Portugal entre os cinco países da UE com maior mortalidade rodoviária

| Revista ACP

Portugal registou 578 mortes em acidentes rodoviários em 2025, o equivalente a 51 vítimas mortais por milhão de habitantes. 

Portugal foi o quinto país da União Europeia (UE) com maior taxa de mortalidade rodoviária em 2025. Os dados definitivos, divulgados pela Comissão Europeia a 27 de outubro, revelam que morreram quase 600 pessoas em acidentes rodoviários no país, apesar de se ter registado uma melhoria face aos anos anteriores.

A taxa portuguesa fixou-se nas 51 mortes por milhão de habitantes, acima da média europeia, de 43. Apenas a Letónia, com 64 mortes por milhão de habitantes, a Croácia (67), a Roménia (68) e a Bulgária (71) registaram valores superiores.

Apesar da posição desfavorável no contexto europeu, Portugal registou uma diminuição de 6% no número de mortes na estrada face a 2024. Em comparação com 2019, a redução foi de 16%, segundo os dados da Comissão Europeia.

Entre os países com melhores resultados estão a Suécia, com 19 mortes por milhão de habitantes, a Dinamarca (24), a Estónia (31) e a Irlanda (33). Estes valores evidenciam a diferença que ainda separa Portugal dos Estados-membros com menor mortalidade rodoviária.

No conjunto da União Europeia, morreram 19.350 pessoas em acidentes rodoviários durante 2025. O número representa uma descida de 3% relativamente a 2024 e de 15% face a 2019. 

Ainda assim, a maioria dos Estados-membros não está no caminho certo para cumprir o objetivo europeu de reduzir para metade o número de mortes e feridos graves nas estradas até 2030. Segundo a Comissão Europeia, apenas a Bélgica, a Bulgária, a Dinamarca, a Polónia e a Roménia apresentam uma trajetória compatível com essa meta.

A Comissão Europeia identifica as pessoas idosas como um dos grupos mais afetados pela sinistralidade rodoviária. A maioria das mortes na estrada ocorre em vias rurais, fora das zonas urbanas. 

O impacto dos acidentes não se limita às vítimas mortais. Por cada pessoa que perde a vida num acidente rodoviário, estima-se que outras cinco sofram ferimentos graves. À escala europeia, isso corresponde a cerca de 100 mil pessoas gravemente feridas por ano, com consequências físicas, psicológicas e socioeconómicas para as vítimas e as suas famílias.

Os dados reforçam a importância de continuar a investir na prevenção e na segurança rodoviária, de forma a reduzir a sinistralidade e aproximar Portugal das metas europeias para o final da década.

Newsletter Revista
Receba as novidades do mundo automóvel e do universo ACP.

scroll up