Observatório ACP propõe medidas para evitar mortes nas estradas do Algarve

6 zonas críticas com maior registo de sinistralidade rodoviária foram analisadas pelo Observatório ACP. As soluções apresentadas à Associação de Municípios do Algarve são de rápida execução e de baixo custo.

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O Observatório ACP fez um levantamento dos perigos que se verificam em seis zonas críticas da rede rodoviária do Algarve, onde 38 pessoas morreram em acidentes nos últimos sete anos.

Dessa análise, resultou um conjunto de soluções de execução simples e rápida e de baixo orçamento.

O estudo foi entregue à Associação de Municípios do Algarve (AMAL), na esperança de uma decisão célere por parte dos autarcas. Alguns dos casos analisados pelo Observatório ACP passam por vias estruturantes como o IC1, a incontornável EN125 e a estrada mais longa do País, a EN2, esta última na ligação com a Via do Infante.

Num retrato geral, estes são os problemas detetados nestas vias:

- a permissão de velocidade elevada, os perigos para os peões, sobretudo as partes em que podem atravessar as vias;

- os cruzamentos de acesso a trânsito local;

- a falta de espaço para os peões circularem, aliado a um elevado volume de tráfego de atravessamento e forte circulação de camiões;

- o estado de conservação da sinalização horizontal de trânsito, sobretudo as guias e as linhas de separação de vias;

- a falta de limpeza das vias de um modo geral e das vegetações nas bermas em particular;

- o estado de conservação do pavimento em muitos troços e em extensões consideráveis, com graves depressões e abatimentos em zonas de curvas.

As soluções propostas

Tornar compatível o uso de uma estrada como forma de atravessar partes do Algarve com o trânsito local é um dos eixos centrais das intervenções propostas.

Para isso, seria preciso baixar o perfil de "estrada" para um arruamento, dando mais espaço a peões.

Nessa lógica, a intervenção deve promover a segurança e a amenidade em detrimento da fluidez e capacidade.

Este ambiente urbano em algumas estradas algarvias teria de compatibilizar o tráfego de atravessamento com o trânsito local.

Para tal seria necessário reforçar toda a sinalética rodoviária, fosse a horizontal ou a vertical, interditando as ultrapassagens em vários troços, sobretudo nos de menor visibilidade.

E seria imperioso definir muito bem, com recurso a sinalização bem visível, os locais de inversão de marcha, assim como o pontos de mudança de direção.

Ainda na parte que toca aos peões, o estudo recomenda a introdução de dispositivos luminosos com sensores de velocidade incorporados, associados a travessias pedonais e acionados por botão.

Os peões devem também ver reforçados a segurança na acessibilidade às paragens de autocarros, complementadas por boas condições de atravessamento da estrada.

Uma das sugestões nesses casos é a aplicação de piso antiderrapante “tipo slurry” na zona de aproximação a travessias pedonais.

Nos casos mais complicados ou de potencial conflito entre peões e veículos, recomenda-se colocação junto às passadeiras de balizas rebatíveis ou mesmo lombas cromáticas ou sobrelevadas, associadas a semáforos.

A culminar, o reforço da iluminação pública nesses locais com mais peões.

Conheça o estudo

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