Góis

Vale do Ceira, o Vale Encantado

O Concelho de Góis,  parte do Distrito de Coimbra, é a única sede de concelho que é banhada pelo rio Ceira…
O seu vale, conjuntamente com as serras da Lousã e do Açor, que envolvem Góis, dão à vila uma imponência, em termos de localização e de paisagem deslumbrante. O rio e seus afluentes foram criando belas praias fluviais que fazem as delícias de locais e visitantes.

Góis tem, notoriamente, mais de oito séculos de existência, independentemente do facto de que os edifícios mais antigos, Hospital e Paços do Concelho, datarem do séc. XVI – nos estudos e sondagens arqueológicas levadas a cabo para estudar a transformação dos dois edifícios no futuro Museu Municipal, foram encontrados, para além de estruturas antigas como poços em alvenaria de pedra e canal para transporte de água, uma peça em liga de cobre que lembra um almofariz, fragmentos de peças em barro, outras em cerâmica, algumas inteiras, representativas de épocas diferentes. Foram também encontrados vidros, metais e moedas…

  • Góis Onde?

    Góis fica no Distrito de Coimbra, entre montes e vales abençoados – o Vale do Ceira é considferado por quem o conhece bem o “Vale Encantado”, com o Rio Ceira de águas puras e cristalinas. Como elemento central e preponderante, criando pequenos quadros idílicos…
    Mas a parte dos “montes” não fica atrás – o famoso Penedo de Góis, um afloramento granítico a 1043 m. alt. – um fantástico miradouro natural desta região. Só atingível a pé, chega-se lá a faltar a respiração, pelo cansaço e pela beleza e amplitude da paisagem…. A subida faz-se ao longo da Ribeira da Pena. No cimo, somente o rosmaninho e a carqueja resistem às condições do solo e humidade. As paredes da penedia são impressionantes e de lá se vê a Aldeia da Pena, de Xisto, as hortas, as courelas em pousio, todas elas perfeitamente delineadas.

       

  • Góis, Feiras, Festas e Romarias

    FREGUESIA DE GÓIS

    • Festa em Honra de S. João – 24 junho
    • Festa em Honra de Todos os Santos – 1 novembro

    FREGUESIA DE ÁLVARES

    • Festa em Honra de S. Mateus – agosto
      • Festa em Honra de Stª Margarida – agosto – Chã de Álvares
      • Festa em Honra de S. João Baptista – 1º fim de semana setembro – Cortes

    FREGUESIA DE CADAFAZ

    • Festa em Honra de Stº Amaro – 15 janeiro – Cabreira
    • Festa em Honra do Mártir S. Sebastião – 20 janeiro – Cadafaz
    • Festa em Honra de Stº António – 13 junho – Cadafaz
    • Festa em Honra de Nª Srª dos Remédios – 2º domingo julho –Candosa
    • Festa em Honra de Nª Srª do Desterro e S. Tiago – 25 julho – Mestras
    • Festa em Honra de S. Domingos – 4 agosto – Sandinha
    • Festa em Honra de S. Caetano – 29 agosto – Capelo
    • Festa em Honra de Nª Srª da Conceição – 8 dezembro – Corterredor
    • Festa em Honra de Stª Luzia – 13 dezembro – Relvas

    FREGUESIA DE COLMEAL

    • Festa em Honra de Nº Sr. da Amargura – 3º domingo agosto

    FREGUESIA DE VILA NOVA DO CEIRA

    • Festa em Honra de Stº António – 13 junho
    • Festa em Honra de Nª Srª da Candosa – 15 agosto
    • Festa em Honra da Rainha Santa – agosto
    • Festa em Honra de Stª Bárbara – finais de agosto

     

  • Góis, Gastronomia

    A gastronomia de Góis é, naturalmente variada, sempre assente nos produtos que a terra dá, a criação de animais, os castanheiros que abundam, bem como as nogueiras. Com a abundância de vegetação e flores campestres, existe desde tempos imemoriais a produção de mel, sobretudo o mel de urze, que tem propriedades anti reumáticas, diuréticas e de proteção contra cálculos biliares.
    No dia 1 de novembro realiza-se a Feira Anual do Mel e da Castanha, maneira de celebrar e dar a conhecer aos visitantes este dois produtos do concelho.
    Mas há muito mais – os enchidos, os queijos de cabra e de ovelha, o azeite, a aguardente de medronho, os licores de medronho e de mel.

                                         

    Como pratos caraterísticos e tradicionais de Góis, alguns dos quais está a ser feito esforço para recuperar, temos a sopa de castanhas (muito usual nas aldeias da serra, pela abundância do fruto), sopa seca à moda de Álvares, bucho recheado, cabrito assado no forno, chanfana, galinha corada, torresmos, arroz de sardinhas, papa de nabos com sardinha frita, tibornada (bacalhau com batatas a murro). Para adoçar a boca, o arroz doce, bolo de Góis, bolo da Várzea e as filjós (filhoses ou cascoreis)

                                            

  • Gois O quê?

    O concelho de Góis tem organizado em vários espaços espalhados pelas suas freguesias, espaços esses com caraterísticas de museu, a mostra da sua história, da sua cultura ancestral, muitos deles possíveis devido às dádivas de vários munícipes de múltiplas peças de mobiliário, louça, pinturas, arte sacra, ourivesaria, legados consideráveis de duas ou três pessoas muito interessadas na História de Góis e do seu povo.
    Para além do que de maravilhoso a natureza oferece, em Góis, o seu património cultural merece também a atenção de todos os que lhe fazem uma visita.
    Também as Aldeias de Xisto, merecem a atenção dos visitantes que, para as atingirem usufruem, no percurso devidamente orientado, de belas paisagens.

             
     

  • Góis Património a descobrir

    PATRIMÓNIO A VISITAR

    FREGUESIA DE GÓIS

    Arquitetura Religiosa:

    • Igreja de Santa Maria Maior, Matriz de Góis e Túmulo de D. Luis da Silveira -  classificada como Monumento Nacional, a igreja Matriz fica a sul da vila, sem o seu orago Stª Maria Maior, também padroeira de Góis. A sua construção foi iniciada no séc. XVI, notando-se ter havido intervenções nos séc. XVI e XIX. Tem planta longitudinal constituída por nave, capela-mor e, lateralmente, duas capelas, a de S. José à esquerda e adas Almas à direita. A seguir tem a sacristia, a nova e a antiga.
      Ainda no interior pode ver-se o túmulo de D. Luis Silveira, uma bela obra de arte atribuída a Diogo de Castilho e Diogo de Torralva.
      Fora, à esquerda e separada do corpo principal pode ver-se a torre sineira, de planta quadrada.

                   
    • Capela do Mártir S. Sebastião – a capela fica à entrada da Ponte Real, junto ao morro do Castelo. Foi construída no séc. XVIII. Tem planta hexagonal e, logicamente, telhado de seis águas. Apresenta cantarias nas esquinas, entablamento e fogaréus e um pequeno campanário. Tem também portal armado e cúpula com fecho de pedra.



    • Capela do Castelo – data do séc. XVI. Está localizada num morro frente à vila, que é normalmente designado por castelo. O orago é Nª Srª da Assunção. Foi mandada construir por D. Luis da Silveira, Senhor de Góis e Conde da Sortelha. É manuelina, com planta constituída por duas áreas ligadas, mas desiguais que sofreram grandes alterações quando foram recuperadas, na primeira metade do séc. XX. No interior pode ver-se uma imagem de  Nª Srª de Fátima que todos os anos é usada na Procissão das Velas, que tem lugar no dia 1 de maio, em que a imagem é levada para a Igreja Matriz e 31 de maio, em que é levada para o seu lugar habitual. Das imediações da Capela tem-se bela vista sobre Góis e as montanhas que a rodeiam.



    • Igreja da Misericórdia – foi construída no séc. XVI, muito modificada pelos restauros que foram efetuados no séc. XIX, tanto que as caraterísticas iniciais pouco se notam. Em 1867 foram feitas obras para lá instalar o relógio, exatamente onde ele se encontra hoje. Está localizada no Largo Francisco Inácio Dias Nogueira, e tem, à partida o aspeto de num monumento do séc. XIX – só que tem uma tribuna lateral onde se encontram imagens de Santa Rita, talhada em madeira, trabalho do séc. XVI e uma de Nª Srª da Conceição, do séc. XVIII.



    • Capela de Stº António – fica junto ao Parque do Cerejal, e é um belo exemplar da construção manuelina, com o arco cruzeiro  e esquina externa lavrada em corda. O retábulo, pequeno, data da 2ª metade do séc. XVIII.

    Arquitetura Civil:

    •  Paços do Concelho – Foi edificada no séc. XVII, esta casa nobre pertencente à família Barreto Chichorro, uma das mais notáveis da vila de Góis naquele século, com vários dos seus membros sepultados numa capela específica. Destacam-se, nesta casa as decorações das aberturas do alçado principal e os quatro belíssimos tetos de masseira, com caixotões pintados, que devem ser da mesma altura da construção e são de autor desconhecido. Na foto, o teto do salão nobre e as suas pinturas.

             

    • Porta Manuelina – na Rua dos Seixos


    • Ponte Real – foi mandada construir por D. João III, em 1533.  É renascentista, com três arcos, sendo o do meio o de maior altura – assentão em pegões profundos, em for ma de quilha. A Capela de S. Sebastião fica à entrada desta ponte.



    • Fonte do Pombal – data de meados do séc. XIX, construída sobre o que resta da antiga fonte. Tem duas bicas e é também conhecida como Fonte do Jogo, porque naquele local se jogou o Jogo da Bola… De acordo com a crendice ou tradição oral, se um homem e uma mulher estivem, ao mesmo tempo a beber água e, simultaneamente, olharem um para o outro, ficam apaixonados para sempre…

    •  Casa de Alice Sande  - Esta casa terá sido onde, em tempos remotos, se reuniam os senhores de Góis – os Paços Velhos. No entanto, pouco se vê dos vestígios desse velho palácio… A casa teve vários proprietários, no decorrer dos tempos. A última proprietária, Alice Sande, foi uma pintora e miniaturista ligada à terra, pela família e deixou a casa, em testamento, à Câmara Municipal de Góis, que se comprometeu a abrir ao público a Casa-Museu Alice Sande.



    • Casa do Artista – era a casa-mãe do maior souto da vila de Góis e o solar da Quinta dos Maias, do séc. XVIII. Hoje é a Casa do Artista. Teve grandes obras de recuperação, tem o espaço onde estavam instaladas as cavalariças sido transformado em auditório. Há galerias de arte nas lojas do piso térreo e os quartos do piso superior albergam, temporariamente, artistas. O sótão foi transformado em atelier.



    • Antigo Hospital de Góis – ele fica no centro histórico de Góis, face à Praça da República. Juntinho ao Hospital está a antiga Capela do Espírito Santo. A data de construção anda à volta de 1559 ou 1560, como inscrito em pedra, na fachada – apesar disso, os estatutos do hospital foram somente aprovados em 1577.
      O Hospital foi contruído para socorrer peregrinos e pobres, que necessitassem de um amparo, por ordem do 2º Conde de Sortelha, D. Diogo da Silveira, tal como a Capela que está “acoplada”.
      Algum tempo depois, o Hospital especializou-se, de acordo com os registos, especializado em sífilis e a ele acorriam  doentes de todo o País. Foi encerrado em março de 1831 e, definitivamente desativado em 1834, por força das reformas de Mouzinho da Silveira.
      O Hospital, como a Capela foram adquiridos por particulares, tendo passado a servir de habitação e lojas.  Tem, nas traseiras, um jardim que o liga, de certa maneira, aos Paços Velhos de Góis, junto aos quais existia a torre senhorial de Góis. A torre desapareceu, em finais do séc. XIX, tendo deixado poucos vestígios. A Capela, por seu lado foi teatro, depósito de azeite, padaria e forno de pão e, até aos anos 90 do séc. XX, talho…

    • Casa Baeta da Veiga – casa do séc. XVIII, situada no Lg. Francisco Inácio Dias Nogueira 
    • Casa da Quinta da  Lavra de Baixo -  também do séc. XVIII, fica na Rua Bernardo Baptista Ferreira 
    • Casa do Povo -esta edificação data do séc. XVII e fica no Lg do Pombal 
    • Casa do Terreirinho – do séc. XVI, fica no Lg. António Nogueira Pereira 
    • Casa Havaneza Goiense – do séc. XIX, na Pç da República
    • Casa Nogueira Ramos – data do séc. XVII, e fica no Lg. Francisco Inácio Dias Nogueira 
    • Cisterna do Pombal – fica na Pç do Pombal e Lg Inácio Dias Nogueira, esta cisterna quinhentista, quadrangular, de cobertura piramidal. No interior, as paredes são revestidas a azulejos hispano-árabes, polícromos – verde azul, amarelo e manganés – com cercadura e vários padrões geométricos, dos quais se destaca o círculo, que é como que uma rosácea e que está na parede do fundo.
      No séc. XVI, Sevilha era onde a maior parte da cerâmica era produzida e era daí que vinham os azulejos para Portugal e, neste caso, para o Distrito de Coimbra.

                 
    • Escola Conde de Ferreira – data do séc. XIX e é hoje a Junta de Freguesia de Góis
    • Solar da Quinta da Torrinha – data do séc. XVIII
    • Solar Beirão da Quinta da Capela – solar do séc. XVII, localizado fora de Góis.  O nome do Solar é devido à existência de uma capela, num plano mais elevado do que o do Solar.
    • Outras casas, como a da Praça e a da Roda, do séc. XVII.
    • Núcleo Museológico do Esporão – fica, naturalmente, na localidade de Esporão. É um espaço dedicado à terra, ao seu cultivo, podendo ver-se várias peças ligadas a essa atividade, objetos de certa raridade e fotografias. Dispõe de uma sala para exposições temporárias.

    Natureza:

    •  Praia Fluvial da Peneda


    FREGUESIA DE ÁLVARES

    Arquitetura Religiosa:

    • Igreja Matriz de Álvares – em termos de edifício, é simples, com portas de grés em que a principal é emoldurada, nas ombreiras e no arco, em que se vê a data de 1616, no meio de desenhos vegetais. Tel um púlpito externo, cilíndrico e suportado por um cunhal.
      O altar-principal é do séc. XVII, suportado por quatro colunas corístias entre as quais  podem ver-se duas esculturas de  madeira, uma de Stº Agostinho outra de Stº António. A de S. Mateus, o padroeiro, segue as linhas das estátuas do séc. XVIII. Para além destas podem ser encontradas ainda, embora na arrecadação três imagens de pedra – a da Virgem com o Menino, do séc. XV, S. Mateus , manuelino, do séc. XVI e de Stª Isabel, do séc. XVI.

    • Capela de S. Sebastião – a capela data de 1805, altura em que, por causa das muitas vítimas que a peste fazia, os habitantes prometeram um bodo, ao Mártir. Como a mortandade parou, esse bodo é oferecido ainda hoje, no domingo que se segue ao dia de S. Mateus, constituído por tremoços e carcaça grande, que são benzidas na capela. Esta tradição é também respeitada em outras localidades do concelho.

    Arquitetura Civil:

    • Pedra Letreira – monumento classificado com de interesse público, que é um exemplo de arte rupestre. É constituído por uma plataforma de xisto, horizontal, que apresenta, à superfície, diversas gravuras, esculpidas a machado de pedra polida, segundo a técnica de abrasão, dizem os especialistas. Pode ver-se, entre os elementos gravados, arco e flecha, pontas de seta e alabardas e também figuras antropomórficas, assim como outros que parecem metidos em redes.

    • Pelourinho de Álvares – foi construído no séc. XVI, em estilo manurelino. Nesse tempo, Álvares era concelho.

    • Ponte Filipina sobre o Sinhel – é constituída por dois arcos de volta inteira.
    • Espaço Museológico Casa do Ferreiro – A casa onde o espaço museológico está instalado era o espaço de trabalho de um ferreiro e lá se podem ver as ferramentas necessárias para esta arte, bem como outros objetos da época lá encontrados.

    • Espaço Museológico de Arte Sacra  - neste momento, está instalado na Igreja Matriz, até estarem disponíveis novas instalações.

    Natureza:

    • Praia Fluvial da Ribeira do Sinhel – belo e agradável espaço.


       
    • Piscina Fluvial em Amiosinho – linda

             

    FREGUESIAS DE CADAFAZ E COLMEAL
    FREGUESIA DE CADAFAZ

    Arquitetura Religiosa:

    • Igreja Paroquial de Cadafaz – foi construída no séc. XVI e sofreu restauros, nos séculos seguintes, como demonstram as datas que tem inscritas na porta – 1686 e 1815. Tem uma torre isolada e, no interior, um altar-mor de talha Rocócó e dois altares colaterais do séc. XVIII. Podem ainda ser vistas duas imagens, uma de Nª Srª das Neves e outra de S. Sebastião, ambas renascentistas. Possui boas alfaias e um belíssimo órgão, de pau preto, oferecido pelo Barão do Louredo, Manuel Lourenço Baeta Neves.


       
    • Capela de Stº António – foi restaurada no séc. XVIII mas mantém, na verga da porta, a data de 1505. Tem o alpendre e o teto pintado, com cenas do Velho e do Novo Testamento. Também no interior, podem encontrar-se estátuas do padroeiro, em pedra. O retábulo é de talha barroca do séc. XVII/XVIII.


    • Capela da Candosa


    • Capela de Nª Srª da Conceição – fica no lugar de Corterredor

    • Capela de Stª Luzia – fica no lugar de Relvas

    Arquitetura Civil:

    • Aldeia de Xisto da Cabreira e o seu Lagar de Azeite Comunitário – o lagar é posto a funcionar na altura em que é apanhada a azeitona, na região – é mostrado como funciona o sistema de “varas”, mecanismo que ajuda muito a extrair o azeite. No final da visita, cada um tem a oportunidade de saborear a tibornada, um prato típico da região, regado com bom azeite…

    • Moinho da Cabreira – moinho movido a água, junto ao lagar, onde era moído o milho cuja farinha era usada, posteriormente, para fazer a bela broa de milho.


       
    • Ponte sobre o Rio Ceira


    • Pedra Riscada – um outro elemento de arte rupestre existente no concelho


       
    • Lagar de Azeite Comunitário – no lugar de Candosa

    • Moinho de Água, junto ao Rio


    Natureza:

    • Praia Fluvial da Cabreira



    • Parque Eólico das Mestras – bela paisagem

             

    FREGUESIA DE COLMEAL

    Arquitetura Religiosa:

    • Igreja Paroquial de Colmeal – é dedicada a S. Sebastião. Tem um a pequena torre sineira, ao lado, com dois sinos de uma oficina famosa de Cantanhede, com datas de 1836 e 1858. Foi toda construída em xisto, no lugar onde existiu antes uma pequena capela. Tem três altares e uma capela moderna e pode ver-se lá uma imagem do Padroeiro, em pedra e de traçado gótico.



    • Capela de Nª Srª da Amargura – perto da localidade de Capelo

    Arquitetura Civil:

    •  Espaço Museológico do Soito – fica noa belíssima localidade de Soito, este espaço onde se pode encontrar peças que nos transportam ao passado.

    Natureza:

    • Praia Fluvial da Ponte


    FREGUESIA DE VILA NOVA DO CEIRA

    Arquitetura Religiosa:

    • Igreja Matriz de Vila Nova do Ceira – Foi construída em 1665 e séculos mais tarde, em 1881, foi restaurada pelo povo, com recurso ao Estado e este ao “Cofre das Bulas”, tendo ficado pronta em finais de 1885. É essa a igreja que vemos hoje, com uns altares modernos.
      A imagem de S. Pedro, o padroeiro, tem caraterísticas renascentistas. Para além desta imagem, a igreja dispõe de um considerável espólio de alfaias antigas, como uma cruz processional de prata branca do séc.XVI. um véu de  ombros de seda branca com flores matizadas, do séc. XVIII e uma casula roxa, oferecida pela paróquia de Badalona (Barcelona) a Leão XVIII.

    • Ermida de Nª Srª da Candosa – foi construída em 1889, no Cerro da Candosa e numa fraga de quartzito. É nesta Ermida que se realiza, todos os anos, a 15 de agosto, a romaria em honra de Nª Srª da Candosa, protagonista várias lendas, uma das quais tem a ver com um mouro convertido ao Cristianismo e que, com muito trabalho, prosperava, e que os outros mouros residentes na região  quiseram prejudicar, não o conseguindo por intervenção.

    Natureza:

    • Cerro da Candosa


    • Praia Fluvial das Canaveias


    ALDEIAS DE XISTO


    A brilhante ideia da criação do projeto das Aldeias de Xisto teve como base a intenção de preservar a cultura, dar relevo ao património arquitetónico e cultural, dinamizar artes e ofícios tradicionais, preservar a paisagem envolvente e, último mas não menos importante, combater a desertificação. O projeto é gerido por uma Agência criada para o efeito, conseguiu agregar vinte e sete aldeias de xisto, pertencentes a vários concelhos, entre os quais o de Góis, que tem quatro – Aigra Nova, Aigra Velha Comareira e Pena.
    Todas as Aldeias de Xisto ficam na Serra da Lousã, com acessos relativamente fáceis.

    • Aigra Nova – facto a salientar nesta aldeia é o Largo da Quintã, no cimo da aldeia, local onde eram realizadas as reuniões dos habitantes da aldeia e se tomavam as decisões, fossem elas de que índole fossem – sobre as atividades coletivas, como tudo o que se relacionasse com o rebanho comunitário, o sistema rotativo das regas. Também as dificuldades do dia-a-dia eram aqui discutidas e, quem sabe, resolvidas, na medida do possível.



    • Aigra Velha – esta aldeia tem uma características especial, na maneira como foi construída, de certa maneira fechada ao exterior, uma vez que as fachadas de todas as casas estavam viradas umas para as outras, uma organização do conjunto de casas que não é muito comum, mas que era muito útil para a defesa contra os lobos e outros animais perigosos que atacavam os rebanhos e mesmo os cães que os guardavam, que normalmente se encontravam na povoação. A referida disposição das casas acabava também por ser uma defesa contra intrusos e ladrões.

    • Comareira – é uma aldeia muito soalheira, pela sua localização e de onde se beneficia de paisagens fantásticas



    • Pena – esta aldeia fica do outro lado da serra e, um pouco longe de todas as outras. Junto à aldeia passa a Ribeira da Pena que, percorrendo aquele terreno montanhoso, mantém a sua pureza. Da Pena pode observar-se o Penedo da Abelha, um dos pontos mais elevados da serra e que mantém um elevado interesse natural e geológico.

              

    • PERCURSOS PEDESTRES NO CONCELHO DE GÓIS

      Também o concelho de Góis tem uns quantos percursos pedestres, percursos para todos os gostos, perfeitamente definidos e assinalados, que percorrem as paisagens da Serra e permitem visitar as Aldeias de Xisto entre outros valores patrimoniais e culturais do Concelho. São percursos de níveis de dificuldade diferentes, facto que é devida e previamente indicado a cada um dos caminhantes, através de painéis existentes no trilho.

      PR1 GOI – Caminhos de Xisto das Aldeias de Góis – Rota das Tradições do Xisto 
      http://www.cm-gois.pt/files/5626.pdf

      PR5 GOI – Trilho das Minas –
      Vila de Góis – Rabadão – Vila de Góis
      http://www.cm-gois.pt/files/5625.pdf 

      PR8 GOI – Trilho do Papel – Ribeira Cimeira – Ponta do Sotão – Vila de Góis
      http://www.cm-gois.pt/files/5628.pdf 

      PR9 GOI – Caminho do Xisto-das Aldeias de Xisto de Góis –
      Trilho do Baile
      http://www.cm-gois.pt/files/5595.pdf

    ROTA ESTRADA NACIONAL 2

    (excerto 87ª EDIÇÃO DO MAPA ACP de 1988, altura em que a EN2 não tinha ainda sido intervencionada)

                    

    • Por iniciativa da Câmara Municipal de Santa Marta de Penaguião, está já constituída a Associação de Municípios da Rota da EN2 – a Mítica EN2, como também é denominada.    

      A Associação
      destina-se a, simultaneamente, preservar aquela que é a maior estrada, completamente construída do País – vai de Chaves a Faro, num percurso de 738,5 km, estes já dentro da área da cidade de Faro – que mantém um traçado praticamente intacto, que atravessa 31 municípios e promover turisticamente esses municípios, tornando cada um deles um polo de atração, não só pela EN2 em si, mas também pelo respetivo património cultural, paisagístico e gastronómico.

           


  • Góis, Acessos e Distâncias
    LISBOA 225 km PORTO 158 km
    Aveiro 101 km Beja 359 km
    Braga 211 km Bragança 282 km
    Castelo Branco 108 km Coimbra   50 km
    Évora 276 km Faro 460 km
    Guarda 130 km Leiria  117 km
    Portalegre 188 km Santarém
    157 km
    Setúbal
    260 km Viana do Castelo
    233 km
    Vila Real
     173 km  Viseu   90 km 
  • Góis Itinerários Possíveis

    Itinerário 1
    Góis  (A) –Corterredor (B) – Cadafaz (C) – Colmeal (D) – Relvas (E) – Góis (F)
    Visita de Góis, do seu património, das suas paisagens, apreciando bem, tudo o que este concelho tem, inclusive a gastronomia …

     Total de km – 85 km

    Tempo de percurso – 2 horas e 15 minutos, só considerado o tempo de condução

    Estradas – todo o trajecto é feito por Estradas Nacionais e Municipais



    Itinerário 2
    Góis (A) – Esporão (B) – Álvares (C) – Góis (D)  
    Como o anterior também este itinerário passa por Góis e outras freguesias do seu concelho, podendo visitar o património, visitar algumas das Aldeias de Xisto, apreciar a paisagem e, em devido tempo, a gastronomia.

    Total de km - 53 km

    Tempo de percurso – 1 hora e 32 minutos, só considerado o tempo de condução.

    Estradas – todo o trajeto é feito por Estradas Nacionais.

    Itinerário 3
    Góis (A) – Vila Nova do Ceira (B) – Albergaria (C) – Aigra Nova (D)  - Góis (E)
    Como o anterior também este itinerário passa por Góis e outras freguesias do seu concelho, podendo visitar o património, visitar algumas das Aldeias de Xisto, apreciar a paisagem e, como não podia deixar de ser, a gastronomia.

    Total de km – 36 km

    Tempo de percurso – 1 hora e 39 minutos, só o tempo de condução

    Estradas – por estradas nacionais e municipais

  • Góis, Parceiros ACP

    PARCEIROS ACP
    Abaixo estão os links para todos os parceiros, nas áreas referidas abaixo, que poderá encontrar em Góis e no Distrito de Coimbra.

    Hotéis
    - Solares
    Turismo Rural
    - Restaurantes 

     

     

     

     

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