Regras para exames de condução voltam ao normal

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Covid provocou o atraso de mais de 17 mil exames práticos e teóricos. Centros regressam ao funcionamento normal.

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Um despacho do Secretário de Estado das infraestruturas, Jorge Delgado, publicado esta terça-feira, acabou com as regras apertadas de proteção sanitária que ainda envolviam a realização dos exames de condução e de código

Segundo se pode ler no documento, "no contexto da atual evolução positiva da situação epidemiológica em Portugal as medidas excecionais e temporárias relativas à pandemia da doença COVID -19 nos setores do ensino da condução, dos exames de condução e da formação para certificação de profissionais deverão estar alinhadas com as medidas determinadas pelo Decreto -Lei n.º 78 -A/2021", referindo-se ao decreto que no final de setembro terminou com a maior parte das restrições de funcionamento da sociedade. 

Com este despacho são repostas as normas de funcionamento destas atividades, embora se mantenham a limitação de uso obrigatório de máscara e higienização das instalações e equipamentos.

Recorde-se que as várias medidas de proteção contra a Covid causaram o atraso nos exames téoricos e práticos. 

Segundo a informação disponibilizada, são 17.465 exames que estão para já pendentes: 13.065 referem-se às provas práticas, ao passo que as teóricas são 4.400 no total. O pior distrito, isto é, o que tem mais pendentes registados, é Viana do Castelo, com 2259 processos, superando largamente o segundo classificado, o Porto, com 1560 exames pendentes. Refira-se ainda que, segundo os cálculos do IMT, 95% destes exames podem ter de esperar até 400 dias (cerca de 1 ano e 1 mês) para serem marcados. Em pior situação estão os restantes 5%, cujo tempo de espera pode situar-se entre os 400 e os 1600 dias (quase 4 anos e meio). Segundo fontes do setor, recuperar estes atrasos pode levar pelo menos 4 a 5 meses. 

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