças de multas são do conhecimento de todos e são transmitidos pelas autoridades à exaustão. No entanto, todos os dias é possível observar os mais variados comportamentos de risco na estrada, em desrespeito pelas regras do código, pelos outros condutores, peões e ambiente.

Reunimos 12 exemplos frequentes de comportamentos de risco na estrada, muitos de fácil solução. Basta haver mais civismo e cumprimento das regras.

 

  1. Telemóvel e auriculares: toda a atenção é pouca


    Todos sabemos como é importante atender aquela chamada ou responder àquela mensagem. E que é igualmente importante deixar um “gosto” na publicação da amiga ou comentar a última polémica das redes sociais. Mas mais importante é manter a atenção onde ela deve estar: na estrada, sem pôr em risco a sua vida e a dos outros. A utilização do telemóvel aumenta em 4 vezes a probabilidade de ocorrência de acidentes. E a troca de mensagens aumenta esta probabilidade 23 vezes! Se utiliza auriculares para ouvir música ou falar ao telefone, mesmo que esteja a utilizar apenas um, como permite a lei, vai estar a perder muitos dos sons que importa receber. Lembre-se que a mesma atenção que presta ao telemóvel é a mesma que retira à condução.

  2. Faixas de rodagem: o péssimo hábito de seguir pela esquerda ou no meio


    Quantas vezes observamos veículos que conduzem "esquecidos" na faixa mais à esquerda ou na faixa do meio? E quantas vezes vemos outros veículos que aproveitam o facto e ultrapassam pela direita? Talvez persista a ideia de que a faixa de rodagem mais à direita é apropriada para os veículos pesados ou muito lentos. Será isso? Será distração? Será esquecimento? Será receio? O que é certo é que muitos condutores esquecem a simplicidade da lei: a condução faz-se sempre pela direita, exceto para ultrapassar ou mudar de direção. Esta é a regra, cumpra-a.

  3. Rotundas: problemas à saída e à entrada


    Primeiro grande problema: as saídas repentinas a partir do centro ou das faixas mais à esquerda diretamente para a saída. Muitas vezes sem a devida e atempada sinalização. Segundo grande problema: entrar na rotunda como se de uma reta se tratasse. Lembre-se que ao chegar a uma rotunda deve ceder passagem aos veículos que nela circulem. E que de acordo com as alterações ao Código da Estrada, passou a ser proibida a circulação pela via mais à direita, salvo se se pretender sair da rotunda na saída imediatamente a seguir.

  4. Arremesso de objetos: o cinzeiro continua a ser enfeite


    O arremesso de objetos, como cigarros (e respetivas embalagens) é perigoso para os outros (especialmente para motociclistas) e perigoso para o ambiente, sendo causa de fogos e de poluição. Mas não são só as beatas de cigarros. São garrafas, latas, papéis e os mais diversos objetos. O cinzeiro despeja-se em recipientes adequados, bem como o restante lixo produzido no interior do carro. Nunca na estrada ou enquanto o semáforo está vermelho.

  5. Sinalização de manobras: quem vem atrás que adivinhe


    A ausência atempada de sinalização por parte dos condutores deixa na incerteza e pode surpreender pela negativa quem segue atrás e à sua volta. Os indicadores de direção – os “piscas” – estão lá para serem usados, na frequência necessária e sempre que se justificarem. Neste caso, é melhor pecar por excesso do que por ausência.

  6. Faróis: entre o excesso e a falta


    Quantas vezes nos deparamos com os faróis médios de quem circula em sentido contrário mal regulados, em aparente função de máximos? Este é um comportamento altamente perigoso, que contribui para “cegar”, encandear e desorientar o trânsito que recebe tamanha intensidade de luz. Verifique com frequência as luzes do seu veículo, não se esquecendo das luzes traseiras, ainda mais negligenciadas porque, simplesmente, estão lá atrás e nem se dá por elas.

  7. Falta de manutenção: o pingar contínuo de óleo


    Oléo e mais óleo. Perigo, atrás de perigo. Os traços, poças e acumulação de óleo junto de locais de paragem (semáforos, cruzamentos, passadeiras, estacionamentos, etc.), bem como em locais com inclinações (subidas, rotundas, lombas…) são testemunhos do perigo que representam para o veículo e condutor que os produz, bem como para os outros, com as inevitáveis perdas de aderência, derrapagens e acidentes. Aqui, e mais uma vez, o elo mais fraco reside nas duas rodas: motociclistas e ciclistas. Mantenha o seu carro ou moto em perfeitas condições de circulação. Todos agradecem.

  8. Espelhos retrovisores: eles existem e são úteis!


    Todos os veículos incluem espelhos retrovisores. Trata-se de um equipamento essencial e extremamente útil que, muitas vezes, é esquecido ou mal utilizado. Basta olhar para eles frequentemente, especialmente em mudanças de direção e manobras diversas. Também são muito úteis para que o condutor mantenha uma perceção constante do espaço ao redor do seu veículo, assim como da presença dos restantes veículos. Não se esqueça deles, de os orientar convenientemente e de os substituir sempre que se partem ou oxidam. Em resumo: olhe por eles e olhe para eles.

  9. Ao volante: mãos em tudo, menos no volante


    As mãos devem estar sempre no volante. Infelizmente, são demasiadas as vezes que também passeiam por outros fortes concorrentes de atenção, como o telemóvel, os cigarros, a comida, o GPS, o rádio, o retocar da maquilhagem e outras distrações que põem em risco a segurança de todos. 1 em cada 10 acidentes são provocados por distrações ao volante. Por isso, concentre-se sempre na condução e na segurança - sua e dos outros.

  10. Estacionar e parar: fica já aqui


    Um dos exemplos mais habituais de infração, de falta de civismo e de respeito, especialmente nas grandes cidades. Nos passeios, nas passadeiras, nos locais destinados a transportes coletivos ou a outros veículos, em segunda ou até terceira fila, tudo é possível porque “vou só ali e já venho”. Um comportamento tão habitual que, infelizmente, chega a passar quase despercebido.

  11. Motos: toda a liberdade, mas com todo o equipamento


    T-shirt, calções, chinelos são a opção errada. Hoje em dia, a oferta de equipamento está perfeitamente adequada a cada estação (esteja calor, frio, chuva ou vento) e para cada tipo de utilização (para a cidade, grandes viagens, em estrada e fora dela). Portanto, não há desculpas. A utilização de capacete, luvas e vestuário completo, específico, resistente e com materiais refletores oferece mais segurança, proteção, conforto e tranquilidade.

    Não se esqueça ainda:

    - Circule com os médios acesos e evite circular entre as filas de veículos

    - Afaste-se dos ângulos mortos de visão dos veículos

    - Adapte a velocidade às condições da estrada e mantenha distâncias de segurança

    - Redobre a atenção em más condições meteorológicas – a má visibilidade aumenta os riscos

    - Cumpra os limites de velocidade e não pratique manobras perigosas

  12. Álcool: demasiadas vezes a bordo


    Um velho problema e, infelizmente, demasiadas vezes presente a bordo de muitos veículos. Nunca é demais lembrar: se conduzir, não beba. Repetimos: se conduzir, não beba.

Civismo: as boas tradições não se devem perder

Por fim, o civismo. Um conceito vasto e complexo que não abunda na estrada e que abarca todos os casos que vimos anteriormente. Na sua base, são exemplos que estão mais ou menos relacionados com atitudes e cultura. Infelizmente, exacerbados pela própria presença do volante, todos estes casos dão origem a muitos comportamentos que são dispensados. Assim, a calma, o respeito e a partilha civilizada das vias públicas é essencial para evitar muitos comportamentos que apenas produzem manobras perigosas e eventuais acidentes.

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