O Diablo nasceu há 30 anos

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Raro e difícil de encontrar o Lamborghini Diablo é dos futuros clássicos mais apetecíveis para colecionadores exigentes.

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Já passaram 30 anos mas este superdesportivo continua a fazer virar cabeças quando sai à rua. Mas o que muitos talvez desconheçam é que este carro não é fácil de conduzir. Só os mais experientes é que o dominam porque tanto a direção como a embraiagem, travões ou o manuseamento da caixa de velocidades exigem grande perícia para extrair a máxima performance ao volante deste rebelde.

Produzido entre 1990 e 1999, e com desenho de Marcelo Gandini, um dos mais importantes criadores de automóveis, o Lamborghini Diablo conta com a arquitetura herdada do antecessor Countach, com motor central traseiro posicionado longitudinalmente. Trata-se de um bloco 5.7 V12 cuja potência chega aos 492 cv. Acelera dos 0 aos 100 km/ em apenas 4,5 segundos e tem uma velocidade máxima de 325 km/h. Números que chegaram fazer do Diablo o carro mais rápido do planeta, ultrapassando mesmo o Ferrari F40.

Sempre a evoluir desde o seu lançamento, o Diablo ganhou poucos anos depois uma uma versão VT de Viscous Traction, referindo-se às quatro rodas motrizes. Em 1995 surgiu o SV (Super Veloce), com apenas duas rodas motrizes e 510 cv de potência e em 1999 foi atualizado com a potência do V12 a chegar aos 530 cv, destacando-se a perda dos faróis escamoteáveis.

Já sob a supervisão da Audi, o superdesportivo italiano recebeu uma profunda atualização em 2000, com o atmosférico V12 a crescer para os 6.0 l e a potência a subir para os 550 cv de potência. Em 2001 foi substituído pelo não menos espetacular Murciálago.

Marcelo Gandini, o génio no design automóvel

Marcello Gandini nasceu a 26 de agosto de 1938 no seio de uma família de Turim, que cultivava as artes. O pai era maestro, mas Marcello apaixonou-se pelo design e numa cidade onde pulsava a indústria automóvel italiana, acabou por chegar à Bertone, um dos mais reputados ateliers italianos. Giorgetto Giugiaro começou por recusar a entrada do jovem Gandini, mas quando saiu da empresa deixou uma vaga para um talento que revolucionou as propostas que a Bertone oferecia aos seus clientes.

Os exemplos de modelos de sucesso são mais do que muitos. Basta olhar para o Lamborghini Miura, um modelo que marcou a imagem, estilo e conceito dos grandes desportivos nos anos 60. É certo que Gandini soube aproveitar a abertura de uma marca que estava a nascer para afirmar as suas ideias. Mas essas ideias foram tão boas que abriram caminhos para um futuro feito de modelos como o Lancia Stratos ou o Lamborghini Countach, adoptado pela geração do "heavy metal". Paralelamente, no âmbito da sua ligação à Bertone, o italiano criou modelos mais pacíficos como o Citroën BX, antes de se afastar da empresa. Ao longo dos anos, Marcello Gandini tem trabalhado em áreas tão distintas como a arquitetura de interiores, ou as formas de helicópteros.

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