Sintra

Cidade Encantada

Classificada em 1995 como Património Mundial e como primeira Paisagem Cultural na Europa pela UNESCO, Sintra emana magia e mistério, através de parques e monumentos fascinantes que percorrem uma longa história de 7000 anos.

Sintra. Uma serra de fantasia e património a descobrir

 

“Ao volante do Chevrolet pela estrada de Sintra,
Ao luar e ao sonho, na estrada deserta,
Sozinho guio, guio quase devagar, e um pouco
Me parece, ou me forço um pouco para que me pareça,
Que sigo por outra estrada, por outro sonho, por outro mundo...”

Álvaro de Campos, “Poemas”

 

Palácio Nacional da Pena   Desconto ACP 

O colorido e romântico Palácio da Pena situa-se num estratégico e elevado ponto da Serra de Sintra, a cerca de 500 metros de altitude, visível a partir de qualquer acesso à serra. Este palácio único é constituído pelo antigo convento de monges Jerónimos de Nossa Senhora da Pena e pela renovação levada a cabo no século XIX por D. Fernando II. Ao seu redor, uma terceira estrutura remete para um castelo de fantasia, com as habituais ameias, vigias, túneis e ponte levadiça.

Em 1838, o rei D. Fernando II, inspirado no romantismo alemão, adquiriu o antigo convento erguido em 1511 pelo rei D. Manuel I, levando por diante obras que terminaram em 1860, com ampliação de salas e colocação de abóbodas.

Em 1994 o Palácio viu serem respostas as suas cores originais exteriores: o rosa no antigo mosteiro e o ocre no Palácio Novo.

Igualmente influenciado pelos jardins românticos, D. Fernando mandou plantar o Parque da Pena, incluindo caminhos serpenteantes, pavilhões, bancos de pedra e mais de quinhentas espécies arbóreas de todo o mundo.

O Palácio da Pena foi classificado como Monumento Nacional em 1910 e integra-se na Paisagem Cultural de Sintra, classificada pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade desde 1995.

Quinta da Regaleira

Considerado um dos mais fantásticos monumentos da Serra de Sintra, a Quinta da Regaleira foi construída entre 1904 e 1910.

Adquirida e ampliada por António Augusto Carvalho Monteiro (1848-1920), apelidado de “Monteiro dos Milhões”, alcunha com origem na sua incrível fortuna, notabilizou-se para sempre nesta singular junção da genial arquitectura de Luigi Manini, com a mestria dos escultores, canteiros e entalhadores que com ele trabalharam no Palace Hotel do Buçaco.

Neste autêntico “livro de pedra” reúnem-se as mais variadas disciplinas, ciências, mitologias, estilos artísticos e mistérios da portugalidade e da humanidade. Um monumento à criatividade de um homem, oferecido a todos os visitantes que o queiram desvendar.

Parque e Palácio de Monserrate   Desconto ACP

A poucos minutos do centro histórico, o Palácio e o Parque de Monserrate são exemplos únicos do Romantismo do século XIX, onde é possível encontrar um dos mais ricos jardins botânicos portugueses e uma das mais belas criações paisagísticas em Portugal.

Fonte de inspiração para Lord Byron, que cantou Monserrate na sua obra Childe Harold’s Pilgrimage, o Palácio de Monserrate possui influências medievais e orientais e, com o Palácio da Pena, oferece um dos mais simbólicos exemplos da arquitetura romântica do país.

Os jardins apresentam espécies de todo o mundo, compondo cenários contrastantes dos diversos continentes, ao longo de caminhos pontuados por ruínas, recantos, lagos e cascatas.

O Parque e Palácio de Monserrate foram classificados como Imóvel de Interesse Público em 1975, integrando-se na Paisagem Cultural de Sintra, classificada pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade desde 1995.

Chalet e Jardim da Condessa d'Edla

Inspirados nos chalets alpinos em voga na Europa, D. Fernando II e a Condessa d’Edla, decidiram que o Parque da Pena teria um chalet com jardim privado e romântico, para refúgio e recreio do casal.

Concluído em 1869, a eclética decoração inclui pinturas murais, estuques, azulejos e o uso exaustivo da cortiça como elemento ornamental. O jardim envolvente apresenta vegetação autóctone e espécies botânicas provenientes de todo o mundo.

Naquele que é considerado o maior e mais emblemático parque romântico concebido em Portugal, é possível passear entre o chalet e o respetivo jardim, até ao Palácio da Pena.

No vale situado a nascente localiza-se a Feteira, a primeira coleção de fetos no Parque da Pena, com destaque especial para os fetos arbóreos da Austrália e Nova Zelândia.

Junto ao Jardim da Condessa encontram-se as estruturas da Quinta da Pena – a Abegoaria, novas cavalariças e um espaço para as charretes que passeiam no Parque da Pena.

Castelo dos Mouros   Desconto ACP

Como a maior parte dos castelos, o Castelo dos Mouros encontra-se num cume, onde é possível observar a paisagem a perder de vista para a vila, o Paço, o Palácio da Pena, a vasta planície e o Oceano Atlântico.

Trata-se de uma fortificação construída no século X, entre penedos e penhascos graníticos, após a conquista muçulmana da Península Ibérica e é, naturalmente, o resultado dos diversos acontecimentos históricos.

Foi palco de momentos da primeira dinastia, como a campanha de D. Afonso Henriques após a tomada de Lisboa e Santarém (1147), a fortificação implementada no reinado de D. Fernando I (1383), reflexo do terramoto de 1755, espelho do restauro romântico de D. Fernando II e das intervenções no século XX pela Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais.

Convento dos Capuchos   Desconto ACP

Também conhecido como o “Convento da Cortiça”, esta notável construção destaca-se pela extrema pobreza e humildade que transmite. Aqui é possível sentir e observar os ideais da Ordem de S. Francisco de Assis, onde o aperfeiçoamento espiritual passa pelo afastamento do mundo e da renúncia aos prazeres terrenos.

Fundado em 1560 por D. Álvaro de Castro, conselheiro de Estado do rei D. Sebastião, com o nome de Convento de Santa Cruz da Serra de Sintra, foi entregue a frades franciscanos que aí encontraram a rusticidade e austeridade pretendidas.

O convento faz uso extensivo da cortiça na proteção e decoração dos espaços exíguos e segue a harmonia entre a construção humana e os elementos naturais existentes, com o objetivo de estar o mais perto possível da construção divina.

A mata envolvente, durante séculos mantida pelos religiosos sobreviveu e é testemunho da floresta primitiva. Pela raridade e conservação, a mata representa um significativo património natural.

A sensação vivida ao atravessar os minúsculos espaços, corredores e portas, o despojamento e a penumbra facilmente imaginados constituem uma experiência única que impressiona há séculos cada visitante.

Em 1581, Filipe I de Portugal (II de Espanha) proferiu o célebre comentário de que, em todos os seus reinos, os dois sítios de que mais gostava eram o Escorial, pela sua riqueza, e o Convento dos Capuchos, pela sua pobreza.

O Convento dos Capuchos integra-se na Paisagem Cultural de Sintra, classificada pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade desde 1995.

Palácio Nacional de Sintra   Desconto ACP

Na chegada ao centro histórico, o visitante é de imediato recebido pelo impacto do Palácio Nacional de Sintra. Um monumento impressionante pelo seu valor histórico, arquitetónico e artístico.

Este é o único palácio português da idade média a ter chegado praticamente intacto à atualidade, mantendo-se praticamente igual desde meados do século XVI.

Após Lisboa se afirmar como centro de poder, a proximidade da capital, o clima, paisagem, abundância de víveres e de caça determinaram a escolha de Sintra como refúgio da Corte nos meses de verão.

Do reinado de D. Dinis (1279-1325) ao reinado de D. Manuel I (1495-1521) foram inúmeras as obras levadas a cabo, com vista a embelezar e beneficiar o Palácio mantendo-se, a partir daí, o monumento na sua essência praticamente o mesmo que hoje se pode admirar.

O Palácio Nacional de Sintra foi classificado como Monumento Nacional em 1910 e integra-se na Paisagem Cultural de Sintra, classificada pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade desde 1995.

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